Jornal dos Desportos

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Futebol

Assalto s Afrotaas

Betumeleano Ferro - 03 de Dezembro, 2018

1 de Agosto joga em defesa do prestgio que conquistou com suor e lgrimas

Fotografia: Edies Novembro

O Otoho do Congo é como o amigo que avisa, todavia, vai ser necessário aguardar até quarta-feira,  para ver se o 1º de Agosto prestou bem atenção, ou fez ouvidos de mercador, aos indicadores competitivos do adversário.
A segunda mão da preliminar da Champions 2018/2019 disputa-se no estádio Marien Ngouabi, a partir das 15h30, horas locais, um dos grandes motivos de interesse é a postura com que os militares iniciam o jogo. Ou puxam de imediato dos galões, ou dão esperanças aos congoleses, como fizeram em certo período do embate da primeira mão.
A vitória, com que o campeão angolano vai iniciar o jogo, foi arrancada a ferro. E, ainda bem que foi preciso transpirar, porque foi suficiente para ver que o 1º de Agosto é superior.
Agora, sabe dos perigos,  de relaxar antes de cumprir o dever, há todos os motivos para acreditar que os militares podem evitar embaraços desnecessários, se levarem para a casa alheia todas as coisas boas que mostraram para construir a vantagem de 4-2.O 1º de Agosto está a jogar, em defesa do prestígio que conquistou com suor e lágrimas. Por esta razão, é cedo demais para a equipa achar que pode adormecer à sombra do doce passado.
Adormecer sob o triunfo de Luanda, pode ser desastroso para os militares. É importante entrar em campo com a intenção de sentenciar em definitivo a sorte dos congoleses. Quanto mais vezes o jogo estiver a ser disputado em campo alheio, mais o curso da eliminatória se torna inalterável.
A Confederação Africana de Futebol nomeou árbitros do Gabão, para o ajuizar da segunda mão. A proximidade geográfica e linguística com o Congo, é apenas um mero detalhe, que não deve fazer o 1º de Agosto perder o foco nos seus objectivos.
Na verdade, se os militares forem competentes, em momento algum vão ter motivos de queixa, contra a equipa liderada por Pierre Atcho que vai ser auxiliado por Angelo Mambana e Felix Eyaga.
O Otoho, ainda está a engatinhar nas afrotaças, mas deu para ver no Estádio 11 de Novembro que quer ter pernas para andar.
É, pois, normal antever que os congoleses acreditem no custe o que custar, ainda mais porque forçaram o 1º de Agosto correr atrás do marcador de 2-0.
A boa atitude competitiva do Otoho, chegou a assustar o 1º de Agosto e assim é de esperar, que perante os seus adeptos ambicione um golpe fatal.
Para a surpresa, o campeão congolês precisa de fazer 2-0, 3-1 ou então, devolver o 4-2 e aguardar pelo desfecho da lotaria dos penáltis, enfim, todos os cenários são bons para os congoleses, é ponto assente que a equipa local vai querer algo sem espinhas, para acabar de uma só vez com a questão.
O Otoho apercebeu-se que esticou demais a corda, em Luanda, por isso, não tem como repetir a graça da vez passada, num abrir e fechar de olhos.
O 1º de Agosto deve estar de olhos abertos e prevenido contra o veneno inesperado, pelo que chegou a vez dos congoleses fazerem o mesmo que os militares: puxarem dos galões para mostrar superioridade em tudo.
A precisar do mínimo um 2-0, para ser falado no continente, o Otoho arrisca tudo  o que tem, para petiscar. É normal e até é um direito legitimo que tem,  porque com ou sem mérito, conseguiu fugir até ser alcançado e ultrapassado pelo 1º de Agosto.
É verdade que não há jogos iguais, contudo, como a esperança é a última a morrer, a equipa congolesa acredita que pode chegar aonde quer, sobretudo, se tiver algum ascendente no jogo.
O 1º de Agosto tem experiência acumulada, para tirar partido da situação em que se encontra. Ainda bem, que nas laterais e no meio, a equipa angolana tem imensa qualidade para impedir que o adversário chegue com tudo. Os militares têm de fazer o Otoho perceber, que se abrir muito, vai sofrer em casa.                                         


