Jornal dos Desportos

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Girabola

Zeca Amaral promete um novo Maquis

Daniel Melgas , no Luena - 01 de Abril, 2017

Substituto de João Pintar (segundo a contar da direita) promete tirar o máximo rendimento dos atletas à disposição

Fotografia: Jornal dos Desportos

O novo treinador do FC Bravos do Maquis, Zeca Amaral, disse ontem, no Luena, durante a sua apresentação como substituto de João Pintar da Silva no comando técnico da equipa do Moxico, que o plantel maquisarde vai ter “um novo rosto em termos de liderança técnica”, mas com a mesma missão: ganhar.

“O Maquis vai continuar a ser o mesmo do campeonato, porém, passa a ter um novo rosto, em termos de liderança técnica, estilos diferentes, mas com missões iguais, porque todos os treinadores querem ganhar”.

O técnico, segundo o presidente do clube, Manuel Quitadica \"Docas\", pode ficar no Maquis durante a temporada de 2017, com opção de renovar em 2018, a depender das  partes. Entre as exigências feitas pela direcção, Zeca Amaral deve manter a equipa entre as oito melhores do Girabola Zap 2017, enquanto na Taça de Angola que conquistou em 2015, deve “ir o mais longe possível”.

Falando em conferência de imprensa muito concorrida, e há muito aguardada, por  tratar-se do regresso à “casa”, onde trabalhou em 2013, e os  sucessivos adiamentos, Zeca Amaral disse ter consciência que não vai ser fácil, por vários motivos, principalmente, porque “nós vamos começar a missão fora de casa, com dupla jornada, complica um bocado mais”.

“Costumo dizer, que se quisermos ser equipa e ser grande, da mesma forma que conseguimos ganhar em casa, não nos vai faltar ambição, vontade, dedicação para tentar em qualquer campo, não sair derrotada. Isso, vocês podem ter a certeza, que quando nós entrarmos em campo, vamos lutar até as últimas consequências para que possamos sempre produzir bons resultados”, disse.

Prometeu trabalhar todos os dias para melhorar, pois cada técnico gere o seu estilo, por isso consta da necessidade de dar um toque, para que algumas dificuldades encontradas dos jogos efectuados, sejam minimizadas e debeladas.

Zeca Amaral assegurou, que se sente obrigado de potencializar ao máximo os jogadores que encontrou, entende ser pura utopia estar a falar do futuro, quando se abrir as inscrições para se reforçar a equipa.

“O hoje, para nós, são os jogadores à nossa disposição ,e é nossa responsabilidade tirar o máximo de rendimento deles, e ir à procura dos resultados positivos. A única coisa que posso garantir, é continuar face ao diagnóstico conhecimento de alguém, que não se adquiri em um ou dois dias, mas garanto que com os meus Messis, Ronaldos, são com esses que eu vou trabalhar”.


DESABAFO
“Vivo do futebol”


O regresso de Zeca Amaral ao FC Bravos do Maquis, suscitou alguns comentários na opinião pública e redes sociais, devido ao facto deste acumular o cargo de treinador, com o de presidente da Associação de Treinadores de Futebol de Angola (ATEFA), por questões de foro ético.

 Sem papás na língua, e parecer farto do questionamento de tal situação, o facto de ser  o presidente da ATEFA, não significa que deixe de ser treinador. 

“A minha profissão é de treinador de futebol, e como tal, enquanto sócio da ATEFA fui eleito presidente da Associação. Por ser eleito, não pressupõe dizer que a minha carteira de treinador seja rasgada”, disse.

Acrescentou, que “é do futebol que eu vivo, que alimento a minha família. Não existe nada em termos regulamentares, estatutários e de código de ética que impeça que alguns dos seus sócios exerçam a sua profissão. Continuo a ser o presidente da ATEFA, e isso, não impede que eu exerça a minha profissão. Isso, é igual a Ordem dos Médicos, dos Arquitectos, Advogados, e portanto, o futebol não pode ser um caso à parte”.

Zeca Amaral reiterou que se dê apoios à equipa do Maquis, nos momentos bons e maus, ao mesmo tempo disse precisar da participação de todos, de forma efectiva, cordial, amistosa, crítica, quando tiver de ser, mas sempre dentro dos princípios que norteiam o bom jornalismo, e a boa informação, informar com verdade, e não criar factos que possam depois não fazer parte da saúde que se precisa, quer nos jogadores, técnicos de direcção e os jornalistas.                                              


CLASSIFICAÇÃO
Treinador minimiza
nona posição


A nona posição que o FC Bravos do Maquis ocupa na tabela de classificação do Girabola Zap 2017, com 9 pontos, foi minimizada pelo treinador Zeca Amaral na conferência de imprensa de ontem, realizada no Luena, tendo realçado que a maior preocupação é a pontuação.

“Entendemos que são os pontos que atribuem estatuto à equipa. Não os tendo não podemos ter este estatuto. Estatística e história, também, fazem parte do futebol, vamos aproveitar todos os aspectos positivos encontrados, tentar melhorá-los para que nos próximos jogos consigamos, então, pontuar e cumprir com objectivos para os quais fomos contratados”, disse.

Nesta perspectiva, o técnico aferiu que a estabilização do FC Bravos do Maquis é o principal objectivo neste momento, pois face a histórico do clube e pelo que tem feito recentemente, também, merece ser uma equipa que não jogue Girabola Zap para o “sobe e desce”.

“É essa primeira preocupação. Fazer uma equipa estável e que saia do síndrome da descida e só assim, quando tivermos tranquilidade, estabilidade e vitórias, seremos esta equipa e poderemos jogar melhor. Agora o nosso principal foco será sempre a conquista de pontos”, sustentou.

O treinador maquisarde deixou entender ,depois de prometer  “dar o máximo e os jogadores também”, que é preciso perceber que o futebol é um todo, pois, como referiu, não existe jogadores sem treinadores e treinadores sem direcção.

 “Se se unirem e todos ficarem imbuídos no mesmo pensamento, sempre a frente, afastando toda as questões que não tem nada haver com o futebol, de certeza, que serão fortes. Se esse trinómio (atleta/treinador/direcção) tiver unido, vamos fazer um grande trabalho”, disse, e fazendo jus ao rigor que lhe caracteriza, o técnico assumiu que se  deve transformar o estádio Mundunduleno num “ inferno” para os adversários.

 “Quando entrarmos neste campo (Mundunduleno), vamos tentar sempre ganhar os jogos, daí o nosso pedido para que vocês comunicação social ajudem a mobilizar a população do Moxico, particularmente do Luena (cidade capital), para que se junte a nós, pois precisamos muito dela, porque acabamos por sofrer todos quando o Maquis desceu de divisão”.        
DM