Jornal dos Desportos

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Girabola

Traa elabora estratgia para o ASA

Morais Canmua, no Lubango - 21 de Maio, 2015

Clube Desportivo da Hula a subir de prestao espera conquistar trs pontos diante do ASA no prximo domingo no estdio do Ferrovirio

Fotografia: Eduardo Pedro

O técnico do Clube Desportivo da Huíla,  Ivo Traça, acredita que a sua equipa pode ter um desempenho acima da média no jogo de domingo diante do ASA, no estádio do Ferroviário da Huíla,  pontuável para a jornada 14 do Girabola 2015.

Ivo Traça assenta o  optimismo no facto da equipa, depois de um período mau, ter engatado  bons resultados e boas prestações,  nomeadamente nos últimos dois jogos, diante do Petro de Luanda,  a quem venceu em casa e frente ao Interclube, com quem empatou a zero, fora do seu reduto. O desempenho da equipa nestes dois confrontos,  aliado ao facto de agora voltar a jogar em casa, sustentam as apetências do técnico.

A semana de preparação, tem decorrido sem sobressaltos, apesar de algumas contrariedades que podem levar a que alguns dos influentes na manobra da equipa, não actuem no domingo diante dos aviadores.

Hoje, no relvado do estádio do Clube Ferroviário da Huíla, local do desafio de domingo, o grémio trabalha na esquematização da estratégia a utilizar no jogo de domingo. A filosofia, de acordo com o técnico,  é sempre a mesma. “Jogar o mais fácil possível e procurar, com rápidas transições,  surpreender o último reduto do adversário”. Ivo Traça disse reconhecer o valor do Asa,  mas sustentou “temos as nossas responsabilidades e ambições”, é  imperiosa, “a conquista dos três pontos”.

O 14º  lugar que o grémio ocupa na tabela de classificação,  com 13 pontos, não é de todo  o agrado do técnico, que sente “poderiamos estar melhor posicionados”. Os desaires caseiros com equipas chamadas do “seu campeonato” puseram a nu algumas debilidades competitivas num conjunto recheado até de bons valores. “O que nos falta, por vezes é a concentração. Os nossos jogadores  falham muitos golos, principalmente nos jogos em casa”.

Em termos comparativos,  nos seis jogos que a equipa efectuou em casa, nesta temporada, logrou marcar quatro golos e sofreu igual número. Perdeu duas partidas, empatou  uma e venceu em três ocasiões,  totalizou dez pontos, contra três, conseguidos fora de portas, mas em sete partidas realizadas. Piora a prestação dos militares da Região Sul,  o facto de não vencer qualquer jogo fora de casa. Empatou em três ocasiões e perdeu quatro vezes. Marcou cinco golos e sofreu dez.

No campeonato do ano passado, numa altura como esta, o CDH colocava-se na 13ª posição com 11 pontos, tendo tido a ousadia de vencer os dois últimos jogos da primeira volta, terminaram  com 17 pontos em 11º lugar.

O grémio pretende repetir a proeza neste ano, a começar por derrotar o Asa, no domingo e depois na derradeira jornada,  ir ao estádio das “Mangueiras” tentar fazer uma gracinha ao Progresso da Lunda Sul. Nesse contexto, a equipa podia fechar o primeiro turno da prova com 19 pontos, uma safra que podia trazer muito alento para as ingentes encomendas da segunda volta.


LESÕES
Baixas de vulto preocupam o treinador


Apesar do ânimo existente no seio da equipa militar da Região Sul,  com vista ao jogo de domingo diante do Atlético Sport Aviação,  o técnico Ivo Traça mostra-se preocupado, pelo facto de não puder contar com atletas que formam o núcleo duro da  equipa, cuja ausência pode influenciar na manobra do conjunto.

Neste momento, as preocupações recaem para o médio Tchitchi e o defesa Elísio, que se encontram em Luanda a debelar as respectivas lesões.  Do mesmo modo, Kumaka  tem manifestado queixas, está em dúvida para o confronto com os aviadores.

Por seu turno, o polivalente jogador Severino, que nos últimos jogos tem sido utilizado como titular,  apresenta sintomas de paludismo, tendo sido poupado no treino de ontem.

Em contrapartida, Ivo está feliz pelos regressos de Chiquinho, Cassinda e Lito,  que assim aumentam o leque de opções.
MC