Jornal dos Desportos

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Girabola

Taa de Angola j tem semi-finalistas

Gaudncio Hamelay-Lubango - 16 de Maio, 2019

Desportivo da Hula como lhe competia entrou em campo determinado a vencer

Fotografia: Jornal dos Desportos

O Desportivo da Huíla, ao vencer ontem, aos penáltis, por 5-4, o Kabuscorp do Palanca, no jogo decorrido no estádio do Ferrovia, na cidade do Lubango, apurou-se para as  meias-finais da Taça de Angola.
As duas formações entraram em capo determinadas para vencer a partida, logo nos primeiros minutos, pois, sabiam de antemão, estavam a disputar um jogo do "mata-mata".
 Apesar do equilíbrio, com jogo intenso, as duas equipas entraram cautelosa, nenhuma das queria falhar, sob pena de ver gorada a continuidade na competição, por sinal, a segunda maior prova da Federação Angolana de Futebol.
 Ao longo do tempo regulamentar, as duas formações empatavam a zero bolas, numa partida disputada sob o signo de equilíbrio, sobretudo nos primeiros 45 minutos.
Mas foi ainda os militares da região sul, que aos três minutos, por intermédio de Milton, criou perigo, ao rematar forte, para a defesa arrojada do guarda-redes contrário, Langanga, que diz-se abono da verdade, foi uma das pedras fundamentais da equipa do Kabuscorp do Palanca, que travou quase todas as investidas do huilanos, que está a fazer, alem, da taça da Angola, uma temporada invejável. Aliás, basta olhar na tabela de Classificação geral, um dos lugares cimeiros que ocupa.
 No seguimento, ainda nos primeiros 45 minutos, o Kabuscorp do Palanca, bem orientado pelo português Paulo Torres, quase nada ressentiu sobre o clima, que por sinal, entrou-se ainda ontem, na época do cacimbo, com o Dr. Lamy, Agua Doce, Dany e Taddy, a serem os mais inconformados no jogo, que sempre que pegavam a bola, criavam imensas dificuldades a defesa adversária, bem comandada pelo experiente e capitão Chiwe, Emilson, Sargento e Zé.
 Foi com o nulo a zero que as duas formações foram ao balneário para o merecido intervalo. No reatamento, o Desportivo da Huíla, como já se esperava, voltou à quadra do jogo mais afoito. Foi assim que, Lionel, o melhor marcador dos militares da região sul, a passe de Milton, tenta desferir o remate, mas a bola embateu no corpo do adversário.
 Com Mário Soares quase inconformado com o resultado, fez entrar Tchutchu, Mânico nos lugares de Manucho Dinis e Beto Tchikafa. Mesmo assim, quase nada trouxeram de novo, pois, o Kabuscorp do Palanca, sempre puxou pelos galões para evitar a derrota.
 A entrara de Cabibi e Paulito, nos lugares de Medá e Depaizo, trouxe outra dinâmica no sector avançado do Kabuscorp do Palanca, mas sem sucesso, pois, a falta de eficácia obrigou as duas equipas preferirem ir na marcação das grandes penalidades.
 É na marcação das grandes penalidades onde a sorte coube ao Desportivo da Huíla, que marcou por intermédio de Lionel, Elias, Bruno, Chiwe e Emilson, enquanto do lado do Kabuscorp do Palanca, marcaram Simão, Cabibi, Ebungá e Dani.

VITÓRIA
Petro soma e segue


O Petro de Luanda, com golo apontado pelo brasileiro Tiago Azulão no minuto 47, ganhou ontem no 11 de Novembro,  ao Bravos do Maquis, por 1-0, e apurou-se ontem para as meias finais da Taça de Angola .
 Com "espírito de vingança" da derrota (0-2) sofrida com este  mesmo adversário, os petrolíferos entraram fervorosos para o ataque, Karanga, tenso sido responsáveis do primeiro susto aos maquisardes: um remate bem colocado esforçou o guarda-redes desta equipa mostrar as suas capacidades na defesa, ao negar aquele que seria o primeiro tento dos tricolores.
O brasileiro Tiago Azulão  fez das suas na grande área, rematou de cabeça, mas a bola não teve a trajectória desejada .
Os maquisardes não deixaram-se intimidar. O central Beny tirou dois adversário da linha vermelha e rematou forte, porém a bola "morreu" nas mãos do guarda-redes Elber.
Jogava-se no minutos trinta e sete quando o avançado do Bravos do Maquis, Mussumari, depois de estar na "cara do golo" preferiu fazer o mais difícil. Colocar a bola nas nuvens...
Como quem não marca sofre, uma jogada genial de Karanga, bem aproveitada pelo brasileiro Tiago Azulão, permitiu esta executar o que mais sabe. Rematou forte a bola para o fundo das redes do Bravos do Maqui e, assim... estava feito o 1-0 a favor dos comandados de Toni Cosano.
Em resposta, o treinador do Maquis mexeu na equipa. Colocou o atacante Djamini no lugar de Beny, mas o resultado manteve-se até ao final da primeira parte.

SEGUNDA PARTE

Esta começou com um lance duvidoso, que daria penálti a favor do Bravos do Maqui. Criou momentos de descontentamento ao treinador  da formação do Leste que tentou mostrar que não veio á Luanda para fazer turismo.
Uma vez mais, o avançado Chico viu frustrado a sua tentativa de visar a baliza do guarda-redes do Petro de Luanda, Elber. Toni, atacante tricolor, foi rápido a negar a investida do contra ataque da equipa do Moxico.
De resto, a segunda parte foi marcada por um fraco espectáculo entre as duas equipas. O avançado Job, do Petro, que entrou em substituição do ghanense  Mensah, ficou apagado, sem mostrar aquilo a dele que o público está habituado a ver. Outro que, nos minutos finais, não deu nas vistas foi Chico, o principal marcador do Bravos do Maqui. Não foi além daquilo que tem mostrado.                                                                                          EDVALDO LEMOS