  MOTIVADO
1º de Agosto ambiciona
marcar em casa do adversário

O técnico-adjunto do 1ºAgosto, Ivo Traça, afirmou ontem, ao Jornal dos Desportos, que têm a ambição de marcar mais golos no jogo da próxima quarta-feira, às 16h00, diante da formação do AS Otôho D´oyo do Congo Brazzaville, em desafio referente a segunda mão da primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos.
\"O objectivo do 1º de Agosto é ir lá para fazer golos, porque se formos para defendermos o resultado ficamos muito vulneráveis e pode nos sair caro. Daí que vamos com o nosso ADN para jogar e fazermos um ou dois golos se for possível\",  disse o antigo médio militar no final do treino realizado no estádio França Ndalu.
O treinador reconheceu o valor do adversário e sublinhou que agora conhecem melhor o opositor e que vão com a lição bem estudada para conseguir um resultado positivo que lhes garanta a passagem na eliminatória.
\"A equipa do Congo mostrou ser um adversário forte. Sabe jogar e que tem um conceito de futebol muito apurado, mas já conhecemos esta equipa e vamos com a lição bem estudada. Acreditamos que vamos fazer um bom jogo na casa deles\", realçou.
O resultado da primeira mão dá garantias de voltar a fazer um segundo jogo com segurança e fazer com que o adversário prova do mesmo veneno. \"O resultado da primeira mão dá-nos garantias, mas não gostaríamos de sofrer mais dois jogos\", advertiu.
\"Não é nada bom em jogos de eliminatórias sofrermos em casa dois golos. Sofrer um já é complicado, quando são dois torna-se ainda mais delicado. Já conhecemos melhor o adversário e queremos contrapô-los da mesma forma como eles conseguiram fazer, dois golos em nossa casa. Acredito que podemos também fazer o mesmo lá\", frisou Ivo Traça.
O porta-voz da equipa técnica militar reconheceu que entraram pressionados, por tudo o que fizeram nesta prova na época anterior e com a goleada aplicada pelo arqui-rival Petro de Luanda, um dia antes. \"A equipa não entrou desconcentrada\", avaliou
\"Eu diria que entrou pressionada, em função do trabalho feito na edição passada. A exigência dos nossos adeptos, da imprensa e depois com o resultado do Petro, de 4-0, esperavam muito mais da nossa equipa. A pressão foi no bom sentido, da responsabilidade de querer ganhar o jogo a qualquer custo\", referiu.Ivo Traça avançou ainda que não tencionam voltar a passar por esta experiência no desafio de quarta-feira, pelo que, estão mais concentrados e confiantes para não jogarem sobre tensão.
\"Não queremos que isso volte a acontecer, pois, estamos mais concentrados\", concluiu. O campeão nacional viaja hoje às 12h00 para o Congo Brazzaville, onde realizam dois treinos.
Jorge Neto


