Jornal dos Desportos

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Girabola

Soares defende árbitros com qualidade

Benigno Narciso - Lubango - 01 de Março, 2018

Mário Soares sustentou essa posição, na sequência da prestação do juiz Yuri de Melo.

Fotografia: Jornal dos Desportos

O técnico do Desportivo da Huíla, Mário Soares, defendeu mais rigor no processo de promoção de juízes, a partir das categorias inferiores para as classes subsequentes, de modos a  salvaguardar a imparcialidade e verdade desportiva nos ajuizamentos das partidas da maior prova futebolística do país, o Girabola Zap.
Mário Soares sustentou essa posição, na sequência da prestação do juiz Yuri de Melo, que recebeu forte contestação e reprovação dos técnicos do Cuando Cubango FC e do Desportivo, no final do desafio da terceira jornada do Girabola Zap 2018.
O técnico da equipa afecta à Região Militar Sul sustentou que o trio de arbitragem não estava em condições de dirigir um jogo do Girabola Zap, na sua avaliação “influenciou no que podia ser a dinâmica normal do jogo”.
“Vão perdoar-me pela crítica. Sei e sinto o que é o futebol. Quando trabalhamos e promovemos os garotos na formação, promovemos os de mais qualidade. São esses que colocamos na fogueira do jogo, como se diz. Deve-se pensar dessa maneira a nível da arbitragem, porque considero que foi uma actuação crua. Teve influência na dinâmica do jogo, não esteve à altura nem condições para dirigir um jogo do Girabola”, criticou.
Agastado igualmente com a prestação do juiz afecto a Associação Provincial de Futebol de Malanje (APFM), o técnico do Cuando Cubango FC no momento do desabafo após o jogo, disse que a sua equipa foi prejudicada pela má prestação do trio de arbitragem que “não soube arbitrar e controlar o jogo”.
“A minha equipa sai do Lubango prejudicada. O jogo foi dos árbitros. Foi visível aos olhos de todos. Não se admite. Fomos roubados, porque o trio de arbitragem mostrou que não sabe ajuizar. É uma pena. Estamos desapontados com o que vimos hoje. É lamentável”, exteriorizou o técnico.
O desafio foi dirigido pelo trio de arbitragem chefiado pelo juiz Yuri de Melo, de Malanje,  coadjuvado pelos assistentes Odreia Miguel, de Luanda, e Tomás de Lima, do Bengo. Daniel Lusseque, da província da Huíla, foi o 4º árbitro.
O jogo foi disputado no fim-de-semana no Estádio do Ferroviário, no Lubango, foi ganho pelo Desportivo da Huíla, por 3-1.