Jornal dos Desportos

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Girabola

Traguil sobre forte presso

Manue Neto - 02 de Abril, 2018

Srgio Traguil assegura que os atletas merecem a confiana dos treinadores da equipa

Fotografia: Santos Pedro | Edies Novembro

O treinador do Kabuscorp do Palanca, Sérgio Traguil, está indignado com o comportamento dos adeptos e da massa associativa do grémio luandense, depois da derrota de sábado  nos Coqueiros, por 1-0, no jogo com o Clube Desportivo da Huíla, referente à oitava jornada do Girabola Zap 2018, atribuem os sucessivos desaires à equipa técnica, por na visão deles não saberem escalonar o \"onze\" para os diferentes jogos.
De acordo com o técnico português, que pediu calma e união de toda a \"família Kabuscorp\", o facto de jogar \"beltrano ou sicrano\" é normal, e não pode ser motivo para justificar o comportamento dos adeptos, pois, o Kabuscorp tem um plantel de 31 jogadores e  jogam de início os que merecem confiança, tal como aconteceu no jogo de sábado nos Coqueiros, diante dos militares da região Sul.
\"O nosso plantel é extenso,  jogar beltrano ou sicrano) é normal, e não deve ser motivo para lamúrias. Devo dizer ainda, que não é  pelo facto do Mussumari ou o Nelito não  jogar de início, que perdemos o jogo. Devemos ter calma e reconhecer que não jogamos bem, o adversário foi feliz porque na única oportunidade que teve, aproveitou para fazer o golo da vitória\", explicou. Com base nisso, Sérgio Traguil espera por melhor compreensão dos que gostam do clube, de formas  a estarem fortes e unidos rumo aos objectivos que pretendem.
\"Esse é o motivo para os que gostam do clube (Kabuscorp) estarem fortes e unidos para que atingirmos os nossos objectivos na presente época\", sustentou o treinador da equipa palanquina. 
O adepto Ndombaxi, que sábado nos Coqueiros, testemunhou a terceira derrota do Kabuscorp no presente campeonato, é um dos que discordam de como a equipa técnica  escolhe o \"onze\". Segundo ele, esta é  a razão principal do descontentamento e  espera que o corpo técnico mude de comportamento. \"Estamos todos os dias a acompanhar o grupo, notamos que o técnico faz mudanças profundas que ao nosso ver, prejudica o rendimento da equipa. 
Os técnicos deixam no banco atletas influentes na manobra da equipa, são os casos de Mussumari, Libero, Nelito e outros. Sabem que o Nelito é o melhor marcador da equipa,  esteve muito bem entrosado, e de repente, deixa o atleta no banco e hoje está a baixar aos poucos.  Acho, que para uma equipa que persegue o título, este comportamento não é bom\", asseverou o jovem.
O Kabuscorp do Palanca tem um jogo em atraso com o Petro de Luanda, em sete desafios disputados no campeonato, venceu quatro e perdeu três.