Jornal dos Desportos

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Futebol

Angola precisa de "milagre" no Egipto

Paulo Caculo - 16 de Abril, 2018

Angola tem de vencer por quatro golos na segunda mo no Cairo

Fotografia: Jos Cola| Edies Novembro

Angola complicou as aspirações de qualificação à III edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, agendado para Outubro, na Argentina, ao consentir no sábado uma goleada, de 2-6, diante do Egipto, desafio referente à primeira mão da última eliminatória.
Contra todas às expectativas, o combinado nacional revelou-se incapaz e impotente para contrariar o conjunto egípcio que se mostrou muito mais experiente, com destaque para vertente ofensiva que facilmente chegava à baliza contrária.Apesar de começar bem o jogo, e de deixar em campo, nos primeiros 20 minutos, a imagem de um colectivo capaz de sonhar com a construção de um resultado favorável e que abrisse boas perspectivas para o embate da segunda mão, num ápice a equipa angolana acusou em demasia a responsabilidade.
A dada altura do jogo, os pupilos de Rui Sampaio perderam a concentração, sobretudo, quando perdiam por 2-4. A estratégia de jogar tudo ao ataque, inclusive com o guarda-redes a sair da sua zona de conforto, não surtiu o efeito desejado.
A táctica terminou em duro “golpe” para Angola, na medida em que nessa altura o Egipto aproveitou para dilatar os números da goleada para 2-6, resultado que define praticamente a última eliminatória.Com a derrota pesada, a tarefa dos angolanos de superarem os egípcios no jogo decisivo, agendado para a cidade do Cairo, pode ser muito difícil. A missão é hercúlea, dado que vão precisar de marcar quatro golos e não sofrer nenhum.
De resto, Angola para lograr o objectivo de marcar presença inédita nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Outubro, vai precisar de um \'milagre\'. Sem desprimor, para o conjunto nacional, a eliminatória foi praticamente decidida em Luanda. 
Ao contrário do que se previa, os angolanos não aproveitaram o factor casa para mandar no jogo, e colocarem-se em vantagem. Alguma displicência defensiva contribuiu para hipotecar as possibilidades de qualificação.
Os seis golos sofridos revelam-se demasiados pesados para um conjunto que até às eliminatórias com a Zâmbia e Marrocos deixava transparecer claramente a imagem de um colectivo de jogadores cujos êxitos logrados na campanha, era uma consequência da força colectiva e solidez competitiva. 
A Selecção Nacional decide a eliminatória no dia 25 do corrente mês, na cidade de Cairo, desafio da “segunda mão”. Para chegar a a última fase, Angola afastou o Marrocos em dois jogos (5-4), enquanto o Egipto ultrapassou Moçambique (10-3).


RUI SAMPAIO SELECCIONADOR 
“Acredito na reviravolta”   


O treinador da Selecção Angolana de futsal de sub-18, Rui Sampaio, mostra-se confiante na reviravolta da eliminatória, no embate da segunda mão que está agendado para dia 25 do corrente mês, na cidade de Cairo, Egipto.
O seleccionador nacional justifica o optimismo com a qualidade técnica dos seus jogadores. Revelou que os seus pupilos não jogaram mal, faltou-lhes concentração nas transições de bola e os egípcios com mais experiência, tiraram partido dos erros.
“Penso, que não jogamos mal. Pecamos em alguns momentos determinantes do jogo, cometemos erros que foram bem aproveitados pelo Egipto, para fazerem os golos que fizeram”, revelou inconformado.
Confiante na capacidade de reacção dos seus atletas, espera por uma atitude diferente no Cairo. “Acredito, que também podemos vencer em casa do adversário. Vamos preparar bem a equipa e recuperar os jogadores”, disse Rui Sampaio.
O seleccionador espera aproveitar muito bem a semana, para fazer uma preparação condigna e recuperar os outros jogadores que não defrontaram os egípcios, por motivo de doença, de formas a  vencer em casa do adversário.
“Temos uma semana para preparar o grupo. Vamos corrigir o que esteve mal no jogo, para que no Cairo fazermos uma melhor exibição, marcar mais golos e sofrer menos”, acrescentou.