JOGOS DA 2º MÃO
Anfitriões acreditam
na inversão da eliminatória

Depois do susto nos minutos iniciais, os militares partem para este jogo prevenidos e despidos de qualquer sentimento de superioridade. É verdade que a eliminatória está ao seu favor, mas alerta do técnico do Otoho do Congo de que a eliminatória continua em aberto, obriga a equipa angolana a estar prevenida para não ser surpreendida.
No jogo disputado no Estádio 11 de Novembro, a formação congolesa apresentou-se mais solta no relvado, tomando as rédeas do desafio, uma postura que Cervilie Epoyo pretende incutir para inverter a eliminatória a seu favor.
A equipa congolesa que surpreendeu tudo e todos em Luanda, quer tirar proveito do facto de ter marcado dois golos em casa do adversário, para levar a partida até às últimas consequência, recado deixado pelo seu treinador. \"Vamos dar o nosso melhor para invertermos a eliminatória\", precisou. 
Enquanto no Congo Brazzaville cresce a expectativa em torno da recepção ao 1º de Agosto, no Botswana, curiosamente, nas hostes do Orapa United a equipa técnica liderada por Mosomotsi Mpote acredita que pode virar o resultado no jogo da segunda \"mão\".
A derrota de 4-0, sofrida fora de casa na visita ao Petro de Luanda, não amedronta os swaneses. O treinador admitiu que o seu grupo apresentou-se frágil defensivamente, sobretudo na segunda parte, por isso, está confiante numa atitude mais cometitiva
O timoneiro do Orapa United disse que em Gaberone tudo será diferente e que sua equipa pode igualmente marcar quatro golos, embora reconhece potencial dos angolanos, um adversário poderoso. \"Defendemos mal na segunda parte dai sofrermos três golos dos quais dois seguidos. Também faltou alguma sorte aos meus jogadores das vezes que atacamos\", avaliou.


TAÇA DA CONFEDERAÇÃO
Petro esta com  conforto
 em casa do Orapa United

A segunda mão da preliminar,  Orapa United -Petro de Luanda, parece mais de cumprir calendário, do que ver um milagre acontecer no Itekeng Stadium, na cidade FrancisTown (Botswana), 
O jogo disputa-se na quarta-feira às 19 horas,com uma certeza absoluta: os tricolores estão na sua zona de conforto, têm uma larga vantagem de 4-0,  mais do que suficiente, portanto,  para com antecedência poder afiramar que tem o que precisa para apurar-se para a próxima fase da Taça da Confederação.
Sem precisar de correr atrás do vento, os tricolores têm de confirmar o apuramento e nada mais. É inconcebível aceitar que numa eliminatória, a equipa que está com a mão na massa, entre em campo de joelhos vacilantes, a ponto de ser incapaz de mostrar-se ao adversário.
Com ou sem ritmo de treino, ao Petro de Luanda exige-se que.. chegue, veja e se apure. É grande a distância que separa os contendores, para ver a equipa angolana ver a caravana passar.
Os tricolores até sabem, como ser-se cínicos, para pôr em xeque o adversário. Quem esteve atento à primeira mão, viu que o Petro soube aparecer nos momentos certos, para acertar os golpes de eficiência que lhe deu o conforto na eliminatória.
É isto que tem de voltar a acontecer. Mesmo sem precisar de golos, a equipa angolana tem de fingir que está sedenta. Pode ser determinante para aparecer com postura ofensiva, afinal, não é fácil fazer sacrifício a quem tenha abundância.
A larga vantagem na eliminatória deve fazer que o Petro de Luanda  experimente extramuros,  o que os adeptos muitos reclamam, conciliar a exibição ao resultado.
 É verdade, que os tricolores não vão encontrar um ambiente hostil,  nem imensas cobranças das bancadas, porém, é claro que a equipa tem as condições ideais para soltar-se a fim de ir ao encontro do que lhe falta e já causou um certo mal - estar interno.
O Petro de Luanda está pesado, com a vantagem, mas nem por isso vai imitar a jibóia,  é ponto assente que os tricolores têm um pé na outra fase,  ainda faltam 90 minutos que devem ser encarados com toda a seriedade competitiva, para não resultar em menosprezo pelo adversário, uma atitude sobranceira que não trás qualquer tipo de benefício para o Petro.A diferença entre os contendores está evidente no resultado. Ainda assim, há todos os motivos para esperar que o Orapa saia da eliminatória de cabeça erguida, mesmo que seja impossível operar o milagre da qualificação.É justo, que a equipa caseira anseie um resultado diferente, um empate já era alguma coisa,  fique claro que um triunfo é o que dá dignidade aos anfitriões.O medo da dose dupla não vai fazer com que o Orapa United perca a vontade, de pelo menos, travar o que parece marcha imparável do Petro de Luanda.
Agora, com mais dias para meditar e tirar conclusões, o Orapa deve ter concluído que tem o necessário para ser adversário, que os tricolores não tiveram na primeira mão.
A vontade de corrigir a má imagem que deixou na capital angolana vai fazer com que a equipa caseira respeite muito mais os seus limites, sem a mesma qualidade de responder da mesma moeda. Tem de aceitar as migalhas que o Petro deixar cair da figurativa mesa farta.
Bem adiantado na eliminatória, o Petro de Luanda  tem de ser igual a si mesmo. Não precisa de provar nada a ninguém, é normal que os adeptos locais estejam curiosos de ver os tricolores mostrar todo o seu reportório, e não é por causa disso que o Petro vai fazer tudo ao mesmo tempo para impressionar quem estiver no relvado ou na bancada.Além de ambicionar uma nova vitória, aos tricolores  pede-se o controlo total do jogo. Se isto acontecer, o Orapa não  consegue ser assanhado.
 Até pode tentar, todavia, o poder de fogo do Petro deve ser determinante para desencorajar o anfitrião querer erguer a cabeça.
 BETUMELEANO FERRÃO


