Jornal dos Desportos

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Futebol

CHAN pode consumir milhes de dlares

Augusto Panzo - 08 de Dezembro, 2017

Federao Angolana de Futebol (FAF) apresenta proposta oramental para a temporada desportiva de 2018

Fotografia: Vigas da Purificao Edies Novembro

A Federação Angolana de Futebol (FAF) apresentou já a sua proposta orçamental para a época desportiva de 2018, que vais ser discutida na Assembleia Geral Ordinária agendada para 18 do corrente, cujo destaque vai para a participação da selecção nacional de honras no Campeonato Africano de Nações para jogadores que actuam nas provas internas (CHAN), que se disputa de 12 de Janeiro a 4 de Fevereiro próximo, em Marrocos.
Para a referida competição, os Palancas Negras têm um orçamento fixado em 154 milhões e 240 mil kwanzas, dos quais onze milhões e duzentos e quarenta mil são destinados ao alojamento da delegação e doze milhões para o transporte.
As ajudas de custos para os integrantes da selecção estão calculados em dez milhões de kwanzas, enquanto os valores dos prémios de jogos estão fixados em setenta e sete milhões e duzentos mil kwanzas.
O orçamento prevê ainda a organização, cujo bolo fica nos cinco milhões de kwanzas, e o seguro dos atletas, que está calculado em dois milhões e quatrocentos mil kwanzas, ao passo que as despesas médicas vão "engolir" um valor de quatro milhões de kwanzas.
Outra despesa mais avultada tem a ver com diária para com os funcionários, que está fixada em vinte e oito milhões de kwanzas, enquanto o centro de estágios tem um bolo do valor de três milhões de kwanzas e as conferências de imprensa vão ter um gasto de novecentos mil kwanzas.
Para a mesma selecção, mas no torneio da Cosafa, a federação traçou um plano orçamental sessenta e nove milhões quatrocentos e sessenta e um mil e setecentos e oitenta kwanzas, dos quais sete milhões vão para as despesas do alojamento dos jogadores e delegações federativas.
Fazem ainda parte da despesa para a Cosafa as cifras de dez milhões de kwanzas para o transporte, sete milhões, quinhentos e vinte mil kwanzas para ajudas de custos, quinze milhões, quatrocentos e quarenta mil kwanzas para prémios e três milhões de kwanzas para a organização.
Integram ainda esta lista as despesas médicas, cujo valor está fixado em quatro milhões de kwanzas, o seguro, que tem um bolo de dois milhões e quatrocentos mil kwanzas, e o centro de estágio com um orçamento de três milhões e quinhentos mil kwanzas.
Novecentos mil kwanzas é o valor para as conferência de imprensa, ao passo que, as diárias para com os funcionários estão orçadas em quinze milhões de kwanzas.

OUTRAS COMPETIÇÕES
CAN e Data/FIFA acauteladas


A participação dos Palancas Negras nas eliminatórias para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2019, nos Camarões, assim como nos jogos referentes às datas/FIFA do próximo ano, também têm já o seu orçamento proposto, cujas despesas estão fixadas em trezentos e sessenta e sete milhões e seiscentos mil kwanzas.
Deste valor o CAN tem um valor de cento e um milhões e quatrocentos e setenta e dois mil kwanzas, que serão distribuídos em vinte e oito milhões, quatrocentos e noventa mil e oitocentos kwanzas para o alojamento, treze milhões para o transporte e oito milhões e novecentos mil kwanzas para as ajudas de custo.
No que toca a prémios para a mesma competição, o mapa orçamental da FAF  apresenta o valor de dezanove milhões e trezentos mil kwanzas, quatro milhões para a organização, um milhão e novecentos e trinta mil para arbitragem e delegado, enquanto o seguro tem o orçamento de dois milhões e quatrocentos mil kwanzas.
As despesas médicas para o CAN rondam quatro milhões de kwanzas, aos quais se juntam ainda o centro de estágio, com três milhões e quinhentos mil kwanzas, novecentos mil para as conferências de imprensa e quinze milhões para as diárias para com os funcionários.
Na vertente das datas/FIFA o plano orçamental federativo compreende duzentos e sessenta e seis milhões, cento e trinta e cinco mil kwanzas como fundo global necessário, dos quais cinquenta e cinco milhões e quatrocentos e quarenta mil são reservados para o alojamento e setenta e dois milhões de kwanzas para transporte.
As ajudas de custo vão consumir quinze milhões de kwanzas, a organização precisa de dezasseis milhões e as arbitragens e delegados vão precisar de dois milhões e oitocentos e noventa e cinco mil kwanzas.
O seguro dos atletas para esses eventos está perspectivada em catorze milhões e quatrocentos mil kwanzas, e as despesas médicas ficam em quatro milhões de kwanzas, num orçamento que abrange ainda o centro de estágio com vinte e um milhões de kwanzas, conferências de imprensa ficam em cinco milhões e quatrocentos mil kwanzas e as diárias para com os funcionários ficam em sessenta milhões de kwanzas.
AP

