Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Sporting de Cabinda ameaa desistncia

Joaquim Suami, Cabinda - 08 de Novembro, 2018

Sporting de Cabinda atravessa graves dificuldades financeiras

Fotografia: Antnio Soares | Edies Novembro

O ambiente nas hostes do Sport Clube Petróleos de Cabinda não é dos melhores. Os maus resultados na equipas no arranque do Girabola Zap 2018/2019, duas derrotas por 3-0, diante da Académica do Lobito (no Buraco) e do Progresso Sambizanga (no Tafe), depois da excelente temporada protagonizada na época de 2018, representa apenas a ponta do \"iceberg\".
A direcção comandada por Luís Coelho livrou-se de todas as responsabilidades. Ou seja, a direcção leonina deixou de apoiar, acompanhar e prestar atenção aos atletas, pelo facto de o governo provincial ter criado uma comissão destinado a angariar fundos para suportar os encargos da formação verde e branco no Girabola Zap.
Com esta medida do governo local, os dirigentes do Sporting de Cabinda sentem-se desvalorizados e deixaram que a comissão se encarregue de assumir todas as despesas com a equipa sénior.
Mas, infelizmente, desde que foi criada, a referida comissão, segundo apurou o Jornal dos Desportos de fontes do clube, não arrecadou qualquer apoio financeiro e os jogadores competem em condições desfavoráveis, por isso dizem que vai ser difícil o Sporting de Cabinda sair brevemente da zona vermelha em que se encontra na tabela geral de classificação do campeonato.
Com base na situação que atravessa, o Sporting de Cabinda, único representante da província no Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, segundo as mesmas fontes, pode desistir a qualquer momento do Girabola Zap, porque, como alegam, o grémio leonino não reúne condições técnicas e administrativas ideais para continuar a competir na prova.As derrotas consecutivas nas duas primeiras jornadas do Girabola Zap, uma das quais em casa, ante os sambilas, confirma a crise que os jogadores e a equipa técnica do Sporting de Cabinda atravessam nesta fase inicial da competição.
A fuga massiva dos principais jogadores do plantel para outras agremiações, devido ao   não cumprimento pela direcção do pagamento dos seus ordenados em atraso, está a afectar o rendimento da equipa no campeonato.

CONFIANÇA

Apesar da crise financeira que o Sporting de Cabinda atravessa os jogadores às ordens de Emena Kwazambi mostram-se confiantes na mudança do actual momento que o clube atravessa. Para eles, as questões administrativas e financeiras são da responsabilidade da direcção do clube e o dever deles é empenharem-se dia após dia para a conquista de excelentes resultados.
“Estamos a passar por uma fase critica, principalmente a falta de salários, mas temos fé que tudo será resolvido, porque há dias tivemos um encontro com os responsáveis e estes garantiram-nos que iriam pagar os ordenados em atraso”, disse, um dos atletas,  que acredita em melhores dias para a equipa.
“O grupo é novo e a maioria dos jogadores vieram de outros clubes, mas vamos melhorar. Para o jogo do próximo domingo, com o Petro de Luanda (antecipação à quarta jornada), vamos entrar sem medo, porque queremos recuperar os seis pontos perdidos. O trabalho que o governador tem feito vai motivar mais empresários a ajudarem o Sporting de Cabinda e pensamos que existem pessoas de boa-fé para ajudarem o grupo”, finalizou.