MORAL ALTO
Bianchi exalta confiança no balneário


O treinador do Petro de Luanda, Beto Bianchi, disse ontem que a sua equipa está muito bem depois dos treinos que realizou ao longo da semana passada, em que corrigiu os erros que ainda sobressaem na equipa, com vista o jogo de terça-feira às 19 horas, com Orapa United do Botswana, em Francistown, para a segunda mão das preliminares de acesso à fase de grupo da Taça da Confederação.
\"Estarmos completamente preparados, é um jogo muito importante para nós\" , afirmou durante a conferência de imprensa, no Complexo desportivo Catetão, em que abordou outros pormenores do desafio.
O treinador disse, que o médio Mira vai ser o grande ausente do jogo, por sofrer de uma lesão no tornozelo direito, está a ser assistido no departamento médico do clube.
Caranga teve uma pequena lesão no joelho, já voltou a treinar, de acordo com o técnico, depende da recuperação. O Herenilson, apesar da gripe, trabalhou ontem durante meia hora, antes da conferência. Manguxi e Bugus continuam fora do grupo devido às lesões que se arrastam há muito tempo.
Beto Bianchi afirmou, que o treino de ontem serviu para corrigirem alguns erros tácticos. Orientou lances de bolas paradas e de cruzamentos. \"Os jogadores devem melhorar dia-a-dia,  por isso, tive de aumentar o nível de exigência, para pudermos ganhar o jogo,\" esclareceu.Depois do jogo da primeira mão, em Luanda, em que a sua equipao venceu, por 4-0, o treinador considera que estão galvanizados para a decisão do jogo da segunda mão, mas garante que nada ainda está definido. \"Temos um resultado a favor, mas  não definitivo, precisamos de aumentar a confiança, o nosso objectivo é passar a eliminatoria\", sublinhou.
Beto Bianchi reconheceu, que o adeversário, apesar de dar ao público imprensão de ser uma equipa fraca, tem um bom desempenho no aspecto técnico e táctico.
\" O Orapa é uma equipa forte. Foi o bom trabalho dos nossos jogadores que fez minimizar o trabalho que realizou, mas tem qualidade. Vimos que sabe o que fazer com a bola, tem vários jogadores bons, muitos jogam na seleção nacional\", constatou o técnico brasileiro.
O Petro de Luanda viaja às 14 hora da segunda - feira, via Francistown, em voo da Sonair, com uma caravana de 35 pessoas, desde a equipa técnica, dirigentes, 18 jogadores e um convidado da FAF.
 EDIVALDO LEMOS