Jornal dos Desportos

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Futebol

Akwá critica política da FAF

18 de Maio, 2017

Ex-internacional defende mais investimento

Fotografia: Domingos Cadência|Edições Novembro

Explicou que no melhor período da selecção nacional, a transição funcionava e que agora não acontece, porque não se aposta na formação, o futuro de qualquer modalidade.

“Não podemos falar do presente sem olhar ao passado. Antes, tínhamos um bom trabalho nas camadas jovens, e as substituições dos jogadores aconteciam de forma natural. Foi assim, na minha fase, e na de outros jogadores, como Lamá, Mendonça, Gilberto e Mantorras. O grosso da selecção de sub-20, campeã africana, reforçou a selecção principal numa transição perfeita”, frisou.

“Actualmente, não há continuidade. Saíram jogadores como eu, Figueiredo, Kali, Makanga e não compensamos essas saídas, porque a formação está debilitada”, sublinhou e apontou como exemplo mais recente, as transferências de Gelson e Ary para o Sporting de Portugal, realçou que o 1º de Agosto ficou sem soluções no ataque, porque não preparou nos escalões jovens, os substitutos à altura.

Por outro lado, criticou o fraco engajamento da Federação na preparação das selecções jovens, e salientou que os dirigentes preocupam-se apenas em vésperas dos jogos decisivos, quando deviam criar condições no início do apronto. Akwá despontou no Nacional de Benguela, reconheceu o seu fracasso na Europa, e aponta a falta de um empresário como uma das causas, uma vez que ao mais alto nível as influências são determinantes.

“Não me arrependo de nada do que fiz. As coisas em Portugal não correram bem, reconheço o meu fracasso, na Europa. Lá, se não tiveres um bom empresário, é complicado jogares”, acrescentou.