Jornal dos Desportos

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Girabola

Soares suplica eficácia no ataque

Benigno Narciso- Lubango - 02 de Maio, 2017

Mário Soares justificou essa estratégia

Fotografia: Jornal dos Desportos | Edições Novembro

O técnico do Desportivo da Huíla, Mário Soares, está agastado com a fraca capacidade de finalização que a equipa revela de forma recorrente, incapaz de converter em golos as inúmeras oportunidades que produz, nos jogos do Girabola Zap 2017.

Mário Soares lamentou o facto da equipa produzir um bom futebol, com caudal ofensivo considerável, alicerçado num princípio de jogo concebido de cariz e solidez defensiva. Contudo, essas qualidades acabam prejudicadas pela improdutividade no ataque, o que contribui para os resultados menos conseguidos na competição.

“Continuamos à procura de juntar o útil ao agradável. A equipa está a jogar bem, tem princípio de jogo, tem uma ideia concebida, falta o toque final. Criamos muitas situações de golo, mas o ataque está a falhar”, lamentou o técnico.

Abalado com o festival de falhanços da equipa, no desafio diante do Progresso do Sambizanga, em que empatou em casa, por 1-1, no domingo, para a 12ª jornada do campeonato, Mário Soares assegurou trabalhar de forma intensa e cuidadosa de modos a inverter o quadro. Com a aposta na continuidade do trabalho, Mário Soares disse estar confiante de que mais tarde ou cedo, o domínio do futebol que a equipa produz será compensado com bons resultados.

“Temos de continuar a trabalhar muito. Não podemos cansar. A sorte dá trabalho, e estamos a trabalhar de uma forma intensa e cuidadosa. Creio que um dia iremos encontrar a sorte, por tudo que fazemos. Mais tarde ou mais cedo, o domínio do futebol que temos patenteado será compensado com bons resultados”, apostou.

Com 12 pontos em 12 jogos disputados, fruto de três vitórias, igual número de empates e seis derrotas, o Desportivo da Huíla ocupa o décimo lugar na tabela de classificação do Girabola Zap 2017. Os militares da Região Sul defrontam no  sábado, em Calulo, o Recreativo do Libolo para a 13ª jornada do campeonato.

TÉCNICO MILITAR

“Equipa tem trabalho”


A equipa técnica do Desportivo da Huíla, como forma de prevenir o défice que se assiste no ataque, desenvolve um trabalho para permitir que para além dos avançados, surjam outros elementos na linha de golo com poder de finalização.

O treinador Mário Soares justificou essa estratégia, por considerar que no futebol os pontas-de-lança não devem constituir os principais finalizadores.
“Por esse défice, conseguimos estruturar a nossa equipa, para que outros intervenientes apareçam na linha de golo. Vimos que nas principais oportunidades de golo frente ao Progresso, não foram os avançados que apareceram, mas isso é trabalhado. Mostra -se que é uma equipa que tem trabalho. Deixem-nos trabalhar, tenham paciência e isso um dia será compensado”, apontou.

A título demonstrativo do domínio que a equipa produz, Mário Soares indicou o jogo com o Progresso do Sambizanga. Referiu que foi uma partida com resultado enganador, pelo domínio imposto ao adversário, porém, sem eficácia na finalização.

\"Vimos um jogo (diante do Progresso do Sambizanga) com um resultado completamente enganador. Fechamos o Progresso naquilo que é a forma deles jogar. Contrariamos impondo as nossas ideias de jogo, criámos muitas situações de golo, não concretizamos nenhuma. Para fazer o golo teve de ser na transformação de um penálti. Mas o penálti só acontece porque obrigamos o adversário a errar, em função do grande caudal ofensivo que a equipa produz\", concluiu.
BN