Jornal dos Desportos

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Girabola

Trsor considera Sagrada favorito

Paulo Caculo - 28 de Dezembro, 2016

Mdio diamantfero faz balano positivo da poca finda

Fotografia: Jos Soares

O médio ofensivo do Sagrada Esperança, Trésor de Souza, afirma estar convicto de que a equipa tem condições para integrar o leque de candidatos ao título do Girabola Zap 2017. O camaronês justifica o optimismo pelo facto de acreditar que os níveis espelhados pela equipa, na época transacta, serviram de provas inequívocas da força colectiva e capacidade competitiva do grupo, não obstante a posição alcançada no campeonato nacional.

Em jeito de balanço sobre a sua prestação e do colectivo de um modo geral, na época finda, o médio avaliou como positiva, num ano que considerou de sonho para o conjunto lunda, resultante da boa postura na competição africana. "Fiz a minha primeira época, no Sagrada, e posso afirmar sem medo de errar que tive um ano em grande. Foi uma boa época para mim, pude jogar e dar o meu contributo à equipa, e isso, foi o mais importante", sublinhou. Para 2017, tem como meta superar a prestação do ano findo.

"Espero viver uma época melhor, que passa por conquistar títulos, porque o Sagrada é uma equipa que também já foi campeã", disse. Trésor, alimenta o sonho de voltar a dar o seu melhor para ajudar os diamantíferos, sobretudo, por estar a vestir as cores de um clube com tradição em Angola, e que nos últimos anos tem deixado transparecer uma imagem positiva do seu futebol. Acredita, piamente, na capacidade da formação lunda, e assegurou  que o plantel tem arcaboiço suficiente para discutir «palmo -a -palmo» com os demais candidatos ao título do Girabola.

“Quero ser campeão com o Sagrada,  tenho razões para sonhar com o título no próximo ano, porque temos uma equipa muito boa, um grupo forte e unido em torno dos mesmos objectivos", acentuou. "Penso que estamos muito bem servidos, em termos de plantel, e posso garantir que temos qualidade”, acrescentou o camaronês, que antes de jogar pelos diamantíferos representou a Académica do Soyo e o Sporting de Cabinda.

O jogador confessou-se satisfeito pelo facto de estar a adaptar-se rápido na equipa lunda, onde diz ter encontrado uma enorme concorrência e um balneário em que impera um ambiente de enorme camaradagem e espírito de entreajuda. "Estou feliz nesta equipa, pois, ao longo da minha carreira sempre tive a sorte de representar grandes clubes, o Sagrada não foge à regra. Estou num grande clube, gostava de ficar muitos mais anos. Vamos ver, quem sabe", sublinha Tresor, 24 anos, que vai cumprir o último ano de carreira na formação da Lunda Norte.

O camisola "6" dos diamantíferos espera, a título pessoal, fazer uma carreira positiva no próximo ano, sobretudo, a conquista do campeonato nacional e da Taça de Angola, duas competições sob égide da Federação Angolana de Futebol. No capitulo internacional, projecta o regresso à competição africana de clubes, como uma das metas a atingir em 2017 e superar o feito da campanha realizada este ano.

OBJECTIVO
Médio aposta na titularidade


Trabalhar ao máximo para merecer a confiança do treinador é o objectivo de Trésor,  para a próxima temporada futebolística. O atleta espera consolidar a posição de titular, de formas a concretizar o propósito de ajudar a equipa a sagrar-se campeã do Girabola, pela segunda vez. "Espero continuar a jogar. Este, é o meu grande objectivo, porque acredito que só posso ser campeão se estiver a jogar.

Qualquer jogador ambicioso sonha com títulos,  não podia mostrar-me diferente", destacou. Alerta para a necessidade de manter a determinação da época finda, e se possível redobrar o esforço. "Acredito que podemos ser campeões, mas precisamos trabalhar no duro, dar o litro como vocês gostam de falar, aqui em Angola", referiu sorridente.

O médio camaronês assegurou estar apostado em rubricar uma carreira de sonhos, no Sagrada Esperança. Para tal, concorda que tem de redobrar esforços para suplantar a concorrência que prevê enfrentar na próxima época. “Espero  não sofrer mais lesões, porque o ano passado houve um período em que fiquei afastado dos treinos e dos jogos, devido aos problemas no joelho. As lesões atrapalham a nossa carreira. Vou trabalhar com fé em Deus, para que tudo corra muito bem", anunciou.

"O importante é trabalhar com a mesma determinação de sempre. Tenho a certeza que a próxima época vai ser muito melhor para a nossa equipa", revelou o médio, que acaba de regressar de Douala, onde gozou férias. Trésor segue nos próximos dias para a cidade do Dundo, onde integra a equipa.

AFROTAÇAS
“Faltou sorte na última eliminatória”

Trésor Souza guarda na memória com um «amargo de boca» a eliminação do Sagrada Esperança, na última eliminatória de acesso à fase de grupos, da Taça da Confederação.  A magra vitória (1-0) diante do Young African da Tanzânia revelou-se insuficiente para o conjunto angolano seguir em frente, dada a derrota (0-2) no desafio da primeira -mão, em Dar-es-Salam. "Penso que nos faltou sorte, porque estivemos muito bem durante todo o percurso das eliminatórias. Doeu muito a forma como fomos afastados", recordou com um sentimento de tristeza, confessou que mereciam algo melhor.

"Não merecíamos acabar daquela forma, porque tivemos tudo para vencer por muitos mais golos, no último jogo. O futebol tem destas coisas", lamentou o camaronês, no seu português arrojado. Admite que faltou sorte ao conjunto diamantífero , contudo, promete trabalhar para representar com zelo e profissionalismo as cores do clube diamantífero.

"Ainda falhámos um pénalti. Isso, prova que faltou sorte à nossa equipa. Vamos trabalhar para voltar a competição africana, em 2018. Temos equipa e qualidade para  disputar as Afrotaças. Sempre sonhei chegar a uma final dessa prova africana", perspectivou. Trésor de Sousa não escondeu a enorme satisfação, pelo facto de durante o engajamento da equipa na competição africana ter notado um apoio significante dos adeptos angolanos, facto que no seu ponto de vista, serve também de prova de que o povo angolano gosta de futebol.

"O povo da Lunda Norte merecia muito mais. Acho que demos o nosso melhor, infelizmente, não tivemos a sorte que merecíamos.
Quem chega a última eliminatória de uma prova como esta, só  receber como prenda, a entrada na fase de grupos", rematou o médio ofensivo.