Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Alta tenso na reunio tripartida

26 de Julho, 2018

Carlos Hendrick (1 de Agosto)

Fotografia: Jornal dos Desportos

A reunião tripartida realizada no passado dia 12 do corrente, na sede da Federação Angolana de Futebol (FAF), entre os presidentes Carlos Hendrick (1º de Agosto), Alves Simões (Interclube) e Tomás Faria (Petro de Luanda), com moderação do líder federativo, Artur de Almeida e Silva, cujo pano de fundo foi a suspeição de corrupção no Girabola Zap 2018, acabou por ser \"bastante agressiva\", segundo uma fonte da FAF, contactada e divulgada pelo Jornal Online Correio Angolense.
O presidente do 1º de Agosto, segundo a fonte que prestou a informação ao Correio Angolense, chegou a apontar o dedo ao homólogo do Interclube, como sendo o culpado, por exemplo, do \"escândalo Cabinda\", em que o árbitro Paulo Talaia validou um golo, cuja bola não entrou, no encontro entre o Sporting local e o Petro de Luanda, e que prejudicou o tricolor. Para Carlos Hendrick, os polícias podem ter \"jogado\" em campo alheio, influenciando assim o resultado a seu favor, na corrida para o título do Girabola Zap 2018. 
E como era de esperar, os ânimos exaltaram-se, pois a atitude de Carlos Hendrick foi entendida como uma grave afronta pelo presidente Alves Simões,    que negou todas as acusações e disse que nada tem a ver com o \"golo-fantasma\" do jogo Sporting-Petro, disputado em Cabinda, nem outra situação com viciação de resultados.
Alves Simões, de acordo com a notícia do Correio Angolense, chegou mesmo a desafiar  o seu acusador a mostrar as provas que dizia ter, segundo as quais o Interclube pode ter influenciado resultados em que estão envolvidos os três concorrentes ao primeiro lugar do Girabola Zap 2018.
Contudo, segundo a mesma fonte, Carlos Hendrick não se sentiu intimidado pela posição de Alves Simões e incitou o presidente do Interclube a pô-lo em Tribunal, onde mostraria as provas que disse ter em mãos.
As acusações, igualmente contundentes, foram extensivas ao presidente do Conselho Central de Árbitros, Jorge Mário Fernandes, que pouco mais fez do que encolher os ombros, ao mesmo tempo que balbuciava algumas palavras inaudíveis em sua defesa. Como sempre, disse não ter conhecimento de provas de que tem havido jogadas de bastidores, segundo a notícia avançada pelo Correio Angolense.