Jornal dos Desportos

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Futebol

Árbitros baralham conselho central

Betumeleano Ferr?o - 14 de Fevereiro, 2017

Conselho tem vinte e seis árbitros e cinquenta assistentes para esta época

Fotografia: José Cola

A primeira jornada do Girabola ZAP trouxe à superfície um dos grandes problemas com que o Conselho Central de Árbitros de Futebol de Angola "CCAFA" pode confrontar esta época, reconheceu o presidente da referida instituição.

Jorge Mário Fernandes revelou que o número de árbitros, 26 no total, e 50 árbitros assistentes, é elevado para 30 jornadas que tem o campeonato nacional.

A solução ideal, para o dirigente, era a criação de "mais campeonatos", em que os árbitros da primeira divisão, ou seja, os juízes de categoria internacional e de categoria nacional, tivessem sempre a oportunidade de actuar.

"Eu acho, que devia haver mais outras competições do estilo do Girabola, para que todos tivessem mais oportunidades de apitar", argumentou o responsável da arbitragem nacional.

O presidente do CCAFA reconhece que o quadro actual acaba por ser também um verdadeiro teste para os próprios árbitros, em alguns casos, assim como para os assistentes.

"Duas, três ou mais semanas, sem receber uma nomeação, é uma situação pouco agradável até para a direcção do Conselho, porque há muita gente que fica sem apitar durante muito tempo", lamentou.

A outra grande inquietação do Conselho, é o número elevado de comissários. Jorge Mário Fernandes não revelou quantos o Girabola ZAP necessita, mas foi claro em garantir que o número actual é elevado, e não é salutar.

"Não podemos ter um quadro elevado de comissários, senão também ficam muito tempo sem fazer nada", reconheceu o dirigente máximo da arbitragem nacional, preocupado com o cenário actual.

O campeonato tem em agenda oito desafios por jornada, e em cada um deles o CCAFA nomeia um quarteto composto de um árbitro principal, dois assistentes e um quarto árbitro. Contas feitas, numa semana são indicados 16 juízes principais, e igual número de assistentes entram em cena, em cada ronda.

Ainda que o Conselho se esforce ao máximo para dividir o mal pelas aldeias, em todas as jornadas dez árbitros principais, e 34 assistentes vão ficar sempre sem ter uma nomeação, o que é não é com para a classe.

A diferença entre os juízes e jogos é um facto, e pode repetir-se o mesmo cenário dos anos anteriores, em que alguns terminaram a época com muito mais nomeações do que outros.

O problema existe, e arrasta-se há alguns anos, mas o CCAFA na voz do presidente Jorge Mário Fernandes reconheceu quando procedeu ao encerramento do seminário para árbitros e comissários, que o quadro actual favorece pouco o desenvolvimento da arbitragem nacional.

O Jornal dos Desportos apurou, com base nas estatísticas em sua pose, que em 2015 e 2016 alguns árbitros de categoria internacional nem sequer terminaram a temporada com dez jogos apitados em todo o campeonato.