Jornal dos Desportos

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Futebol

Associaes de futebol do carto amarelo FAF

Edvaldo Lemos - 26 de Novembro, 2018

Treze responsveis associativos avaliaram sbado em Luanda desempenho do rgo federativo

Fotografia: M.Machangongo | Edies Novembro

A direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) recebeu, sábado último, um \"cartão amarelo\" das associações provinciais da modalidade (APF), cujos presidentes, 13 no total, reuniram-se no anfiteatro do hotel Mana Lú, em Luanda, para avaliar  o desempenho do elenco de Artur Almeida e Silva e algumas irregularidades que se verificam no mandato, que termina em 2020. 
O presidente da Associação Provincial de Futebol de Benguela (APFB) e porta-voz do encontro, António Costa, mostrou-se insatisfeito pelo modo como as coisas andam na direcção da FAF e espera que a reunião de sábado, entre os responsáveis máximo das APF, possa contribuir no melhoramento da situação.
\"Estávamos reunidos aqui (em Luanda) 13 associações, com excepção das províncias da Lunda Norte, Namibe, Cuando Cubango, Moxico e Malanje, queremos dar o nosso contributo para que este quadro (mal-estar no seio da direcção da FAF) seja alterado\", referiu. 
A reunião dos presidentes das APF, que decorreu à porta fechada, produziu um comunicado final, onde constam algumas reclamações e aconselhamentos que serão encaminhados, ainda hoje, segundo António Costa, à direcção da FAF, sem que haja interferência no programa de trabalho do órgão reitor do futebol.
\"Realizámos esta reunião, para que possamos levar à direcção da FAF os nossos conselhos, nós não podemos interferir naquilo que é acção executiva da direcção da FAF, apenas dar conselhos\", disse.
As demissões que se verificam no elenco de Artur Almeida e Silva, a falta de entendimento entre os membros da FAF e as assimetrias regionais, está entre as grandes preocupações dos dirigentes das APF.
 \"Discutimos esses assuntos, porque estamos preocupados com as demissões que se verificam na FAF, ocorreram muitas demissões e isso põe em perigo a continuidade desta direcção em cumprir com o seu programa\", sustentou.
O dirigente desportivo informou, que tudo estão a fazer para que a direcção eleita cumpra com o seu mandato, aliás, assegurou António Costa, que um dos grandes objectivos das APF é de ajudar o órgão reitor do futebol angolano a encontrar um caminho certo, para conduzir a modalidade no país.
\"Nós não queremos, de modo algum, ser cúmplice da demissão desta direcção, pelo contrario, só queremos ajudar, estamos a trabalhar no sentido desta direcção chegar ao fim do seu mandato, portanto, somos contra a interrupção de mandatos \", frisou.
Os participantes ao encontro de sábado, segundo ainda António Costa, lamentaram o facto de a FAF usar \"dois pesos e uma medida\", no que diz respeito ao acompanhamento aos filiados.
\"Algumas províncias são privilegiados em detrimento de outras e isso tem contribuído para o fraco desenvolvimento da modalidade em certas paragens. A falta de harmonia entre os dirigentes da FAF, desestabiliza o ritmo de crescimento, por isso é preciso levar o futebol em todos cantos do país\", referiu.


PORTA-VOZ DO ENCONTRO
“Queremos  harmonia  no  futebol”


Os 13 presidentes das Associações Provinciais de Futebol (APF) que, sábado último, em Luanda, avaliaram o desempenho do actual elenco federativo e discutiram sobre a \"onda\" de demissões no seio da FAF, asseguraram à imprensa no final do encontro, que falta muito por fazer em prol da modalidade e se tem verificado uma falta de atenção por aquilo que se tem batido.
António Costa, presidente de direcção da APF de Benguela e porta-voz do encontro,  acredita que a reunião de Luanda possa trazer melhorias, após ser entregue o comunicado à direcção da FAF. 
\"Estamos a trabalhar para participar no esforço de termos um futebol que possa caminhar bem, para o seu desenvolvimento. Nós, APF, achamos que deve haver harmonia, isso é a chave do sucesso, essa é a nossa preocupação. A direcção da FAF se perder a direcção, isso em função das demissões que se registam, não terá condições para continuar até o final do seu mandato, por isso queremos ajudar, com os nossos conselhos, para que as pessoas dessa direcção permanecem até o final do seu mandato, em 2020\", disse.
Já Agostinho Neves António, presidente da Associação Provincial de Futebol do Uíge (APFU),  um dos presentes no encontro de sábado último, em Luanda, lamentou o facto de ainda não se considerar profissional o futebol angolano e apelou para mais incentivos da parte dos empresários e de quem de direito.
 \"Já é altura de profissionalizarmos o futebol nacional. As coisas não estão boas, isso é verdade, mas estamos aqui não apenas para criticar. Reunimos para encontrar formas de ajudar a própria FAF, porque queremos melhorias\", rematou. 
 EL