Jornal dos Desportos

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Girabola

Tricolor sai cabisbaixo dos Coqueiros

Edvaldo Lemos - 20 de Maio, 2019

Campeo dos campees do Girabola volta a falhar objectivo na poca

Fotografia: Alberto Pedro | Edies Novembro

O sonho tricolor em conquistar o título do Girabola Zap, que foge ao clube há dez anos, não passou disso. O Petro de Luanda, ainda que o 1º de Agosto perdesse pontos ontem, dia em que os militares se sagraram tetracampeão nacional, ficaria mesmo pelo "quase", pois a equipa de Toni Cosano foi incapaz de superar o Progresso Sambizanga. Aliás, o treinador sambila, Hélder Teixeira, havia prometido na véspera em "amargar" o adversário, o que aconteceu. 

O Petro não perdeu o jogo com o Progresso, é verdade, porém não foi capaz de conquistar os 3 pontos. Com isso, o tricolor termina a época em desilusão, pois o objectivo maior, a conquista do título, fracassou.

Ainda assim, não faltou vontade e determinação da equipa tricolor para vencer o desafio e, deste modo, esperar que o rival perdesse pontos, principalmente na primeira parte e após estar em vantagem no marcador. O golo marcado por Tiago Azulão, aos 32 minutos, deu, por largos minutos, a ilusão de que ontem, seria o dia do regresso do Petro de Luanda aos tempos de glória, uma vez que no 11 de Novembro, o 1º de Agosto estava empatado sem golos com o Kabuscorp do Palanca.

Porém, o golo de Mabululu no 11 de Novembro, assim como o empate de Chiló, aos 49´, nos Coqueiros, acabaram por desanimar as hostes tricolor.  Melhor, depois desses dois momentos, os jogadores do Petro baixaram a guarda. Vimos uma equipa desgarrada, sem muita crença e com fraca capacidade de luta.

O Petro teve o domínio do jogo na primeira parte, o que justifica a avalanche ofensiva apresentada, porém nem sempre certeira, como aquela situação de Karanga, aos 43´, que frente ao guarda-redes Nelson não conseguiu traduzir a jogada em golo. 

Ainda assim, gritou-se golo pela primeira vez a favor dos sambilas, quando o avançado Yano, na cobrança de um livre, fez as redes tricolor balançar, porém anulado e bem pelo árbitro João Goma, pois tratou-se de um livre indirecto. 

O intervalo não fez bem ao Petro. Ou seja, a segunda parte foi dominada pelo Progresso, mas o curso do jogo poderia ter sido outro, caso o árbitro assinalasse penálti contra os sambilas, quando, aos 47´, fez vista grossa ao lance em que o defesa Lara evitou com a mão a trajectória da bola dentro da grande área. 

A entrada do ghanês Isac Mensah, na segunda parte, mudou a dinâmica de jogo dos tricolores. Ainda assim, a qualidade que emprestou à forma de jogar do Petro não chegou para muito.  O árbitro João Goma e os assistentes José Félix e Dário Gaspar realizaram um bom trabalho.