Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

DAgosto corre atrs da taa

Augusto Panzo - 01 de Outubro, 2009

Militares ganharam passe para final da taa

Fotografia: Jd

Clube Desportivo 1º de Agosto e Sagrada Esperança da Lunda Norte, equipas que competem na primeira e segunda divisões, jogam no próximo dia 28 do corrente, no estádio da Cidadela, a final da edição de 2009 da Taça de Angola em futebol. As duas equipas garantiram a qualificação à final da segunda maior competição futebolística nacional, mercê dos triunfos na marcação de grandes penalidades sobre o Clube Desportivo da Huíla e Académica do Soyo, respectivamente. Os militares do “rio seco” venceram os homólogos da Região Sul, por 4-3, após empate a uma bola no tempo regulamentar. O 1º de Agosto que tem na Taça de Angola a possibilidade de salvar a presente temporada futebolística – já não tem hipótese de vencer o Girabola e a Taça da Confederação – marcou aos 79´, por intermédio de Tuabi, porém, aos 85´, deixou-se empatar pelo Desportivo da Huíla por intermédio de Esquadra. Já na marcação de pontapés da marcação de grandes penalidades, a equipa de Jorge Chaves converteu quatro (Dany, Manucho, Kumaka e Joãozinho), enquanto os rapazes de António Barbosa marcaram por Dudú, Carol e Chico. Bena (1º de Agosto), Filipe e Rolf (Desportivo da Huíla) apresentaram-se com a pontaria desafinada. MUITOS GOLOS À semelhança do duelo disputado no estádio Joaquim Morais, no Namibe, entre o Desportivo da Huíla e o 1º de Agosto, Sagrada Esperança e Académica do Soyo empataram pelo mesmo resultado (1-1), desafio disputado no estádio “Sagrada Esperança”, no Dundo. Contudo, ao contrário do desafio do Namibe, o vencedor do jogo entre diamantíferos e estudantes foi encontrado apenas na terceira série da marcação de pontapés de grandes penalidades. Dez bolas a nove foi o desfecho da partida que mereceu grande contestação por parte dos homens do Soyo. Tudo porque o guardião da Académica do Soyo, Landu, que chegou a desmaiar após ter falhado o último penalty, chegou a defender duas grandes penalidades que o árbitro mandou repetir por alegadamente o mesmo (guardião) ter saindo antes dos jogadores adversários terem batido o castigo máximo. Salários em atraso levam à greve na Académica do Lobito Os jogadores da equipa de futebol da Académica Petróleos Clube do Lobito entraram, ontem, quarta-feira, em greve por falta de pagamento de três meses de salários e dois prémios de jogo, a quatro dias do jogo com o Benfica de Luanda, referente à vigésima-quarta jornada do Girabola. Ontem a equipa técnica e atletas marcaram presença no Estádio Municipal Edelfrides Costa “Miau”, na cidade de Benguela, para mais uma sessão de treinamento, porém, decidiram não entrar em campo como forma de repúdio pela posição da direcção do clube, liderada por Paulo Rangel, que se encontra remetida ao silêncio. Em nome do colectivo, o capitão Guy diz não entender por que razão ninguém da direcção tem comparecido às sessões de treinos para explicar aos atletas o que se está a passar dentro do clube. “A decisão de paralisar os trabalhos está tomada e não haverá qualquer recuo até que os três meses de salários em atraso e os prémios sejam pagos”, disse o capitão da equipa lobitanga. Os jogadores ameaçam mesmo não comparecerem ao Estádio Edelfrides Costa para o jogo diante do Benfica de Luanda, preferindo perder por falta de comparência a jogar com fome e desprovidos de qualquer tostão nos bolsos. PROMESSAS O Jornal dos Desportos soube do interlocutor dos grevistas que aquando da deslocação da equipa à cidade de Luanda, antes do jogo diante do Santos FC, em que perderam por 0-1, em jogo pontuável para 23ª jornada do Girabola, os atletas tiveram um encontro breve com o presidente Paulo das Chagas Rangel e ficou a promessa de que o problema dos salários e prémios de jogos ficariam resolvidos até terça-feira última, promessa essa que não veio a ser concretizado, originando daí a greve que promete durar por muito tempo. O pior de tudo é que, no dizer de Guy, o não pagamento dos salários está a provocar grandes embaraços em alguns lares dos atletas que, na tentativa de suprir algumas necessidades tiveram que recorrer a “kilapis” para pagar o colégio dos filhos, na certeza de que até terça-feira passada, fariam a devolução dos referidos valores com os devidos juros. José do Espírito Santo, no Lobito Tramagal lamenta situação que se vive O técnico José Agostinho “Tramagal” afirmou que com três meses de salários em atraso “é quase impossível motivar alguém que sobre si recai a responsabilidades de sustentar o lar”. Tramagal confessa ser pela primeira, em 20 anos na sua carreira profissional, que uma equipa por si orientada paralisa os trabalhos por falta de pagamento de salários, mas que ainda assim, procurou aconselhar os seus atletas no sentido de darem mais algum tempo à direcção do clube, o que não colheu simpatia do colectivo. Pelo contrário. O técnico foi aconselhado a demarcar-se do problema que já começa tomar proporções assustadoras. Os atletas pensam levar o assunto até às últimas consequências, não descartando acções de fórum judicial, já que na praça local muitos são os advogados que se prontificaram em ajudar os mesmos a resolverem o problema que se arrasta por mais de 90 dias, sem que os dirigentes do clube se mostram interessados em dar solução ao mesmo. Mesmo assim, Agostinho Tramagal aconselha a direcção da Académica do Lobito encarar o assunto com a máxima responsabilidade para que haja uma solução nos próximos dois dias, sob pena de colocar em perigo a preparação para o confronto com as águias de Luanda. JES