CONTEMPLAÇÃO
Selecções
Olímpica e jovens
constam do plano

As selecções Olímpica (Sub-23), Sub-20 e Sub-17 também têm o seu orçamento inserido no plano da Federação Angolana de Futebol (FAF), em função das respectivas participações nas competições internacionais previstas para o próximo ano, tendo em conta a programação da Confederação Africana de Futebol (CAF) para época desportiva do período em referência.
Nisso, a participação da selecção Sub-23 nas eliminatórias aos Jogos Olímpicos está orçada em noventa e seis milhões e setecentos mil kwanzas, ao passo que a Sub-20 precisa de cinquenta e um milhões e oitocentos e oitenta mil para o torneio Cosafa e cinquenta e dois milhões, oitocentos e dez mil kwanzas para as eliminatórias para o CAN da categoria em 2019.
De acordo com o plano orçamental da FAF, a selecção Sub-17 necessita de quarenta e três milhões e setecentos mil kwanzas para a participação no torneio da Cosafa e quarenta e quatro milhões e seiscentos e trinta mil kwanzas para as eliminatórias para o CAN da categoria de 2019.
A selecção feminina também entra nas contas da FAF, em função da sua preparação para o CAN feminino, pelo que o seu valor orçamental é de quarenta e quatro milhões, seiscentos e oitenta e oito mil e novecentos e vinte kwanzas.
AP 

NADINHO
“Tenho propostas de vários clubes”

O médio ofensivo Wilson Macamo "Nandinho" garantiu ter recebido propostas de vários clubes do Girabola Zap para representar na próxima época, tendo em conta que terminou o vinculo contratual com a formação do Recreativo do Libolo.
O experiente jogador, 32 anos, que vestiu a camisola da formação da Vila de Calulo no último um ano e metade da época de 2016, afirmou que apesar de receber o assédio de outros clubes, a prioridade recai para a equipa do Cuanza Sul.
"Terminei o meu contrato no final do mês passado com o Recreativo do Libolo e recebi propostas de vários do Girabola, mas a minha prioridade é o Libolo. Naturalmente que quero continuar no clube, mas também estou a pensar nos outros convites que me foram feitos", disse o médio sem mencionar os nomes dos clubes interessados nos seus préstimos, tendo realçado que "estou a levar em conta os objectivos que eles têm no campeonato".
De acordo com Nandinho, "o ideal seria representar uma formação que tenha a ambição de lutar pelo título, porque eu gostaria de ganhar um campeonato nacional, mas vamos ver o que vai acontecer no futuro".
A sexta posição alcançada pelo Recreativo do Libolo no Girabola Zap 2017 foi classificada como negativa pelo jogador, dado os objectivos que o clube perseguia, a disputa do título.
"Dado o nível competitivo do Libolo, já conquistou vários campeonatos, tivemos uma competição muito abaixo da média. Também tivemos alguns problemas internos com a saída de jogadores importantes e do treinador. Nós não contávamos que o treinador iria sair, fomos surpreendidos com essa situação, mas tivemos de continuar a caminhar", disse o jogador.
Acrescentou ainda que as sucessivas lesões, por que passou o plantel, inclusive o próprio jogador, aliado ao volume de jogos disputados na Taça da Confederação, contribuíram muito para a classificação que a equipa teve este ano.
Nandinho defendeu que a disputa do título entre o 1º de Agosto e o Petro de Luanda "foi salutar porque são os dois maiores clubes do país e dignificaram o nosso futebol e o 1º de Agosto ganhou bem", rematou o jogador.
Formado na extinta Escola os Flaminguinhos, Nandinho já vestiu a camisola do FC Bravos do Maquis, Progresso Sambizanga, Interclube e 1º Agosto. 
JN

MARROCOS  2018
Médio ambiciona jogar o “africano”


Depois de participar na fase de apuramento para o CHAN 2018, competição que vai decorrer de 12 de Janeiro a 4 de Fevereiro, em Marrocos, Nandinho espera ser convocado para representar os Palancas Negras nesta competição reservada a jogadores que actuam nos campeonatos internos.
O médio ofensivo mostrou-se esperançado em fazer parte da lista dos eleitos por ter dado o seu contributo na campanha liderada pelo técnico brasileiro Beto Bianchi.
"Naturalmente que espero ser convocado para o CHAN, fiz os jogos de apuramento e conto representar a selecção nesta competição. Todos os jogadores querem ser convocados, imagina eu que fiz parte da campanha, mas tudo vai depender do novo treinador", referiu.
De acordo com o jogador, o facto de a Selecção Nacional ainda não ter um técnico "é uma situação que preocupa, porque estamos a poucos dias da prova e o tempo está a escassear. Mas acredito que a direcção da FAF está a tratar com atenção este caso e em breve vamos conhecer o novo seleccionador", perspectivou.O médio que marcou quatro golos no Girabola Zap deste ano, disse atingir alguns objectivos pessoais na presente época, por conseguir recuperar a alegria de jogar e mostrar o seu futebol, tal com fez em defesa das formações do FC Bravos do Maquis, 1º de Agosto, Progresso Sambizanga e Interclube. O jogador conquistou uma Taça de Angola em 2016, com o Recreativo do Libolo e um prémio de Jogador Revelação em 2009, com o mesmo clube.
JN