Jornal dos Desportos

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Futebol

Cosano refora ambio africana

Edvaldo Lemos - 16 de Setembro, 2019

Tcnico espanhol acredita num bom resultado no jogo da segunda-mo

Fotografia: Contreiras Pipa| Edies Novembro

O empate sem golos no jogo da primeira-mão, diante do Kampala City, referente à última eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos, disputado sábado último, no 11 de Novembro, não tira o sono ao treinador do Petro de Luanda, António Cosano, cuja a equipa vai decidir a passagem para a etapa de "sonho" no Uganda.  
De acordo com o treinador espanhol, os jogadores às suas ordens poderão fazer melhor nos últimos 90 minutos da eliminatória, que acontece no dia 27 do corrente, não obstante o jogo das decisões ter como palco o terreno do Kampala City, isso comparando com a prestação que tiveram no duelo de Luanda.
“Pensamos que podemos fazer melhor em casa do adversário. Muitas vezes o empate a zero bolas parece um resultado que não seja bom, mas qualquer empate com golo no segundo jogo estaremos apurados. Vamos ver o que podemos fazer, mas estaremos lá (em Kampala) para competir. Ainda temos 90 minutos na eliminatória”, disse.
Toni Cosano disse que os jogadores fizeram tudo ao seu alcance, para vencerem o desafio da primeira-mão, apesar de terem sido incapazes de concretizar as grandes oportunidades de golos surgidas no decorrer do jogo.
“Fizemos tudo para vencer, tivemos oportunidades de golos mas não conseguimos concretizar nenhuma. Ainda assim, acho que estivemos bem, quer ofensivamente, quer  defensivamente”, lamentou.
O empate a zero bolas no jogo de sábado último, em casa, teve um sabor a derrota e deixou a tarefa do treinado espanhol mais complicada. Cosano reconheceu as dificuldades que o Petro de Luanda vai enfrentar no duelo da segunda-mão, pois será obrigado a vencer ou a conseguir, no mínimo, um empate com golos. Por esse motivo, promete uma equipa batalhadora para atingir o objectivo: chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. 
“Sabemos das nossas dificuldades e limitações, por isso só temos que trabalhar com aquilo que está disponível. Temos o que temos e até agora fizemos um bom trabalho, por isso temos que continuar e quando chegarmos ao Uganda, para o segundo jogo,  fazer um bom resultado”, referiu.
O Petro teve uma entrada em grande no jogo. O extremo Picas, promovido este ano, à equipa principal, esteve endiabrado do lado petrolífero. O jogador tricolor chegou, várias vezes com facilidade à baliza adversaria, mas sem sucesso na hora de dar a machadada final.
O mesmo comportamento não teve a equipa no segundo tempo. Ou seja, os tricolores acusaram cansaço, com isso o desempenhando foi razoável.
O avançado ugandês Sadaki, ainda chegou a pregar um grande susto ao banco angolano, ao visar a baliza do guarda-redes Elber, mas, felizmente para os tricolores, o árbitro anulou e bem a jogada por fora-de-jogo.
A melhor oportunidade do Petro de Luanda, surgiu aos 86 minutos, com um  remate de cabeça de Dani, na área adversária, frustrado pelo guarda-redes ugandês, com uma excelente defesa.

PETRO
Adeptos "exigem" demissão de Tomás Faria


Os adeptos do Petro de Luanda presentes no Estádio 11 de Novembro no jogo de sábado, em que os tricolores empataram sem golos com o Kampala City, do Uganda, "exigiram" a demissão urgente do presidente de direcção Tomás Faria.
Com uma exibição cinzenta em casa, na primeira mão da última eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga de Clubes Campeões de África, o vice-campeão nacional foi perdulário no ataque nas poucas oportunidades criadas. Daí a razão que levou a “exigente massa associativa” a manifestar o seu descontentamento, sobretudo, a inexistência de um avançado de raiz.
A não inscrição de Toni, Yano, Jacques Tuyissengue e Dolly Menga, atletas dotados com potencial para fazerem a diferença no ataque, falha atribuída a eventual má gestão da actual direcção da colectividade 15 vezes campeã do Girabola, deixou os adeptos inconformados como o momento actual da equipa.
Os adeptos maioritariamente sentados na bancada central, gritavam sucessivamente pelo afastamento de Tomás Faria. A manifestação de descontentamento tornou-se mais incisiva no túnel de saída da parte exterior do Estádio 11 de Novembro, facto que obrigou a Policia Montada a permanecer no local, até a saída do autocarro que transportava os jogadores e equipa técnica.
Recordar que comportamento idêntico viveu-se na partida da 3ª jornada do Girabola2019/20, em que o Petro de Luanda perdeu na cidade do Lubango com o Desportivo da Huíla, por 0-1, com os adeptos a exteriorizarem, também, a inquietação com o desempenho da direcção.
O Jornal dos Desportos apurou, que o Conselho Geral dos tricolores reúne-se esta quarta-feira (18), para avaliar o desempenho da direcção, com destaque para os resultados obtidos nos últimos anos da equipa de futebol. A possibilidade da privatização da Sonangol, maior patrocinador do clube, pode ser o maior destaque da reunião de trabalho do núcleo duro do clube.   
A equipa sénior masculina do desporto "rei" da agremiação, esta há dez anos sem lograr o título do Girabola, além das mudanças sucessivas na direcção do departamento da modalidade.
O espanhol Toni Cosano substituiu no cargo o hispano-brasileiro Beto Bianchi, no fim do Girabola passado. Após três jornadas da presente edição, o Petro consentiu um empate (2-2) na estreia diante do Williet de Benguela, e derrota (0-1) frente ao Desportivo da Huíla. Juscelino da Silva/com Angop