Jornal dos Desportos

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Girabola

Um campeonato que chega a dez das dezoito provncias

Srgio. V. Dias - 17 de Agosto, 2019

. Enfim, apesar de todos esse factores, que beliscam o bom nome da prova, temos a o Girabola para todos os gostos.

Quando a 8 de Dezembro de 1979 se deu o pontapé de saída da primeira edição do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, era quase previsível o facto de que a prova teria o condão de unir o país pelas mais diferentes latitudes. Na verdade e não obstante a guerra que nessa altura dilacerava o solo-pátrio angolano, foi possível termos uma prova a disputar-se do norte ao sul e concimitantemente do mar ao leste. E foi nesse andar das coisas, que temos hoje por hoje um Girabola Zap, como o ópio do povo.
Girabola Zap, o tal congnome que a prova ganhou nas últimas épocas, hoje faz, efectivamente, jus a pressuposto que cogitara, aquando do seu surgimento.
Resume-se, enfim, na maior festa do futebol nacional e que leve alegria para os diferentes estádios do país, não fosse apetência que os prosélitos do rei-futebol no país vêm demonstrando ano após ano.
E como que a provar este factor de união, que represente esta grande montra do futebol nacional, pese embora a despromoção de uma e outra equipa, que vem alterar o quadro em termos representatividade geográfica, de ano para ano vamos tendo um prova mais abrangente. Já houve épocas, em que o campeonato era disputado em pouco mais de um terço das 18 províncias que compõem esta pátria, que atende pelo nome de Angola.
Nesta época, por exemplo, cujo pontapé de saída foi dado ontem com o jogo no Estádio do Ferrovia, na Huíla, entre o Clube Desportivo local e o FC Bravos do Maquis do Moxico, vamos ter um campeonato com equipas de dez das 18 províncias dos país.
Teremos, assim, neste carrossel que representa o agora desginado Girabola Zap, dez províncias a competir, designadamente a capital do país, Luanda, como principal pólo de desenvolvimento do futebol nacional, bem assim como Benguela, Huambo, Cabinda, Uíje, Cuanza Sul, Huíla, Lunda-Norte, Moxico e o Cuando Cubango.
Em termos percentuais, estas dez província que vão desfilar na presente época girabolista, correspondem a um percentual de 55,55. Nesse caso, ficam de fora as províncias do Bengo, Zaire, Malanje, Cuanza Norte, Lunda Sul, Bié, Cunene e Namibe, que perfazem 44,44 por cento do total de 18 que compõem o país.
Grosso modo e não obstante a ausência assinalada de oito das dezoito províncias, ainda assim temos uma campeonato a ser disputado pelos quatro pontos que circunscrevem o país, designadamente o norte, sul, leste e oeste. É verdade, que sendo o Girabola Zap uma prova com o condão de unir em termos de prática desportiva o país, convinha que a prova se estendessse por mais regiões.
Contudo, o actual período de crise que assola o país, leva a que muitas províncias nem sequer se fazem preseente no Campeonato Nacional da II Dvisão, vulgo Segundona, a tal prova que abre o caminho para a ascensão ao Girabola Zap.
Noves fora isso, o mais importante é termos o campeonato a disputar-se no seu curso normal, não obstante alguma onda de desistências, que ocorrem nos útimos anos e que neste não fugiu à regra, com o Benfica do Lubango a optar pelo abandono, logo de início, o que fez o órgão reitor do futebol nacional substituí-lo pela estreante turma do Wiliete de Benguela. Enfim, apesar de todos esse factores, que beliscam o bom nome da prova, temos aí o Girabola para todos os gostos.