Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Sambilas desconcentrados perdem pontos

Manuel Neto - 02 de Agosto, 2015

Os caalenses conseguiram ultrapassar os sambilas num jogo em que optaram pelo anti-jogo na segunda parte

Fotografia: Kindala Manuel

Cinco cartões amarelos para  o Caála por prática de anti-jogo marcaram, de forma negativa, a segunda vitória consecutiva da formação do Huambo frente ao Progresso Sambizanga, que averbou o mesmo número de derrotas neste período.

Ansiosa em redimir-se da derrota da jornada passada, a turma do sambila entrou bastante acutilante no jogo. Aliás, os dois pontapés de cantos a seu favor nos primeiros dez minutos indiciou essa pretensão.

A equipa de Albano César jogava simples, tudo feito ao primeiro toque, com Milambo a ser o catalisador do jogo ofensivo. As facilidades na invasão ao último terço adversário era cada vez mais evidente e só não chegou ao golo, porque do outro lado estava uma equipa reestruturada e que sabia das suas responsabilidades.

O Caála procurava assegurar-se bem lá atrás e saía com cautelas em contra-ataques rápidos, atitude que lhe valeu o adiantamento no marcador por intermédio de Paizinho, à passagem do minuto 21.

Surpreendidos pela atitude dos caalenses e a desvantagem no marcador, os sambilas tentaram, a todo custo, anular a vantagem contrária, mas faltava serenidade aos atacantes, ante um sector defensivo bem arrumado.

Diante do desespero dos donos da casa, os visitantes foram acreditando e aumentaram ainda mais o seu caudal ofensivo e com uma melhor  harmonia chegavam com algum perigo à baliza do adversário.

No reatamento, o Progresso ciente de que a derrota seria um resultado que comprometia as suas aspirações, reapareceu mais pressionante, a alargar as suas linhas de jogos e a remeter o Caála para o último plano.

As jogadas eram bem elaboradas, mas notava-se uma equipa algo nervosa que não conseguia encontrar-se. A situação complicou-se ainda mais com a expulsão do capitão Jaime. A jogar reduzido a dez jogadores, as coisas tornaram-se ainda mais difíceis para os sambilas, e quem tirava o melhor proveito disso foi a Caála que, ao invés de jogar futebol, limitou-se em quase toda a  segunda parte a queimar tempo. Os jogadores atiravam-se constantemente para o relvado, com o objectivo de anularem os intentos do adversário até ao final do jogo, para o desagrado dos presentes, ávidos de assistirem a um jogo competitivo.