Jornal dos Desportos

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Futebol

APF do Uje pode tramar Santa Rita

Augusto Panzo - 17 de Janeiro, 2019

A equipa do Santa Rita de Cássia FC do Uíje pode ser gravemente sancionado, caso a Federação Angolana de Futebol (FAF) considere a reclamação contra si apresentada pela Associação Provincial de Futebol do Uíje (APFU), em virtude deste clube não ter cumprido com as normas de inscrição exigidas pela Lei.
No documento em referência, a APFU  alega que o seu filiado Santa Rita de Cássia FC, foi inscrito na FAF sem o seu consentimento, nem com o cumprimento das obrigações plasmadas nos Comunicados Oficiais nº 051/17 e 036/2018.
APFU alega que o processo de inscrição do Santa Rita de Cássia na FAF não estava completo, na medida em que faltavam as assinaturas do médico, dos contratos de trabalho dos jogadores e comprovativos de inscrição dos escalões de formação, que é uma das exigências fundamentais, para que um clube se digne participar no Girabola.
Ao clube Santa Rita de Cássia recai ainda a acusação de não ter apresentado os seus estatutos, a lista actualizada dos corpos gerentes, a acta da última assembleia que confere posse à actual direcção, bem como as assinaturas vinculativas dos corpos gerentes para a época de 2018/2019 e a falta do comprovativo de pagamento da taxa de filiação e o relatório de contas aprovado por uma auditoria autorizada.
A APF do Uíje mostra-se surpresa com a protecção de que tem sido alvo o clube na federação, facto que faz com que este não cumpra com as suas obrigações tributárias junto da associação, o que resulta numa dívida de três milhões e duzentos e vinte e dois mil (3.222.000.00 Kz) kwanzas do Santa Rita de Cássia FC, para com aquela instituição supervisora da modalidade na região do bago vermelho.
Depois de compulsados os factos, o Conselho de Disciplina da FAF, órgão competente para o estabelecimento da ordem, reconhece que, no que toca aos contratos dos jogadores, estes existem, apesar de terem sido assinados tardiamente, muito depois dos prazos de inscrições estipulados pela FAF.
Em virtude dos incumprimentos observados na tramitação do processo em causa, o CD da FAF acusa o Conselho Técnico e Desportivo de ter agido de má fé, o que pressupõe a existência de negligência da parte dos membros daquele órgão que rege os aspectos técnicos da FAF, pois, constata-se nos autos de que o clube em causa não cumpriu com o estatuído nos diversos comunicados relativos às inscrições.
Neste contexto, o Conselho de Disciplina da FAF dá o merecido provimento à reclamação apresentada pela APF do Uíje e reafirma o cumprimento escrupuloso dos regulamentos e comunicados na inscrição dos clubes.  


CONSELHO
TÉCNICO E DESPORTIVO 
Federação
pune membros
por \"negligência grave\"

Três membros do Conselho Técnico e Desportivo (CTD) da Federação Angolana de Futebol (FAF) foram punidos por negligência, em virtude de terem permitido a inscrição do Santa Rita de Cássia FC, sem que este clube tenha cumprido com as normas impostas pela FAF, conforme consta de um documento em posse do Jornal dos Desportos.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Disciplina da FAF, depois deste órgão ter notado que houve implicação dos referidos membros no processo em referência, pelo que são punidos com suspensões, bem como com pagamento de multas.
Ao presidente do Conselho Técnico, Jeremias Simão, foi aplicada uma suspensão de trinta (30) dias, acrescida do pagamento de uma multa no valor de mil dólares norte-americanos ( Usd 1000.00), ao câmbio do dia no banco comercial em que este fizer o depósito.

Quanto aos outros dois funcionários, nomeadamente Adão Simão e Laureano Nguenge, o Conselho de Disciplina da FAF aplica uma suspensão de vinte e um (21) dias, bem como o pagamento de multa no valor de setecentos e cinquenta (Usd 750) dólares norte-americanos para cada um.
Devido ao carácter do crime, considerando a existência de indícios de corrupção activa, o CD da FAF orienta que deve haver a extracção de cópias e a remissão para o Serviço Provincial de Investigação Criminal de Luanda, com vista ao apuramento dos factos e devida responsabilização dos autores nos termos da legislação penal em vigor.                 
   AP