Jornal dos Desportos

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Futebol

Defesa preocupa campeão nacional

Jorge Neto - 01 de Fevereiro, 2017

Militares sofreram golos em todos os desafios salvo diante da Académica no estágio em Benguela

Fotografia: José Cola\ Edições Novembro/ EP

Os sete golos sofridos pela equipa do 1º de Agosto, no estágio de pré-época em Benguela, constituem nesta altura a maior preocupação nas hostes do campeão nacional, que prepara o desafio da Supertaça com o Recreativo do Libolo (vencedor da Taça de Angola), no sábado, às 15h30, no Estádio dos Coqueiros.

Foi com o objectivo de melhorar o sistema defensivo que a equipa técnica militar trabalhou com grande incidência, ontem de manhã, no primeiro treino realizado no campo do ex-RI20, depois do regresso das terras de Ombaka, como avançou o técnico-adjunto Ivo Trava, quando faltam quatro dias para a decisão do vencedor da Supertaça 2017.  

"De facto, marcamos, mas sofremos muitos golos,  estamos preocupados com isso, foi por isso que no treino de hoje (ontem) o aspecto foi mais defensivo. Estamos a atacar e a fazer golos, mas também estamos a sofrer, e este é um aspecto que temos de rever", disse.

O novo auxiliar do técnico Dragan Jovic fez referências aos jogos amistosos disputados na província de Benguela, durante o estágio de 28 dias.
"Disputámos um jogo com o Sagrada Esperança, perdemos por 2-1, o segundo foi com a Académica do Lobito, vencemos por 3-0, dividimos o grupo em dois, de manhã um e à tarde outro. Ganhámos o FC Bravos do Maquis, por 3-2, fizemos o quarto jogo com o ASA, no sábado, empatámos 2-2, e o último desafio vencemos o Interclube, por 2-1, onde também dividimos o grupo. Qualquer deles se portou bem, e com um ou outro erro é que vamos trabalhar esta semana", apontou.

O antigo médio agostino, que substitui no cargo Filipe Nzanza, considerou o estágio  positivo, pois foram cumpridos os objectivos pelo qual foi projectado.

"Acho, que foi um estágio positivo. Em Benguela, fizemos entre 39 a 40 treinos, onde disputámos cinco jogos, ganhamos três, empatámos um e perdemos um, mas não nos importa os resultados, se bem que eles são motivadores.  Cumprimos com os aspectos técnicos e tácticos e físicos. Acho, que os jogadores já estão bem, estamos na semana do jogo com o Libolo, que é a Supertaça, temos três dias para afinar a máquina para este jogo", defendeu.

ESTÁGIO NO LUBANGO
Atletas poupados por precaução


O defesa central Dani Massunguna, e os avançados Guelor e Diogo foram poupados, por precaução, pela equipa técnica do 1º de Agosto, no treino de ontem, realizado no campo do ex-RI20, porém, a medida não põe em causa a participação dos três jogadores no jogo nos Coqueiros, diante do Recreativo do Libolo, referente à Supertaça.  Os jogadores estão à disposição do grupo, no treino hoje às 8h30, no mesmo recinto, de acordo com a informação avançada ontem à imprensa, pelo técnico-adjunto Ivo Traça.

"O caso desses jogadores é mais de precaução do que outra coisa. A começar pelo capitão, Dani Massunguna, ele está com ligeiras dores, e preferimos que  não treinasse hoje (ontem) para estar em condições de juntar-se ao grupo. Quanto ao Diogo, desconfiamos que tenha uma micro-ruptura na coxa, por isso, preferimos que estes jogadores não participassem na sessão de treinos de hoje (ontem) para na quarta-feira se juntar ao grupo", disse mas não fez referência ao caso do avançado Guelor, que ontem saiu mais cedo do treino, por sentir dores na virilha.

Ivo Traça disse estar a gostar da integração dos sete reforços, como disse, "não é fácil, o método de trabalho do 1º de Agosto, é diferente ao das outras equipas e vice-versa, mas dizer que estão a  enquadrar-se bem, até me parece que alguns deles já estavam aqui no 1º de Agosto. Esperamos que com o tempo eles estejam melhor, para dar a resposta que  queremos, a de marcar golos nos jogos para dar vitórias à equipa".

Questionado se o conjunto campeão nacional já estava, nesta altura, a jogar da forma como a equipa técnica pretende, o antigo médio militar respondeu sem pestanejar:

"Acho que não, temos alguns jogadores novos, e o nosso problema é enquadrar estes atletas no sistema. O professor está a trabalhar no programa A e B, conforme a informação que temos, e estamos a ver se os jogadores novos se enquadram rápido no nosso sistema", considerou, para de seguida acrescentar que "mas no futebol não tem jogador novo, nem antigo, ele quando é chamado para sair de uma equipa para outra, tem de saber em que equipa vai jogar, quais são os métodos de trabalho e quando for convidado tem de corresponder com o que o clube quer. Acho, que a missão deles é trabalhar, e  enquadrar bem para sair a jogar", concluiu.
JN