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Futebol

Angola diz “adeus” ao sonho

Paulo Caculo - 30 de Abril, 2018

Angolanos foram eliminados da corrida aos Jogos Olímpicos da Juventude agendado para Argentina

Fotografia: José Cola| Edições Novembro

Angola falhou o sonho de marcar presença, pela primeira vez, na III edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, agendado para os dias 8 a 16 de Outubro, em Buenos Aires, Argentina, ao consentir a segunda derrota com o Egipto, por 3-2, em casa do adversário.

Os comando do técnico Rui Sampaio, que ainda acreditava na reviravolta, revelaram-se incapazes de inverter a seu favor a desvantagem de 2-6, trazida do embate da primeira mão, ante a sua congénere do egípcia.

Depois da goleada consentida no jogo de Luanda sabia-se que seria hercúlea a tarefa de tentar alcançar os objectivos na eliminatória, embora a disposição era o de tentarem o milagre.

O facto é que no terreno do adversário, as coisas tornaram-se muito mais complicadas, sobretudo porque os anfitriões provaram ser mais fortes e acabaram mesmo por confirmar a sua superioridade e provarem que são muito mais experientes.

A jogar em casa o Egipto nem precisou de apostar num futebol intenso, pois, tinha a eliminatória controlada. O triunfo folgado muito bem conseguido no primeiro jogo acabou por ser determinante para as contas finais. A crença e o optimismo carregado pelo seleccionador nacional, nem por isso ajudou a motivar e a contagiar o grupo em busca do tal resultado positivo que tanto almejavam.

Ciente de que seria quase impossível garantir a qualificação, o técnico previa vencer em casa do adversário, para sair de cabeça erguida, desejo não concretizado fruto da incapacidade da equipa em marcar mais golos que os donos da casa.

O seleccionador garantiu que a equipa estava confiante numa vitória em casa do adversário, ainda que fosse insuficiente para dar a volta a eliminatória. O técnico esperava, pelo menos, deixar a eliminatória de cabeça erguida, mas foram incapazes.

No balanço, fica a imagem de que Angola só pode queixar-se de si mesmo, na medida em que não fez como se esperava o \'trabalho de casa\'. Vencer em casa era imperioso, de formas a garantir boas perspectivas de qualificação no embate decisivos, no terreno do adversário.

Ao consentir uma goleada em Luanda, em pleno pavilhão da Cidadela, os angolanos deitaram tudo a perder. Para inverter a eliminatória a seu favor à selecção angolana precisava de vencer os egípcios, no Cairo, por 4-0, superando assim a derrota (2-6) averbada no embate anterior, facto que se afigurava uma tarefa extremamente complicada.