Jornal dos Desportos

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Girabola

Tricolor ajusta contas no Ombaka

Betumeleano Fero - 24 de Junho, 2018

1 de Maio tem razes de contentamento, melhor para o espectculo porque duas equipas sedentas podem caprichar na hora de correr atrs dos pontos.

Fotografia: Jos Cola| Edies Novembro

A vitória desapareceu do cardápio do Petro de Luanda nesse segundo turno, é verdade que hoje só é o terceiro jogo dessa fase, mas o campeão dos campeões precisa com urgência de um triunfo, para recuperar a auto-estima no campeonato. A visita ao 1º de Maio de Benguela às 16h00 no Ombaka, é o momento ideal para o tricolor lamber as feridas, pois, foram os proletários os primeiros a lançar o alerta de que os tricolores não estão talhados com adversários encolhidos e com atitude de espera.
Os tricolores precisam de fugir da onda de empates, para isso,  têm de marcar um golo a mais, motivo por que é importante saber atacar, ainda mais quando é quase uma certeza, há poucas razões para esperar tamanho atrevimento proletário, que o 1º de Maio vai querer olhar de frente para o Petro. Por mais que queira, o Maio não tem as mesmas armas para  reivindicar a divisão do mal pelas aldeias, então, vai tentar  a mesma estratégia da primeira volta, apostar no contragolpe.
A maneira como o tricolor vai gerir a posse de bola, é o que vai determinar o (in) sucesso contra o velho cliente, atacar mas com o foco na baliza proletária. Mais do que ser o dono da bola, o Petro de Luanda tem de entrar com soluções para derrubar o muro defensivo proletário,  defender bem é uma arte, atacar com precisão não é coisa de somenos importância, pelo contrário, até dá vitória e pontos.
Os tricolores têm sentido dificuldades de jogar com adversários fechados, é verdade, mas isso, só acontece porque às vezes falta paciência para trocar a bola até cansar o adversário, a fim de abrir uma brecha que leve  ao caminho do golo. A pressa de querer ir ao pote,  leva sempre em fardo adicional, ao escassearem as chances para marcar, realmente, quem sabe que tem de ganhar acaba por perder a confiança, quando não fere de morte o adversário, no momento certo.
Sem muitos motivos para ser bom anfitrião, os proletários sabem que a única coisa é que o jogo começa empatado a zero, tudo de bom ou de mau que vai acontecer durante os 90 minutos, vai depender da abordagem de cada lance. A menos que estejam a preparar uma surpresa inesperada, nada faz crer que o Maio vai dar todo o espaço que o Petro precisa para se alargar como gosta, em toda a largura e comprimento do relvado, os proletários vão ser humildes, vão aceitar as suas limitações para aumentar as chances de êxito.
Um novo empate, nem em sonhos é agradável para o tricolor, vitória ou vitória é a obrigação que tem de cumprir hoje, deixar de ir ao encontro dessa exigência pode  comprometer  quem fez do título o objectivo supremo, a segunda volta é para decidir em vez de desperdiçar, é por esse e outros motivos que o Petro tem de gastar as fichas que preparou para silenciar os proletários no Ombaka.
A questão do título começa a ficar resolvida no final de cada jornada, desse segundo turno, o mesmo sucede no campeonato da despromoção. Nem o Petro está folgado nem o 1º de Maio tem razões de contentamento, melhor para o espectáculo porque duas equipas sedentas podem caprichar na hora de correr atrás dos pontos.

HOJE NOS COQUEIROS
Sambilas querem corrigir desperdício


A vez do Progresso do Sambizanga, na segunda volta, pode acontecer esta tarde, às 16h00,  nos Coqueiros. A fasquia está alta para os sambilas, depois dos promissores empates com os gigantes, 1º de Agosto e Petro de Luanda. Diante de um adversário modesto, como o Domant, o Progresso tem de  preocupar-se com a nota máxima, empatar como sucedeu na primeira volta, tem de estar fora de questão para quem teve a ousadia e a competência para prevalecer de maneira consecutiva contra os maiores candidatos ao título.
Os sambilas estão longe dos lugares tranquilos da classificação, a equipa tem demonstrado um contraste importante, aparece  contra os grandes e desaparece com os mais modestos, essa tendência explica por que só há Progresso de nome, falta aparecer no campeonato.
Depois de sobreviver à prova de fogo, das duas rondas anteriores, o Progresso Sambizanga tem esta tarde a obrigação de entrar com outra disposição táctica, a estratégia tem de mudar para que a equipa se solte mais. Por motivos óbvios, os adeptos exultaram com os empates anteriores, hoje, ninguém tem razões para festejar um novo empate, goste-se ou não, o adversário é modesto e é para ver vencido.
A bem da verdade, os dois contendores estão à procura de vitórias e de pontos, para terminar o campeonato longe do aperto da classificação, isso, faz com que a vontade de vencer seja a mesma nos dois lados, embora, no final só  um vai festejar. Mais do que 3 pontos, o Progresso e o Domant sabem quão importante é ganhar novo alento na fase actual,  adiar a tarefa mais premente de momento, pode complicar as contas finais.
O Progresso tem de se impor mal soe o apito inicial, se isso acontecer, é possível que os sambilas cheguem ao final do campeonato folgados, prognostinar nunca traz nada de bom, por isso, quem joga em casa tem de dar o exemplo, deixar que os domantinos peguem no jogo vai aumentar as chances forasteiras de sair dos Coqueiros com alguma coisa.                                                        
BF