Jornal dos Desportos

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Girabola

Tundavala necessita de nova relva

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 02 de Dezembro, 2019

Fotografia: Arimateia Baptista | Edies Novembro

Os técnicos que trabalham no processo de recuperação da relva do Estádio Nacional Tundavala, na cidade do Lubango, defendem a implementação de um novo relvado, pois, no terreno existe mais capim do que relvado. A informação foi avançada, ao Jornal dos Desportos, pelo director do gabinete provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da Huíla, Osvaldo Lunda, quando dava o ponto de situação sobre a maior infra-estrutura desportiva da região.  
Osvaldo Lunda deu a conhecer que o arranque dos trabalhos de recuperação da relva do referido  Estádio, inoperante há mais de dois anos, está condicionado à deslocação à República da Namíbia, da comissão incumbida para a aquisição do material de reparação e da nova relva, explicou que existiam dois planos (A e B) para a recuperação do relvado.
O plano A, descreveu, seria a utilização da forma como foi feita a recuperação da relva dos Estádios de Ombaka (Benguela) e do Chiazi (Cabinda).
“Os  engenheiros que trabalharam no solo, perceberam que esse plano não podia ser usado no Estádio Nacional Tundavala, por dois motivos: o primeiro, pelo tipo de relva que nós temos, por ser muito mais delicado e difícil, e o segundo, pelo facto do solo da zona estar contaminado. Por isso, temos mesmo de fazer a remoção da antiga relva, pois, os técnicos concluíram, igualmente, que há mais capim do que relva”, disse.
Face ao constrangimento, disse Osvaldo Lunda, vai se optar por uma relva que não é do tipo da que existia, mas certificada pela FIFA e que foi desenvolvida na África do Sul. Esse relatório, assegurou, já foi passado à ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, que baixou orientações à comissão com quem “estamos a trabalhar”.
“A qualquer momento, a comissão deve deslocar -se à vizinha República da Namíbia para adquirir o material . Estamos a optar para um tipo de relva que não é o mesmo que estava, é uma relva certificada pela FIFA e que foi desenvolvida na África do Sul”, garantiu.
O director do gabinete provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da Huíla afirmou, que essa relva pode bem ser usada no Estádio Tundavala.
Confirmou, ter  60 por cento do necessário, para o arranque dos trabalhos de recuperação da relva da maior infra-estrutura desportiva da Huíla, construída no âmbito da realização do CAN 2010, que o país organizou.
Osvaldo Lunda informou, que o trabalho vai começar, tão logo, tenham os tractores preparados e a relva adquirida .
“Estamos à espera da autorização da ministra da Juventude e Desportos para ir à Namíbia adquirir as coisas, para iniciarmos o trabalho”, aclarou.
 
TRACTORES
Huíla adquire meios em Luanda


O director do gabinete provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da Huíla, Osvaldo Lunda, disse que a região recorreu à direcção do Estádio Nacional 11 de Novembro, em Luanda, para adquirir alguns tractores avariados, que vão ser recuperados para utilizar no processo de implementação da nova relva do Estádio Tundavala, no Lubango. 
“Existe algum material em Luanda, cedido, que nós a qualquer momento devemos  buscar, que é importantíssimo para continuar o nosso trabalho. A questão da água está resolvida, na totalidade”, sustentou.
Descreveu que relativamente aos tractores, estão, apenas, à espera do transporte do governo provincial da Huíla para irem à busca em Luanda e reparar as máquinas. “Estamos a trabalhar, efectivamente, para isso. Não se vê no terreno, mas todos os contactos e meios necessários para essa actividade estão preparados,  para que a qualquer momento possamos arrancar com a requalificação do relvado do Estádio Nacional Tundavala”, asseverou.
O Estádio Nacional Tundavala tem capacidade para 20 mil espectadores, distribuídos pelas bancadas superiores (9.100 lugares), primeiro andar (9.657 lugares), imprensa (119), assentos para deficientes físicos (108) e nove camarotes com mais de 400 assentos.
O Estádio possui, igualmente, quatro balneários para jogadores, lojas, salas de conferência, um posto policial, restaurantes e postos de saúde, empreendimento construído numa área de 25 mil metros quadrados.
O gerador da infra-estrutura, com a capacidade de 3.4 megawatts, foi subtraído sem qualquer justificação até ao momento.
Para a construção do Estádio foram utilizados 29 mil metros cúbicos de betão tradicional, 1.700 toneladas de ferro e mais de cinco mil toneladas de aço. A infra-estrutura possui um parque de estacionamento para 2.000 viaturas.