Jornal dos Desportos

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Futebol

Angola vence Maurcias e aguarda pelo Malawi

PAULO CACULO - 31 de Maio, 2018

Palancas Negras conseguiram a sua primeira vitria diante das Ilhas Maurcias na Taa Cosafa a decorrer na frica do Sul.

Fotografia: Santos Pedro | Edies Novembro

Um auto-golo solitário, surgido aos 63 minutos, na sequência de um cruzamento tenso de Mateus, permitiu ontem à Selecção Nacional de Honras alcançar a primeira vitória na fase final da Taça Cosafa, na África do Sul, diante das Ilhas Maurícias e, assim, renovar as esperanças na qualificação à fase seguinte do torneio regional, que se  disputa na cidade de Limpompo, África do Sul.
Depois da derrota (1-2), averbada na jornada inicial do grupo B, melhor resultado não se podia esperar do combinado nacional que não fosse a vitória, ainda que pela margem mínima.
Apesar de ter conseguido ganhar vantagem no jogo, de um golo que resultou de um lance fortuito e de clara infelicidade para a defensiva das Ilhas Maurícias, os angolanos sempre justificaram merecer o triunfo, na medida em que criaram maior volume de jogo e gozaram de maiores oportunidades de golo.
Se, por um lado, a vitória ajudou Angola a respirar de alívio, já que nova derrota deitava por terra todas as hipóteses de continuidade na prova, por outro, o rendimento do ataque dos Palancas Negras ajudou a confirmar a ineficácia e a destapar algumas fragilidades ofensivas.
Para lograr a qualificação, Angola precisará de vencer o Malawi amanhã, última jornada da primeira fase do torneio, e \"rogar\" por um triunfo das Ilhas Maurícias sobre o Botswana, equipa com quem perdemos na jornada inaugural da competição.
Vencer com muitos golos também pode ser uma variável a considerar, na medida em que o gol-average nestas eliminatórias acaba tendo, quase sempre, um peso acrescido ou determinante no critério de desempate.
Estiveram em evidência no \"onze\" colocado em jogo pelo seleccionador nacional os atletas Zé, Jô, Carlinhos, Vá, Mateus e Chico Banza. Na segunda parte o técnico Srdan Vasiljevic fez algumas substituições, mas pouco ou quase nada acrescentou ao futebol da equipa nacional.
O seleccionador dos Palancas recebeu ordem de expulsão, ainda na etapa inicial, por protestar contra a equipa da arbitragem, na sequência de uma jogada em que não concordou com a decisão do juiz da partida.
Angola jogou com Gerson, Carlinhos, Nandinho II, Vá, Show, Chico Banza, Zé, Pedro, Depaiza e Nandinho I.

ORGANIZAÇÂO
Falta coragem e coerência aos dirigentes do futebol    


Os dirigentes dos clubes continuam a ser o elo mais fraco do nosso futebol e é por causa deles que a modalidade está a pagar uma factura muita alta, garantiu ao Jornal dos Desportos uma fonte da FAF.
Com base na  vasta experiência, a fonte, que já esteve em diferentes elencos, disse ao JD que tem constatado isso nos que estão em poder de decisão nas equipas.
 “Não são pessoas sérias, honestas, coerentes, porque falta-lhes coragem para assumir os seus actos errados, pensam que os resultados não aparecem com esforço mas com milagres\", disse.
A nossa fonte lembrou, por exemplo, que o insucesso nas afrotaças era atribuído ao começo tardio do campeonato. A FAF corrigiu o problema, há muitos anos que a temporada já inicia em Fevereiro com a disputa da Supertaça, porém, sublinhou, o fracasso nas provas continentais contínua.
“Afinal o problema não é nem era a falta de jogos nas pernas, está a faltar mais qualquer coisa que ninguém tem agora coragem de vir reconhecer, está provado que é um falso problema\", afirmou.
Durante vários mandatos, a Supertaça era disputada em duas mãos, mas a nossa fonte disse que há pouco tempo surgiu “um iluminado”, que sugeriu um único jogo, ninguém se opôs à mudança.
“Desde os anos 80 que eram duas mãos, mas o figurino é outro desde 2014. Não foi por imposição da FAF que a coisa mudou, o outro jogo não faz falta para quem fala sobre a importância de ganhar rodagem antes das afrotaças. Os que vão às afrotaças deveriam ser os primeiros a defender o modelo antigo, a duas mãos”, disse.
BF