Jornal dos Desportos

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Futebol

Benfica iliba ex-vice-presidentes

Paulo Caculo - 26 de Abril, 2018

Augusto da Silva “Alvarito” acusado de autorizar o depósito na conta bancária da árbitra internacional Marximina Bernardo

Fotografia: M.Machangongo |Edições Novembro

A direcção do Sport Luanda e Benfica repudia as suspensões aplicadas pelo Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol (FAF) aos antigos vice-presidentes e sócios do clube, Carlos Brecha e Mário Rocha, e deplora a associação dos mesmos ao caso de suposto crime de corrupção à árbitra Marximina Bernardo.

O Jornal dos Desportos apurou de uma fonte da direcção das águias, que o Conselho de Disciplina da FAF procedeu mal, ao suspender duas pessoas que já não exercem funções no clube desde 2016, ano que encerrou o mandato da direcção, então presidida pelo arquitecto Joaquim Sebastião.

“As pessoas que foram castigadas, já não exercem qualquer função no quadro directivo do Benfica de Luanda, desde 2016. Não faz sentido ,suspender quem já não está em funções”, esclareceu a fonte.

Acrescenta, por outro lado, que o caso julgado pelo Conselho de Disciplina é de fórum criminal, pelo que sugere  a fonte, devia ser remetido ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) para melhor análise, na medida em que qualquer acto de corrupção deve ser considerado crime.

“O Conselho de Disciplina da Federação não tem vocação e nem ferramentas para tratar de casos do género. Aqui, devia entrar a Polícia para investigar se houve ou não matéria de crime, e se comprovasse, identificar as verdadeiras pessoas que estão envolvidas no crime. É assim, que temos visto noutros casos semelhantes, em Portugal e em outros países. Veja, no caso que envolve o Benfica de Portugal, se é a Federação que está a investigar? É a Polícia Judiciária portuguesa”, sustentou.

A mesma fonte da direcção do Benfica de Luanda sublinha, ainda, que o único responsável para autorizar que fosse feito um depósito na conta bancária da árbitra Marximina Bernardo,  é Augusto da Silva “Alvarito”, que na altura exercia as funções de secretário -geral do clube, foi afastado por isso, em 2017, “por abuso de poder, desvio de fundos e utilização indevida dos meios do clube”.

“Ao contrário do que se pensa, há um depósito feito por um funcionário da tesouraria do clube, que era a pessoa que trabalhava directamente com o antigo secretário - geral, o senhor Alvarito. O funcionário que fez o depósito não era funcionário directo dos vice-presidentes Mário Rocha e Carlos Brecha, mas prestava contas ao senhor Alvarito, enquanto secretário -geral”, explicou.