Jornal dos Desportos

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Futebol

Arruaa no duelo do estdio 22 de Junho

07 de Outubro, 2019

Imagem do lance mostra que a bola chutada por Bem Traor no transps por completo a linha de golo

Fotografia: Vigas da Purificao

O duelo, Interclube - FC Bravos do Maquis, um dos destaques da 7ª jornada do Girabola Zap 2029/2020, que se disputou no sábado, no Estádio 22 de Junho, em Luanda,  terminou empatado a uma bola e acabou por ser má propaganda para o futebol nacional. A arruaça que se registou no final do jogo, o golo (duvidoso) dos polícias marcado aos 90+5, por Ben Traoré, atirou para a \"lama\" o que de bom houve na partida ajuizada pelo árbitro Feliciano Lucas.
Aliás, o treinador Zeca Amaral, do FC Bravos do Maquis, afirmou que a equipa jogou em \"zona de terror\", a julgar pelos desacatos a seguir ao golo do senegalês, por isso, saiu triste com o que se passou no Rocha Pinto.
A alegada agressão ao extremo/avançado Amaro, pelo chefe do Departamento de Futebol do Interclube, é apresentado pelo responsável técnico dos maquisardes como o pior momento na partida de sábado. 
\"O pior que aconteceu, foi o chefe do Departamento de Futebol (do Interclube, Gerry) ter agredido o meu jogador  (Amaro). Se nós temos aqui (Estádio 22 de Junho) polícias é para proteger e não é para deixar agredir-nos. Não se esqueçam que o outro indivíduo  é o mesmo que agrediu o fiscal de linha Júlio Lemos, as imagens sobre isso são claras. Nós não podemos vir para um campo, em clima de terror\", disse.
Embora não apoie a atitude dos jogadores, que tentaram agredir o árbitro assistente (Horácio Tchissingui) que validou o golo, o categorizado técnico garante que os seus atletas apenas reagiram à fraude. 
\"A reacção dos nossos jogadores é clara, é de uma equipa que foi roubada. Já vi a imagem da Televisão Pública de Angola e a bola não passa a linha de golo\", referiu.
Com base nisso, o responsável técnico da equipa do FC Bravos do Maquis, apela à Federação Angolana de Futebol (FAF) para ter coragem e invalidar o resultado, pois, em seu entender, \"houve adulteração do resultado\".
\"O árbitro inventou aqui (no 22 de Junho) um resultado. É condenável a atitude dos meus jogadores por abordarem o árbitro, pois, já não iria voltar atrás na decisão. Mais uma vez, se eu falar do histórico do árbitro, vou receber telefonemas, recados de que somos unidos. Vamos aguardar o comunicado da Federação Angolana de Futebol, pois, se existe fair- play no futebol, o jogo deve ser repetido, pois, se não há golo, há adulteração de resultados, houve falsidade\", disse.