Jornal dos Desportos

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Girabola

Viagem a Benguela passa pela RDC

Joaquim Suami, Cabinda - 20 de Agosto, 2018

Fotografia: Edies Novembro

Depois da falta de comparência no jogo passado, devido as dificuldades financeira que enfrentam, o Sporting de Cabinda optou deslocar-se a capital do país, Luanda, via terrestre, passando pela RDC, e seguir depois até a província de Benguela, para defrontar na próxima quinta-feira, o 1º de Maio, no desafio a contar para 29ª jornada do Girabola Zap. 
“As nossas deslocações são asseguradas pela Força Aérea Nacional e como temos encontrado dificuldades em viajar de avião, teremos que passar pela RDC de autocarro, para jogarmos com os proletários”, revelou o vice-presidente para área administrativa, Sami Muai.
Não obstante a fase crítica que atravessam, a direcção do clube promete pagar os salários de sete meses em atraso dos jogadores, tão logo a Chevron, patrocinador do clube, disponibilize às verbas destinadas para custear os encargos da presente época futebolística.
Segundo o dirigente, que avançou tal informação a imprensa, a reclamação dos jogadores é justa e a direcção tudo está a fazer junto das entidades afins, para pagarem as remunerações dos atletas em falta.
“O quadro actual no clube é normal e temos mantido encontros constantes com os jogadores, para consolidarmos a excelente harmonia que sempre existiu no seio do grupo. As dificuldades financeiras que estamos a viver, não cingem-se apenas no Sporting de Cabinda, é conjuntural das equipas que são patrocinadas pela Sonangol”, destacou.
O dirigente esclareceu, que o atraso deveu-se a um procedimento administrado, que está a ser feito pelo patrocinador. “A Chevron, que é o nosso patrocinador, já fez todas as auditorias internas e tão logo tenha disponibilidade financeira, vai honrar com o seu compromisso, para podermos pagar os salários em atraso”, explicou.
Referiu que a derrota que o Sporting de Cabinda consentiu, diante do Progresso do Sambizanga, não teve influência com os atrasos dos salários. Disse que o Progresso de Sambizanga ganhou, porque foi a mais forte em campo e conseguiu os três pontos. “Estamos cientes dos momentos difíceis que os atletas estão a passar, mas estamos empenhados em ultrapassar as dificuldades ao seu tempo”, revelou.
O Jornal dos Desportos apurou, que os atletas estão solidários com o esforço que a direcção do clube está a empreender junto do governo local e da Chevron, para se pagar os salários em atraso. O actual elenco directivo deve encontrar outras soluções para animar os jogadores.
“Estivemos reunidos com a direcção do clube e garantiram-nos que tudo estão a fazer, para ultrapassarem a crise. Mas os dirigentes não podem depender apenas da Chevron ou do governo, para pagarem os salários em atraso, por isso devem procurar outras formas para estimular os atletas”, aconselhou um jogador, que pediu anonimato.