Jornal dos Desportos

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Futebol

Akw diz estar seguro

18 de Julho, 2019

Antigo capito dos Palancas est irritado com a FAF

Fotografia: Rogrio Tuty

Os pronunciamentos de Alves Simões, em conferência de imprensa, na passada segunda-feira, não assustaram o ex-capitão da selecção nacional e autor do golo diante do Ruanda, que qualificou os Palancas Negras para a  primeira presença num Campeonato do Mundo em horas, Alemanha 2006. Fabrice Maieco "Akwá" garantiu ao programa Prolongamento, da TV Zimbo, que não tem receio algum.
"Não tenho medo, muito pelo contrário, o senhor Alves Simões é livre de tomar qualquer decisão. Eu já disse isso em várias entrevistas e vou continuar a dizer. Eu não sou maluco para dizer aquilo. Sei o que disse e por isso estou tranquilo", disse.
 A mais recente polémica sobre a dívida de Akwá ao Qatar SC surgiu após o antigo capitão dos Palancas Negras ter dado uma entrevista à Rádio Despertar, onde abordou  o problema e mostrou-se triste com os dirigentes desportivo nacionais pela forma como tem sido tratado o assunto.
"Infelizmente, continuo proibido de dar o meu contributo a nível do nosso desporto, em particular ao futebol, e é pena que as pessoas de direito não querem resolver esta situação e, se calhar, por isso é que o nosso futebol está como está ", disse.
O ex-futebolista Akwá garantiu na mesma entrevista que o então coordenador para as selecções nacional de futebol, Alves Simões, era o responsável indicado para resolver a situação.
"Houve ordem para se pagar, pena é que o senhor Alves Simões não resolveu, pois foi  indicado para resolver a situação", disse. 
 O ex-capitão da selecção nacional garantiu que houve duas reuniões com o actual presidente de direcção do Interclube para tentar resolver o problema, mas, infelizmente, não aconteceu.
"Sei que este dinheiro saiu e deveriam ter ido perguntar ao senhor Alves Simões, onde é que foi. Falo isso de boca cheia e desafio o senhor Alves Simões a provar o contrário", referiu. 
Alcibíades Maieco "Akwá" lamentou, por outro lado, o desprezo da Federação Angolana de Futebol que, desde que deixou de jogar, nunca foi tido nem achado.
"Nunca tive o apoio da FAF, nem mesmo quando começou o processo. Enquanto jogador, a FAF precisou do Akwá, mas desde que deixei de jogar nunca se interessou, nem para assistir aos jogos da selecção sou convidado. Quando eu morrer vão vir com estes discursos de homenagem, mas eu já tenho uma carta escrita, não vou precisar deles para nada", disse.