Jornal dos Desportos

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Girabola

\"Touros\" de Calulo derrubam \"estudantes\"

J?lio Gaiano-Benguela - 01 de Maio, 2017

Recreativo do Libolo conquistou três pontos na deslocação à cidade do Lobito

Fotografia: Vigas da Purificação| Edições Nouvembro

A pretensão da Académica do Lobito em brindar os seus adeptos com uma vitória, na era José Silvestre “Pelé”, ficou adiada. Os estudantes não resistiram à força dos “touros” de Calulo e acabaram afundados no Estádio do Buraco, com uma derrota por 2-1, num duelo marcado por três castigos máximos.   

O Recreativo do Libolo não precisou de se empenhar ao fundo para sair do Buraco com uma vitória de 2 a 1, diante da Académica do Lobito, que pagou pela fraca maturidade e objectividade nos momentos cruciais da contenda. Deixou-se bater no seu reduto e acabou por definhar ante o desespero dos adeptos que se rebelaram contra a actuação do árbitro que, até certo ponto, não comprometeu.

O desafio foi de todo emotivo. A Académica e o Libolo protagonizaram uma boa partida. Os três golos, resultantes da marcação de penáltis, explicam o equilíbrio e o rigor táctico com que se apresentaram os contendores em campo. Porém, foram os “touros” os que melhor tiraram proveito da situação.

O atacante Fabrício (18´) e o médio trinco Kaya (45´+4´) marcaram para a formação do Recreativo do Libolo. Foram dois golos que acabaram por sentenciar a partida, tanto é que o tento rubricado por Jiresse, no minuto 64, serviu apenas para consolo da grande maioria de adeptos que no Buraco se insurgiram contra a actuação do trio de arbitragem liderado por Feliciano Lucas.

Os “estudantes” lobitangas só devem queixar-se da fragilidade como se revelaram na finalização. Fartaram-se de falhar situações claras de golo, não aproveitaram e o adversário, experiente como é, sacudiu a pressão e contra-atacou de forma impiedosa para, de seguida, terminar em golos. O trio de arbitragem chefiado por Feliciano Lucas e assistido por Horácio Tchissingui e Alexandre Bengue esteve aquém do esperado.

Pecou em demasia nos aspectos técnicos e, por pouco, não influenciou no desfecho da contenda em desfavor do Recreativo do Libolo. Nalguns momentos do jogo, trocava tudo. Os lances susceptíveis de falta deixava seguir, tanto é que no minuto 62, o árbitro invalidou o golo de Nandinho, numa altura em que o tetracampeão nacional vencia por 2 a 0.     
JÚLIO GAIANO, NO LOBITO