Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Sporting trava marcha do Petro

Joaquim Suami- Cabinda - 05 de Março, 2015

Sporting de Cabinda deu um passo na pontuao com a vitria (2-0) diante do Petro

Fotografia: Santos Pedro

A ambição do Petro de Luanda em querer sair do Tafe com os três pontos, o que lhe daria a possibilidade de chegar à liderança "exa-quo" com o Interclube, esbarrou na determinação e competência do Sporting de Cabinda.  Os dois golos marcados pelo  congolês democrático Jiresse, ambos na segunda etapa do desafio (53´e 76´), chegaram para ofuscar os tricolores. 

Jiresse, considerado "homem do jogo", aos 76´, teve nos pés a possibilidade para ampliar a vitória dos leões do Norte, porém, não teve discernimento necessário para fazer o 3-0. O jogo iniciou sem atrevimento por parte das duas equipas. Ou seja, ambas evitaram arriscar nas acções ofensivas, mas ainda assim, o Sporting de Cabinda, que jogava em casa, acabou por pressionar o último reduto do Petro de Luanda.

Com uma equipa totalmente estruturada, o Petro mostrou a sua experiência em campo e nos minutos iniciais criou perigos de golo. Após o susto, o Sporting de equilibrou o jogo e passou a controlar em todos os sectores. A formação do Catetão quase chega ao golo após uma arrancada individual de Carlinhos.

O Sporting de Cabinda começou a dar sinais de produtividade e com ambição de vencer o desafio e foi assim que aos 25´, desperdiçou mais uma oportunidade de golo por intermédio do médio ofensivo Luís.

No tempo complementar, quando se esperava por um Petro de Luanda mais agressivo e com ambição de vitória, foi o Sporting de Cabinda que dominou o jogo. Os leões do Norte não se intimidaram com o potencial e experiência tricolor e avançaram para o ataque. Aos 51´ e 53´, Zeca teve nos pés duas boas oportunidades para "bater" o guarda-redes Lama.

A saída do jovem Carlinhos fragilizou a zona ofensiva do Petro, que baixou de produtividade, pois a partir daí Mabululu e Diogénes foram sombras de si mesmos. O Sporting aproveitou a fragilidade da equipa adversaria, organizou-se e avançou para o ataque e aos 53´, o avançado Jiresse inaugurou o marcador.

Após o golo, o Sporting de Cabinda passou a dominar completamente o desafio, sem dar hipóteses a formação tricolor, e chegou ao segundo golo aos 70´, novamente por Jiresse, após um contra-ataque rápido. O árbitro Conceição Matias e os seus assistentes tiveram uma actuação medíocre, pois cometeram muitas falhas.

entre as duas equipas lundas. Apesar de não realizarem uma grande exibição, os diamantíferos mesmo sem brilho cumpriram com o trabalho de casa.
O golo solitária da formação orientada por António Caldas, apontado pelo avançado Pilolas aos 81', jogador lançado apenas nos últimos minutos do desafio, quando tudo indicava para a repartição de pontos entre os contendores seria o resultado final, coroou o esforço dos anfitriões e a visão estratégica do seu treinador.

Depois de um empate e uma derrota, o Sagrada Esperança finalmente conseguiu a primeira vitória no Girabola, resultado que espicaça a equipa para as próximas partidas do campeonato, numa época em que não tem grandes objectivos. Com este importante e motivador resultante os índices, o plantel recuperou os níveis de motivação para poderem encarar com maior tranquilidade e determinação os próximos compromissos.

A partida iniciou com as duas equipas lançadas para ao ataque com lances combinados, mas foram os visitantes que levaram primeiro o perigo à baliza contrária com o atacante Tsibuabua a criar imensas dificuldades aos defensores contrários. Valeu em algumas situações a experiência do guarda-redes Lokwa para evitar o pior para sua equipa.

  Com o adversário a ofuscar o seu brilho em casa, os diamantíferos com o orgulho ferido mudaram de postura e equilibraram a partida. O lateral Capuco, num lance de excelente execução técnica lançou o primeiro aviso aos visitantes com um remate forte que passou muito próximo do poste.

Contra todas a expectativa, depois de um início intenso a partida aos pouco foi perdendo a qualidade e tornou-se num jogo "morno", com os dois conjuntos conformados com o empate e a espera do intervalo para mudarem de atitude e comportamento. Quando tudo parecia que as duas equipas regressassem dos balneários com outra postura em busca do golo, pouco nada foi feito para inverterem o quadro.

