Jornal dos Desportos

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Futebol

Associao de treinadores traa planos para o futuro

27 de Março, 2017

Emtidade que no Pas aglutina os treinadores de futebol est preocupada com a actactividade dos mesmos profissionais

Fotografia: Paulo Mulaza | Edies Novembro

A Associação de Treinadores de Futebol de Angola(ATEFA), reuniu-se, na passada sexta-feira, para fazer o balanço dos seus primeiros três meses de vida. A reunião, realizada na sala de reuniões da FAF, foi presidida pelo seu presidente, o técnico Zeca Amaral.

Durante o encontro, que contou com a presença de Domingos Inguila, Daniel Cata, Mário Calado, João Machado, Nando Jordão, Miller Gomes, dentre outros membros, o organismo que defende o bom nome dos técnicos nacionais, para além de balancear o que foi realizado até aqui, traçou as estratégias para os próximos quatro anos.

Durante a reunião ficou a saber-se que há treinadores (principal e adjunto) que dirigem equipas do Girabola, que não preenchem os requisitos mínimos de acesso a profissão. Requisitos estes estabelecidos no Protocolo de Cooperação rubricado com a actual direcção da FAF.

A aquisição de uma sede é, neste momento, a grande prioridade do organismo. Assim é que foram encetados contactos com diversos organismos, dentre os quais o MJD, que na pessoa da Secretária de Estado dos Desportos, prontificou-se em ajudar na solução desta prioridade da ATEFA, dentro das suas possibilidades.

A falta de uma sede tem dificultado as actividades do organismo, como disse Zeca Amaral, que acredita que, nos próximos dois/três meses, o organismo possa dispor já de um espaço próprio que deia mais dignidade a organização.

A formação dos seus associados é outra das prioridades do organismo. Com base nisso a ATEFA procura por patrocinadores, de modos a que consiga traduzir na prática este propósito.

Assim é que foram encetados contactos com várias empresas para angariamento de recursos.Um dos organismos contactados é o BANC, que neste momento não tem condições para satisfazer o pedido da ATEFA, que se substancia no estabelecimento de uma parceria entre os dois organismos.

CABINDA
Presidente da Associação clama por apoios


O presidente da Associação Provincial de Futebol de Cabinda, Joaquim Mota, disse nesta cidade, que a falta de apoios financeiros e de materiais desportivos por parte das autoridades competentes está a comprometer o desenvolvimento da modalidade nesta região.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o dirigente admitiu que a falta de patrocínios por parte dos empresários locais e das instituições competentes vão atrasar a concretização das acções que constam no programa estratégico para o quadriénio 2016/2020, que visam desenvolver a prática de futebol em toda a extensão da província.

Acrescentou que devido a falta de apoios financeiros e de material desportivo, os responsáveis dos clubes e das equipas filiadas na APF local mostram-se desmotivados em continuarem a competir nas provas internas.

  “O destino que a modalidade está a ter em Cabinda é triste, pelo facto de ser uma das localidades do país que realiza regularmente os campeonatos províncias com mais de doze equipas. Aliás, o futebol está na curva descendente, não por falta de atletas ou de técnicos, mas por falta de apoios financeiros e de material desportivo”, disse.

Referiu que as equipas de Cabinda não conseguem ascender a I Divisão do campeonato nacional por falta de uma aposta seria dos empresários locais e das autoridades competentes.

“Em Cabinda existe um potencial forte para o desenvolvimento da modalidade no seio da juventude. Se os empresários apostassem nos clubes teríamos pelo menos uma equipa a disputar o Girabola Zap”, sublinhou o dirigente. 

Por último, Joaquim Mota pede aos empresários maior sensibilidade. “Apelamos as empresas de exploração de inertes e madeira para contribuíssem na expansão da modalidade nos quatro municípios da província”, disse.    
JOAQUIM SUAMI, em Cabinda
 

FORMAÇÃO
Bolsas para beneficiar
os técnicos


Dentro da estratégia para colocar em prática o plano de formação de treinadores para os próximos quatro anos, Zeca Amaral e Mário Calado tiveram um encontro com a direcção do Instituto  de Bolsas. 

O encontro este que visou sobretudo alertar aquela instituiçãopara que o futebol seja igualmente abrangido na concessão de bolsas.Todos os organismos do país são beneficiados com bolsas de estudo no exterior, menos o futebol, que tem sido relegado para plano secundário. Foi com este propósito que a direcção da ATEFA procurou alertar o Instittuto.

Os treinadores angolanos sentem-se marginalizados, comparado com outros profissionais, que anualmente beneficiam de bolsas de estudo no exterior.
O Instituto, dentro das suas possibilidades, e o Ministério da Juventude e Desportos, deveriam assinar protocolos com outros organismos internacionais para que os treinadores de futebol, e não só, possam elevar o seu nível académico.

Dentro do estabelecido para os próximos quatro anos, a ATEFA tem em carteira um vasto programa para a formação dos seus associados, dentro do plano de desenvolvimento do futebol, quer interno como eterno.Assim é que para este ano estão agendados 4 Cursos Básicos e 2 Licenças C; 2018: 6 Cursos Básicos; 2 Licenças C e 1 Licença A; 2019: 6 Cursos Básicos e 2 Licenças C; 2020: 6 Cursos Básicos; 2 Licenças C e 1 Licença A.