Jornal dos Desportos

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Tudo na mesma

Jorge Neto - 08 de Agosto, 2016

Libolenses dominaram a segunda parte do jogo mas apenas chegou para evitarem a derrota na recepo aos petrolferos

Fotografia: Jos Cola

A equipa do Recreativo do Libolo não foi capaz de inverter a história. O campeão voltou a perder pontos em casa, contra o Petro de Luanda, ao empatar a um golo, numa partida em que dominou completamente o segundo tempo e podia ter feito muito mais, apesar da réplica dos tricolores na primeira etapa do desafio.

O primeiro susto teve a defesa dos libolenses com o remate de Manguxi foi à figura de Landu, que ainda assim teve de recorrer aos reflexos para impedir que o médio ofensivo tricolor festejasse o golo.

As duas equipas entraram com o objectivo de ganhar o jogo, tentando tirar proveito da derrota do 1º de Agosto no sábado e encurtar a distância pontual. A jogar em casa, esperava-se mais da formação de Calulo, que jogava contra a história, ou seja, não vence os tricolores na condição de anfitrião.

Até certo ponto o peso da estatística jogou a favor dos pupilos de Beto Bianchi, orientados ontem por Jaime Sousa e Silva "Nejó", em função da castigo federativo aplicado ao técnico hispano-brasileiro na jornada passada.

O clássico estava rodeado de grande expectativa e aos poucos os tricolores foram criando as melhores jogadas de perigo. Manguxi, aos 21´,  rematou à figura de Landu, que ainda teve de socorrer-se dos reflexos, após um lançamento lateral de Mira. 

Contudo, após sucessivos avisos, o central Francis, aos 41´, adiantou a formação luandense no marcador, com um remate de "bica", não dando tempo ao guarda-redes internacional angolano.

Na tentativa de correr atrás do prejuízo, Dário procurou o golo com dois grandes remates, obrigando Gerson a defesas que negaram o festejo do médio libolense.

No reatamento foram novamente os tricolores a chamarem a si o perigo, mas Landu evitou o pior com uma defesa para a "fotografia". Minutos depois foi a vez de Erivaldo saltar sozinho e cabecear para cima da baliza de Gerson. 

O desafio continuava emotivo, os dois conjuntos tinham como foco a baliza adversária, os guarda-redes resistiam às investidas dos avançados. Porém, a partir do minuto 60, a partida tomou apenas um sentido, com os pupilos de João Paulo Costa a asfixiarem os tricolores no seu último reduto.

Em vantagem no marcador, os visitantes recuaram e cederam ao adversário a iniciativa do jogo, por sinal muito bem aproveitada por Kay, aos 81´, para restabelecer a igualdade.

Com isso, aumentou a pressão para os tricolores já que os libolenses acreditavam na vitória e continuaram a carregar a defesa do Petro, que não contou com os habituais titulares Etah e Wilson, castigados.

Nos minutos finais coube a Gerson realizar uma defesa segura, após um livre cobrado por Dário, confirmando a divisão dos pontos.
A equipa de arbitragem liderada pelo juiz António Caxala realizou um trabalho regular.