Jornal dos Desportos

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Futebol

Chieto filtra jogadores para o CAN de Benguela

Jlio Gaiano, em Benguela - 12 de Setembro, 2019

Vice -campees africanos preparam em Benguela prova que o pas acolhe em Outubro

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

Os trabalhos da pré-selecção nacional de futebol adaptado, em sénior masculino, que decorre na cidade de Benguela, entrou na fase derradeira, com a equipa técnica a fazer a primeira triagem e a projectar o esqueleto base para o Campeonato Africano das Nações (CAN) que vai decorrer no país, na referida cidade, de 4 a 12 de Outubro.
O seleccionador Augusto Chieto assegurou à imprensa que o grupo de trabalho está bem, do ponto de vista de motivação, o que os leva a pensar, única e simplesmente, na conquista do título africano. Todavia, manifestou-se preocupado devido à falta de material de reposição, como muletas para os treinos. As existentes, na sua maioria, quebraram durante a preparação.
“Este é um dos problemas que fazemos frente no nosso dia-a-dia de trabalho. Infelizmente, a nível da província (Benguela) não existem locais para aquisição dos referidos materiais. Contudo, há garantias de que esforços estão a ser envidados pelas entidades do governo local, bem como do Comité Paralímpico, no sentido de em curto espaço de tempo, termos o problema resolvido, pelo que nos deixa descansados a este respeito”, referiu.
Augusto Chieto deu a perceber que apesar das dificuldades apresentadas (ausências de muletas), os trabalhos prosseguem em ritmo normal, com os atletas compenetrados e determinados em  busca de um lugar, nos 14 que vão integrar a equipa nacional para o CAN da modalidade. Dos 26 seleccionados inicialmente, seis foram dispensados.
“Neste preciso momento, estamos a trabalhar com 20 atletas. Creio, que até princípio da próxima semana, concluiremos o processo, isto é,  formar a equipa nacional composta por 14 elementos para o CAN que se avizinha”, disse. 
A equipa nacional está concentrada no Estádio de Ombaka, local onde para além dos trabalhos de preparação para o CAN, se realizam  todas as actividades de comodidade (alojamento e alimentação) dos atletas e corpo técnico. De resto, um lugar distante dos acontecimentos produzidos no interior da cidade.
“Julgo eu, que foi uma decisão sábia que as autoridades da província, em consonância com o Comité Paralímpico tomaram. Em função da localização geográfica, aqui (no Estádio do Ombaka) as coisas ficam mais facilitadas e livres de pressões que eventualmente tínhamos de enfrentar, caso fossemos trabalhar num outro lugar”, sustentou.
O Jornal dos Desportos soube, que nos próximos dias chegam à cidade de Benguela oficiais do Comité Paralímpico Angolano, para de entre outras acções constatar “in situ” o estado de prontidão da equipa nacional.