Jornal dos Desportos

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Futebol

APFVGUL justifica falta de comparncia

Augusto Panzo - 09 de Novembro, 2017

Velhas guardas da Hula e do Uge disputam a grande final

Fotografia: Jose Soares

A direcção da Associação Provincial de Futebol de Velhas Guardas de Luanda (APFVGUL), endereçou uma nota ao Jornal dos Desportos, em que justifica à Liga de Futebol das Velhas Guardas de Luanda (Lifuvega) as razões da falta de comparência atribuída ao seu filiado, na partida referente a uma das meias-finais do torneio inter -provincial \"11 de Novembro\".
Para o referido desafio, a selecção da capital devia deslocar-se  ao Lubango, com o propósito de defrontar à sua congénere local, facto que acabou por não acontecer.
 Em função disso, a instituição presidida por Paulo Jorge Pereira da Gama Magueijo, avança que por razões alheias à sua vontade, não foi possível à selecção provincial de Luanda estar presente no palco do jogo, referente à uma das meias-finais da Taça “11 de Novembro”, diante da similar da Huíla. A APFVGUL destaca ainda, ciente da sua responsabilidade, a instituição tentou fazer tudo ao seu alcance e não só, no sentido de que a viagem fosse realizada, porém, sem êxito.
“Salientamos, que foi feito todo o esforço, no sentido de nos deslocarmos à cidade do Lubango, como o envio de solicitação de apoio pela Força Aérea Nacional, na intenção de nos disponibilizar uma aeronave para a deslocação no dia 4 de Novembro do corrente”, lê-se no documento.
\"Assim como contactos mantidos com a direcção do Clube Desportivo da Huíla, para a facilitação de hospedagem e alimentação da nossa caravana, mas tudo isso não foi possível, devido ao cancelamento do voo da FAN para a Huíla, por orientações superiores, fundamenta a nota.
  Outrossim, a direcção da APFVGUL acrescenta no documento,  mesmo depois de goradas as hipóteses de viajar no sábado dia 4 de Novembro, a delegação luandense voltou a comparecer no aeroporto no domingo, mas sem êxito.
\"Ainda assim, depois do fracasso de sábado, voltámos a concentrar-nos no aeroporto no domingo dia 5 de Novembro, no período das 7h00 às 13h30, sob suporte da Lifuvega. As informações que nos foram avançadas eram de que por orientações superiores, as aeronaves disponíveis deveriam primeiro apoiar os meios e membros da caravana de Sua Excia o Senhor presidente da República a Cabinda\", elucida a nota da APFVGUL. 
   Por força dos argumentos aqui esgrimidos, a direcção da Associação da velha guarda de Luanda solicita à direcção da Lifuvega, o devido pronunciamento sobre o jogo de uma das meias-finais da taça “11 de Novembro”, do referido torneio inter-provincial.
       
JOGO DA FINAL
Lifuvega descarta alteração  
 

O vice-presidente da Liga de Futebol das Velhas Guardas de Luanda (Lifuvega), João Pereira da Gama “Pik”, reconfirmou ontem ao JD que o jogo da final do torneio inter-provincial das velhas guardas entre as selecções da Huíla e do Uíge será disputado mesmo no próximo dia 11 de Novembro na cidade do Lubango, conforme previsto.
“Já não haverá nenhuma alteração da nossa programação. O jogo da final inter-provincial da “Taça 11 de Novembro” em velhas guardas será mesmo realizado sábado, na cidade do Lubango, entre as selecções da Huíla e do Uíge”, esclareceu aquele dirigente associativo.
João Pereira da Gama  “Pik” fundamenta que, o justificativo apresentado pela APFVGUL não faz sentido, na medida em que tudo foi posto à disposição daquela instituição no sentido de colocar a selecção de Luanda a tempo no palco do jogo. “Acho que a justificação de que o montante financeiro posto à disposição da delegação luandense era insuficiente não nos convence, porque era esse mesmo valor que sempre colocamos à disposição das selecções que se deslocam das suas regiões de origem para outras, a fim de disputar jogos. Então isso não pode ser justificativo pela falta de comparência”, defendeu o vice-presidente da Lifuvega.
O responsável acrescenta que, caso a Lifuvega atendesse ao pedido da APFVGUL iria abrir um precedente contrário à lisura do seu funcionamento, pois, seria visto como forma de proteger a selecção da capital do país.
Se nós aceitássemos o pedido da APFVGUL estaríamos a abrir um grave precedente, porque seriamos vistos como defensores da equipa de Luanda.
Então, o melhor foi mesmo não atender à aludida solicitação, de maneira a mantermos intacta a nossa imparcialidade neste tipo de casos\", aclarou.