Jornal dos Desportos

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Girabola

Um "pontito para o Kabuscorp

Benigno Narcisco,no Lubango - 16 de Julho, 2018

A jogar em casa os Militares da Regio Sul impediram que os palanquinos somassem vitoriosamente trs

Fotografia: Aro Martins

A igualdade a uma bola registada ontem no estádio do Ferroviário, no Lubango, penaliza o Desportivo da Huíla pela ausência de capacidade de finalização e coroou o Kabuscorp do Palanca pela crença e determinação, em jogo pontuável para a 23ª jornada do Girabola Zap 2018.
O golo da formação do Palanca, que ditou a repartição de pontos, já ao \"cair do pano\", a cinco minutos do fim, foi a prova da crença, determinação e o acreditar de um conjunto que revelou capacidade de firmeza e fidelidade à luta e vontade de fazer o melhor, mesmo actuando com uma unidade a menos, após a expulsão do defensor Debele, aos 67.
Sem nunca baixar os braços, mesmo diante do ascendente da formação afecta à Região Militar Sul, que entrou a dominar na segunda parte, período em que adiantou-se no marcador, aos 74´, o Kabuscorp provou maturidade na alta competição.
Depois de passar de dominador na primeira para dominado na segunda e do abalo na sequência da desvantagem no marcador, os comandados de Kostadin Papic, reviram estratégias e a disposição táctica, em função da inferioridade numérica.
O \"reforço\" vindo do banco, com as entradas de Calero, Depaiza e Amaro trouxeram novo alento e velocidade ao jogo dos visitantes. Essa postura aumentou a crença pela inversão do rumo dos acontecimentos.
A velocidade do médio ofensivo Amaro, que apostava em \"rasgos\" individuais nas alas e cruzamentos aliado a capacidade de retenção da bola do avançado Calero, permitiram reequilibrar o jogo.
Por força desse ascendente, a defensiva do Desportivo via-se obrigada a buscar forças para travar o ímpeto ofensivo adversário. E foi numa dessas missões defensivas que um defesa da turma huilana aborda mal um lance e trava de forma faltosa uma jogada do ataque adversário.
Da cobrança do livre, do meio do meio campo, a bola passa por quatro defensores, que sem sucesso e tentativas de alívios fracassadas, já dentro da grande área, cai nos pés do recém entrado argentino Calero, que com um toque subtil desvia a bola para o fundo da baliza defendida pelo ganense Kiss, aos 85´. Estava reposta a igualdade.
O golo espevitou os visitantes que ganharam fôlego e forças para conservar o resultado e desconcentrou os visitados, que na ânsia de reporem a vantagem no placar, passaram a actuar de forma apressada e com pouco discernimento.
Diante desse cenário, a igualdade a uma bola prevaleceu até ao apito final do juiz Benjamim Andrade, que efectuou um trabalho positivo. Não teve influência no resultado final e foi bem coadjuvado por Judite Mestre e Daniel Lusseque.