Jornal dos Desportos

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Futebol

Benguelenses contra Federao de Futebol

Jlio Gaiano - Benguela - 05 de Abril, 2018

Federao Angolana de Futebol (FAF), com pena de 12 meses

Fotografia: Paulo Mulaza| Edies Novembro

A suspensão do técnico José Agostinho “Tramagal” pela Federação Angolana de Futebol (FAF), com pena de 12 meses, acrescida de multa de 2 milhões de kwanzas, está a provocar desânimo nas hostes do 1º de Maio de Benguela. A direcção considera ilegal a medida,  promete recorrer para ser reposta a legalidade.

A situação não está para menos. Uma onda de solidariedade cresce todos os dias em torno da equipa do 1º de Maio de Benguela, que desde a 5ª jornada se vê  impossibilitada  de contar com o técnico no banco de suplentes. Os jogadores sentem-se órfãos e a FAF é chamada a rever a posição, a menos que esteja preparada para acarretar com as consequências que resultarem da posição. 

O ambiente é de tristeza e de muita apreensão. Muitos questionam o que de concreto aconteceu para aplicar tamanho castigo, que acaba por defraudar todo um projecto gizado pelo clube. Para muitos, a direcção da FAF está a comportar-se como autêntico demolidor,  ou seja, para os benguelenses, o elenco liderado por Artur Almeida e Silva  age como verdadeira “picareta”. Por isso, manifestam a sua decepção. 

O vice-presidente para a esfera Jurídica do 1º de Maio de Benguela, Victorino Visele, aconselha a calma aos apoiantes do clube, e garantiu que a sua direcção está a fazer tudo para dentro dos prazos legais, recorrer da decisão tomada contra o técnico José Agostinho “Tramagal”.

 “Estamos a trabalhar para se repor a verdade neste processo. A decisão em si, viola o princípio do contraditório, pior do que isso, a FAF tomou a decisão desta natureza, de livre arbítrio. Não fomos ouvidos e tão pouco notificados. Soubemos tudo depois da sentença. É triste, acontecer situações como estas, em pleno século XXI. Por isso, estamos no direito de reclamar pela reposição da verdade”, comentou.

De recordar, que no desafio com o Desportivo da Huíla (empate nulo), o técnico do 1º de Maio de Benguela foi convidado a abandonar o banco, quando alertava ao árbitro assistente a existência de uma bola a mais no rectângulo de jogo, justamente, na altura em que a equipa adversária se balanceava para o ataque. Resistiu à ordem de expulsão e pior do que isso, exteriorizou toda a “fúria” na bola, chutou-a despropositadamente contra a vedação do campo. 

No entender da FAF, a atitude foi uma verdadeira ameaça à agressão física e moral, não só contra os árbitros, como também contra a assistência presente no Estádio. Daí, a pesada multa contra o professor José Agostinho “Tramagal” que arrisca a ficar um ano sem orientar a equipa, a partir do banco de suplentes.