Jornal dos Desportos

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Futebol

Azulo assume chefia de artilharia

Jorge Neto - 31 de Dezembro, 2018

O avançado brasileiro, da equipa do Petro de Luanda, Tiago Azulão, confirmou o estatuto de goleador, ao conservar o título de melhor marcador do Girabola Zap 2018, em que rubricou 20 golos, repetiu a proeza conquistada na época anterior.
O camisola 20 tricolor, não deu tréguas à concorrência e destacou-se na lista de artilheiros do campeonato nacional, com a eficiência que demonstrou nas duas épocas e meias anteriores, sob orientação do seu compatriota, o técnico Beto Bianchi.
Tiago Azulão desfalcou a formação tricolor, em alguns desafios, um facto que não tirou o foco ao goleador com faro para as balizas adversárias, concorreu com o seu compatriota, o avançado brasileiro Magrão, do Recreativo do Libolo, contratado na segunda volta do anterior Girabola,  somente neste período marcou 14 golos.
Os defesas não encontraram o antídoto para travar Tiago Azulão, que em 2017 conquistou o troféu e ganhou ainda o prémio de melhor jogador do Girabola Zap, na gala organizada pela Federação Angolana de Futebol. 
Desde a saída de Gelson Dala, do campeonato nacional em 2016, o avançado brasileiro assumiu a artilharia da competição e acumulou o título, em duas ocasiões, deixou a concorrência para trás.

Conformismo e desalento

Assim, como o Petro de Luanda, outras equipas entraram esperançadas no campeonato, procuraram o melhor lugar no comboio do título. No decorrer da jornada perderam o assento,  tiveram de conformar-se que o futebol também está como na política.
Admitiram, que até podem aparecer umas surpresas, mas a luta acaba sempre por ser entre os dois colossos. A bipolarização fez com que o Interclube, Kabuscorp e o Libolo ficassem sem muitos motivos para rir, da desgraça alheia.
Em determinados momentos do campeonato, sobretudo, na primeira volta, os polícias tiveram autoridade e mexeram com o topo. Porém, nem o  discurso cauteloso da direcção e do treinador, impediu todos de verem que no Rocha Pinto estava um candidato.
Infelizmente, no Estádio 22 de Junho, a postura da equipa foi sol de pouca dura. Como a alegria do pobre, o pronunciamento feito pelo presidente Alves Simões, no balanço da primeira volta, parece que foi o ponto de viragem, a equipa perdeu o foco com relação aos seus objectivos.
O Interclube esqueceu-se do benefício de campeão, ou seja, os que fazem a festa final, às vezes são os que mais se beneficiam dos erros da arbitragem. 
Hoje é fácil, que não foi isso o que aconteceu, mas contra factos não há argumentos, os polícias viram defeitos no mérito dos militares, permitiram que as falhas alheias se intrometessem na sua caminhada, o fracasso veio com naturalidade.
À semelhança do seu presidente, o Kabuscorp do Palanca acreditou até onde foi possível. Vontade de conquistar o segundo título, os palanquinos demonstraram em demasia, mas no final aconteceu o que o próprio Kangamba várias vezes  frisou nos seus pronunciamentos públicos, o Kabuscorp não passou das intenções. O discurso não teve argumentos convincentes , com o passar das jornadas, a equipa saiu do comboio do título.
O Recreativo do Libolo tentou  tudo diferente, a partir de uma nova base, contudo, os alicerces lançados não demoraram muito tempo a ruir. Por mais competência que Kito Ribeiro tenha,  não tinha como sobressair, numa equipa que mexeu muito no seu plantel. As referências que partiram não foram colmatadas com o devido reforço, por isso, o Libolo ficou a ver a banda passar. BF