Sagrada e Progresso da Lunda Sul pareciam mais compadres a cumprirem meras formalidades em campo. Apercebendo-se do estado apático da sua equipa, o técnico António Caldas operou algumas mexidas e foi feliz na aposta em Pilolas. O atacante entre com outra postura e mentalidade.

Fruto das orientações da equipa técnica no primeiro contacto que teve com a bola na marcação de uma falta, levou perigo à baliza contrária Lançado em campo para imprimir outra dinâmica ao ataque, o avançado não defraudou aposta do seu treinador e a passagem do minuto oitenta, com apenas um quarto de hora em campo, justificou aposta feita ao marcar o único golo da partida, numa excelente execução técnica de cabeça.

Os adeptos que até então estavam triste e sem motivação para puxarem pela equipa da casa, deliraram com o golo e não mais pararam até ao apito final do árbitro e festejaram a primeira vitória no Girabola.

TÉCNICOS
Albano César
Sporting

"Jogadores
estivemos bem"
 
“O Sporting de Cabinda jogou com uma equipa valente e bem organizada. Sabíamos das capacidades que o Petro de Luanda possui, que tem um plantel forte, mas em campo conseguimos corresponder com as exigências do desafio em termos de qualidade. Este resultado vai galvanizar o plantel. O resultado que alcançamos diante do Petro também queríamos com o ASA”.
mas que não foi possível. A equipa técnica do Sporting de Cabinda tem a missão de preparar uma equipa coesa para o Girabola. Os jogadores estiveram bem em todos os sectores”.

Alexandre Grasseli
Petro

"Mostrámos
talento no jogo"

“O Petro de Luanda é uma equipa com muito talento. Tem muita juventude e acredito que vamos longe, que é o nosso objectivo. Mostramos neste jogo este talento, o Girabola é uma competição longa, perdemos com o Sporting, mas temos muito para demonstrar nesta prova. Sabíamos que íamos encontrar uma equipa com muita experiência e preparamos a equipa para jogar sem temer a fúria do adversário”.

CD HUÍLA VS BENFICA DE LUANDA
Militares mostram força colectiva

O Desportivo da Huíla revelou ontem, no estádio da Tundavala, força colectiva e capacidade competitiva e provou que está apto para fazer uma campanha tranquila no Girabola de 2015 ao vencer de forma convincente o Benfica de Luanda por 2-1. os rapazes às ordens de Ivo Traça jogaram o suficiente para suplantar o adversário que entrou para o jogo como favorito à conquista dos três pontos.

Diante de um adversário que entrou agressivo, com jogadas de contra-ataques,  o Desportivo da Huíla rapidamente identificou a estratégia do adversário. Soube neutralizar as intenções do Benfica e quando inverteu a aposta adversaria passou grande parte do jogo a “adormecer a águia luandense” com a posse e conservação da bola.

Como resultado da postura dos comandados de Ivo Traça, aos 19´, surgiu o primeiro golo do jogo. Na sequência de um pontapé de canto, a bola ficou perdida na grande área encarnada e Chiquinho, sem preparação e em posição de desequilíbrio, desferiu um potente remate que deixou sem hipóteses de defesa o guarda-redes Elber.

Contudo, a vantagem dos militares da Região Sul durou apenas cinco minutos, já que a equipa encarnada não se abalou com o golo sofrido. Fabrício, aos 24´, em plena pequena área finalizou com sucesso um cruzamento. As duas equipas defenderam bem a igualdade até ao intervalo.

No reatamento, apesar das substituições efectuadas por Zeca Amaral, foi o Desportivo da Huíla que levou a melhor com o golo da vitória apontado por Beybe, aos 65´. Apesar de ter tentado inverter a desvantagem, o Benfica de Lunada foi incapaz de alterar o rumo dos acontecimentos.

Enquanto isso, a equipa da casa revelou-se mais “adulta” e madura. Não cedeu a pressão adversária e conservou a vantagem jogando um  bom futebol, pautado na circulação da bola, através de passes curtos e longos, sem nunca optar pelo anti-jogo ou "queima de tempo", virtude que valeu a vitória por 2-0.
BENIGNO NARCISO | NO LUBANGO