Jornal dos Desportos

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Girabola

Soares reprova anti-jogo do Cala

Benigno Narciso- Lubango - 11 de Julho, 2017

Mrio Soares, defendeu que a sua equipa foi penalizada

Fotografia: Jornal dos Desportos | Edies Novembro

O técnico do Desportivo da Huíla, Mário Soares, defendeu que a sua equipa foi penalizada pela quebra intencional do ritmo normal de jogo, devido ao anti-jogo protagonizado pelo Recreativo da Caála, no domingo,  jogo referente à 19ª jornada do Girabola Zap 2017, em que as duas formações empataram no Lubango sem golos.

Mário Soares, em sinal de reprovação da postura da representante do Huambo no Girabola Zap, qualificou a conduta adversária como estratégia negativa e que na sua análise teve a permissão de quem não devia deixar que a atitude adoptada em campo acontecesse, no caso o treinador David Dias.

“Mas também reconhecer que foi quebrado muito ritmo de jogo, porque foi uma estratégia do Caála; uma estratégia negativa que foi o anti-jogo, e com alguma permissão de quem não devia deixar que isso acontecesse (o treinador). Isso sim, tirou ritmo ao jogo”, desabafou.

Enquanto isso, referiu o técnico, o Desportivo pautou sempre por um futebol jogado e de forma aberta. Contudo, a estratégia dos visitantes impôs-se e ditou a história do desafio pobre de emoção, sem espectacularidade, e ausente de recortes técnicos de encher os olhos.

“Mas nós quando na posse da bola, circulámos o esférico, procurámos espaços, criámos passes penetrantes, efectuámos cruzamentos, jogámos por dentro e por fora, criámos situações de golos, tivemos a bola no poste, obrigámos o Caála a recuar, mas não conseguimos finalizar. Jogámos de forma aberta”, descreveu.

Reconheceu que o facto da sua equipa não marcar, contribuiu para a continuidade da postura do adversário. Justificou que caso marcasse, ia obrigar a equipa liderada tecnicamente por David Dias a disputar o jogo de forma aberta, e a assumir outra postura dentro das quatro linhas.

“O facto de não marcar contribuiu para o anti-jogo do Caála. Quando eu digo que alguém permitiu essa passividade, está inclusa também a nossa equipa e não só, porque se finalizássemos uma ou outra oportunidade das várias que criamos, obrigaríamos o adversário a correr mais e a abrir o jogo. Também temos parte da culpa do muito anti-jogo da Caála” relatou.