Jornal dos Desportos

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Futebol

Angola busca vantagem na eliminatória

Betumeleano Fer?o - 16 de Julho, 2017

Palancas com teste acessível esta tarde diante das Ilhas Maurícias

Fotografia: Santos Pedro / Edicões Novembro

Os primeiros noventa minutos da eliminatória com às Ilhas Maurícias podem ser determinantes para avaliar se Angola tem ou não pernas para voltar ao CHAN. O apito inicial soa, às 15h00 locais, menos três no nosso país, para dar início a um jogo que se espera difícil, a julgar pela maneira viril como os ilhéus intimidaram a equipa nacional na Taça Cosafa.

O adversário dos Palancas Negras está longe de ser dos maiores competidores da África Austral, mas o passado e o presente mostram que a selecção local sabe tirar bom proveito das facilidades que os angolanos concedem. Acreditamos que a postura dos angolanos  deve ser muito diferente daquela que patenteou na Taça Cosafa. A equipa pode não ter a mesma qualidade que o combinado nacional, mas os atletas vão tentar deixar a alma em campo para obter o improvável, um resultado que dê esperança de continuar a sonhar em passar a eliminatória.

Os Palancas Negras sabem para que lado vão estar focados todos os olhares e, a bem da verdade, a selecção angolana é que tem a responsabilidade de pegar no jogo. É importante que os jogadores percebam a diferença que existe se fizer uma entrada forte e consistente, esta é a única atitude correcta capaz de colocar o adversário no seu devido lugar.

Uma vitória extramuros é o alvo a perseguir pelos angolanos, quantos mais golos marcar melhor. Porém, se não for possível mostrar veia goleadora, é imperioso que a equipa tenha a competência de cumprir com a obrigação básica de sair do rectângulo de cabeça erguida, por causa da vitória alcançada.

O valor da selecção local é reflexo da pobre campanha dos seus clubes nas provas continentais mas, ainda assim, é fundamental que os Palancas sejam profissionais na abordagem ao jogo, porque a diferença em termos de participação nas Afrotaças não é assim tão abismal.

O adversário até pode não ter arcabouço competitivos para discutir o resultado, mas é com acções práticas que Angola tem de provar a sua superioridade sobre as Ilhas Maurícias. Quanto mais rápido acontecer a separação das águas mais nítida se vai notar a diferença entre o forte e o fraco.

 A presença dos dois antagonistas na Taça Cosafa pode ter sido uma boa oportunidade para cada um deles esconder coisas valiosas para dificultar ao máximo possível o conhecimento exacto do outro. Mas, a partir desta tarde a verdade vai vir à superfície, sendo por isso, importante, que os angolanos não deixem para Luanda o que podem muito bem fazer em Port Louis, alcançar um resultado confortável.

Um triunfo expressivo seria juntar o útil ao agradável, mas o oposto também é verdade, a selecção nacional tem de se preocupar em fazer uma coisa de cada vez, marcar o primeiro golo e depois os outros que forem possíveis, mas sem permitir que os ilhéus mostrem eficácia ofensiva, quanto menos ataque as Ilhas Maurícias fazerem, menos chances vão ter de aparecer com veia goleadora.