Salários em atraso levam à greve na Académica do Lobito

Os jogadores da equipa de futebol da Académica Petróleos Clube do Lobito entraram, ontem, quarta-feira, em greve por falta de pagamento de três meses de salários e dois prémios de jogo, a quatro dias do jogo com o Benfica de Luanda, referente à vigésima-quarta jornada do Girabola.
Ontem a equipa técnica e atletas marcaram presença no Estádio Municipal Edelfrides Costa “Miau”, na cidade de Benguela, para mais uma sessão de treinamento, porém, decidiram não entrar em campo como forma de repúdio pela posição da direcção do clube, liderada por Paulo Rangel, que se encontra remetida ao silêncio.
Em nome do colectivo, o capitão Guy diz não entender por que razão ninguém da direcção tem comparecido às sessões de treinos para explicar aos atletas o que se está a passar dentro do clube.
“A decisão de paralisar os trabalhos está tomada e não haverá qualquer recuo até que os três meses de salários em atraso e os prémios sejam pagos”, disse o capitão da equipa lobitanga.
Os jogadores ameaçam mesmo não comparecerem ao Estádio Edelfrides Costa para o jogo diante do Benfica de Luanda, preferindo perder por falta de comparência a jogar com fome e desprovidos de qualquer tostão nos bolsos.

PROMESSAS

O Jornal dos Desportos soube do interlocutor dos grevistas que aquando da deslocação da equipa à cidade de Luanda, antes do jogo diante do Santos FC, em que perderam por 0-1, em jogo pontuável para 23ª jornada do Girabola, os atletas tiveram um encontro breve com o presidente Paulo das Chagas Rangel e ficou a promessa de que o problema dos salários e prémios de jogos ficariam resolvidos até terça-feira última, promessa essa que não veio a ser concretizado, originando daí a greve que promete durar por muito tempo.
O pior de tudo é que, no dizer de Guy, o não pagamento dos salários está a provocar grandes embaraços em alguns lares dos atletas que, na tentativa de suprir algumas necessidades tiveram que recorrer a “kilapis” para pagar o colégio dos filhos, na certeza de que até terça-feira passada, fariam a devolução dos referidos valores com os devidos juros.  José do Espírito Santo, no Lobito

Tramagal lamenta situação que se vive

O técnico José Agostinho “Tramagal” afirmou que com três meses de salários em atraso “é quase impossível motivar alguém que sobre si recai a responsabilidades de sustentar o lar”.
Tramagal confessa ser pela primeira, em 20 anos na sua carreira profissional, que uma equipa por si orientada paralisa os trabalhos por falta de pagamento de salários, mas que ainda assim, procurou aconselhar os seus atletas no sentido de darem mais algum tempo à direcção do clube, o que não colheu simpatia do colectivo. Pelo contrário. O técnico foi aconselhado a demarcar-se do problema que já começa tomar proporções assustadoras.
Os atletas pensam levar o assunto até às últimas consequências, não descartando acções de fórum judicial, já que na praça local muitos são os advogados que se prontificaram em ajudar os mesmos a resolverem o problema que se arrasta por mais de 90 dias, sem que os dirigentes do clube se mostram interessados em dar solução ao mesmo.   
Mesmo assim, Agostinho Tramagal aconselha a direcção da Académica do Lobito encarar o assunto com a máxima responsabilidade para que haja uma solução nos próximos dois dias, sob pena de colocar em perigo a preparação para o confronto com as águias de Luanda. JES