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Futebol

Defesa brasileiro pressiona FC Cabinda a pagar dvida

Joaquim Suami - Cabinda - 26 de Maio, 2018

Marlon Coleti, jogador brasileiro que representou o FC de Cabinda na poca 2011 e 2012

Fotografia: Edies Novembro

O defesa central Marlon Coleti, jogador brasileiro que representou o FC de Cabinda na época 2011 e 2012, exigiu ontem a partir do Brasil à direcção do clube, o pagamento da dívida de nove milhões de kwanzas que correspondem a 40 mil dólares, referentes aos salários em atraso, prémios de jogos e contrato de trabalho.
À conversa pelo Watsup com o Jornal dos Desportos, o atleta disse : \" Cumpri com o meu papel como profissional e o clube não cumpriu a sua parte. Infelizmente, não tem como perdoar a dívida. Tenho família, como muito dos jogadores angolanos têm, a quem o FC de Cabinda deve também\".
Para apurar a verdade, o Jornal dos Desportos contactou o secretário - executivo do FC de Cabinda, Jacinto Miguel Baco, para confirmar a situação, em declarações o dirigente reconheceu a existência da divida, mas afirmou que o clube está a atravessar dificuldades financeiras, que levam a não honrar o compromisso.
\"Na época, em que a antiga direcção comandada por Faustino Lelo contratou o atleta, tinha um suporte financeiro do Governo da Província de Cabinda, no quadro da política de incentivo à pratica desportiva no seio da juventude local\", e que com a exoneração do governador Aníbal Rocha, toda a documentação que estava a ser preparada para a liquidação da dívida foi por \"água abaixo\".
\"Como o azar sempre bate à porta do lado infeliz, o governador Aníbal Rocha que apoiava o clube, foi exonerado. E, todo o programa que agendado pela direcção do clube para a liquidação das dívidas, foi por água abaixo. Ficou de ser pago a penúltima e a última tranche, referente ao pagamento de salários, contratos e prémios\", explicou.
Segundo o jogador, por mais que a direcção do clube explica à FIFA e ao Advogado do atleta acerca das dificuldades financeiras que atravessamos, dificilmente aceitam retirar a queixa.
\"São quarenta (40 mil) dólares, que lentamente estão a matar um clube que sempre deu  alegria, energia e emprego à juventude local. Por isso, pedimos a todos os angolanos que apoiem o clube a sair dessa situação\", rogou. Por causa da dívida, que o clube tem com o Marlon, o FC de Cabinda está banido pela FIFA de participar em qualquer competição nacional, só volta a competir caso pague o dinheiro ao atleta brasileiro.
A par da dívida que o clube tem com o Marlon, o FC de Cabinda enfrenta dificuldades financeiras para assegurar a sua sobrevivência, nos próximos cinco anos. 
De acordo com Jacinto Baco, para se inverter o actual quadro que o clube vive, três nomes de ex -dirigentes do clube vão concorrer, para um deles assumirem o clube até à realização das eleições em 2021.
\"Brevemente, irei pronunciar-me sobre os aspectos organizativos do clube, porque há muito tempo, os adeptos pedem a renovação da direcção do clube e  de três nomes de ex-dirigentes que são tidos como os possíveis candidatos a assumirem a direcção\", esclareceu o dirigente do FC de Cabinda, cuja equipa ascendeu  ao Girabola em 1986 e  disputou, por várias vezes, a taça de Angola.