Jornal dos Desportos

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Girabola

Tshabalala devolve alegria no Buraco

Jlio Gaiano | Lobito - 08 de Agosto, 2016

Estudantes venceram os "homens da Paz" por duas bolas sem resposta

Fotografia: Jos Soares

Os dois golos marcados pelo avançado Gastão Fortunato "Tshabalala", aos 75 e 88´, acabaram por dar um safanão à crise de resultados que há muito assombrava a caminhada da Académica do Lobito no Girabola Zap2016.

Mas nem por isso foi fácil a tarefa dos estudantes. A Académica do Lobito teve que se transfigurar na segunda parte para levar ao delírio a sua massa apoiante presente ontem no estádio do Buraco.

Foi uma vitória bastante esclarecedora, pela forma como a Académica se apresentou em campo, desinibida e determinada para o triunfo. O 4 de Abril pagou pela falta de alternativa. Limitou-se a defender das investidas do adversário e nalgumas ocasiões pautou-se pelo anti-jogo que, para a sua infelicidade, acabou por se prejudicar das “artimanhas” ensaiada.

O estádio do Buraco testemunhou uma das maiores festas da bola, seis jornadas depois. Deu para perceber quão sedento o público lobitanga viveu a fase crítica por que passou a equipa, tal se viu quando no minuto 51, Ibrahim desperdiçou a grande penalidade a castigar derrube de Higino na grande área. Viu-se muita gente a deixar o estádio, com a sensação de que a malapata persistia no seio dos estudantes. Afinal, foram seis jogos do Girabola Zap em que a Académica não marcou um golo sequer.

Ao que pareceu, o adversário apercebeu-se da situação, tanto é que depois do falhanço, incompreensivelmente baixou as linhas e passou à defensiva. Já não corria e numa clara alusão de fazer correr o tempo que a situação estava a seu favor. No fundo, foi uma estratégia mal montada (senão ensaiada), pois acabou por beneficiar o adversário que não fraquejou, pelo contrário, espevitou-se na procura dos três pontos.

 Tshabalala, que esteve endiabrado no jogo, foi o responsável pelo infortúnio dos comandados de João Machado. Marcou dois importantes golos para os estudantes que acabaram com o jejum vivido ao longo de seis jornadas.

 A actuação da equipa da arbitragem liderada por Tânia Duarte, coadjuvada por Luísa Lohako e Adália Jeremias foi impecável. Isto é, não teve influência no resultado, pelo que merece da nossa parte distinção positiva.