Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Desportivo acredita nos lugares cimeiros

22 de Janeiro, 2017

Carlos Manuel deposita confiança na equipa técnica e nos atletas do plantel

Fotografia: Jornal dos Desportos

O director-geral do Clube Desportivo da Huíla, Carlos Manuel, assegurou nesta cidade que ter um plantel constituído por técnicos e atletas que oferecem garantias para alcançar os lugares cimeiros no Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão.

O dirigente do único representante da província no Girabola Zap 2017, que começa a 4 de Fevereiro com a disputa da Super Taça, argumentou que as posições almejadas exigem um certo custo, que passa pela atribuição de prémios e criação de outras incentivos ligados aos recursos financeiros.

“Temos hoje um plantel com técnicos e atletas que nos dão garantias de conseguir os lugares cimeiros, mas essas posições têm um certo custo, que passa pela atribuição de prémios e a criação de condições”, reconheceu e espera não viver as peripécias do passado.

“Como disse o ano passado, tivemos dificuldades, inclusive, com a aquisição de água mineral, porque os patrocinadores por força das circunstâncias também não estavam em condições de nos dar água”, lamentou.

Carlos Manuel frisou que para a presente época espera não viver o mesmo tipo de problemas, e acredita que se ultrapassar estas dificuldades pode augurar uma campanha melhor.

“Pelo que se pode observar, este ano, desde as entidades governamental e empresários todos estão engajados em melhorar a situação conjuntural da crise económica. Se de facto conseguirmos essa melhoria conjuntural do  país, com certeza que o Desportivo da Huíla, será outro”, garantiu.

O director-geral dos militares da Região Sul, acredita que não é por falta de boa vontade que os patrocinadores não estão a apoiar o clube. Reconheceu que a época futebolística de 2016 foi “muito difícil”, no concernente a recursos financeiros e espera que para 2017 não volte a ter as mesmas peripécias.

“O nosso grande azar é que vivemos de esperanças. É bem verdade que 2017 de certeza que não será o mesmo que 2016. Espero que não voltemos a ter um ano como o passado. A perspectiva parece ser boa ou razoável, pelo menos”, lembrou com tristeza Carlos Manuel. Anunciou que a direcção do clube vai proceder a inscrições para novos sócios com um pouco mais de acutilância e agressividade, para angariar valores a nível local de modos 
a satisfazer algumas necessidades básicas. “Até água mineral, na temporada passada, estávamos com dificuldades de adquirir”, revelou.


ESTÁDIOS
Direcção preocupada
com a falta de condições


 A falta de campos para treinos, e realização de jogos oficiais da equipa principal do Clube Desportivo da Huíla, são de entre outras dificuldades apontadas pelo director-geral do único representante da província na fina-flor do desporto-rei no país.

Carlos Manuel afirmou que as dificuldades financeiras podem associar-se às que dizem respeito aos recintos desportivos. Lamentou que para os jogos oficiais na presente época,  a equipa vai contar com o Estádio do Clube Ferroviário da Huíla.

Justificou o facto por  tratar-se do único campo que possui  relva em mínimas condições para a prática de futebol, queixou-se do facto do Estádio Nacional da Tundavala, estar inoperante devido à degradação total da relva.

“Esperemos, igualmente, que o Estádio 11 de Novembro, adstrito ao clube do Benfica Petróleos do Lubango conclua a recuperação do tape verde do seu campo. Se assim acontecer, teremos pelo menos duas infra-estruturas praticáveis”, sublinhou.

Informou que o Clube Desportivo da Huíla, actualmente não está em condições financeiras de  tornar o Estádio Nª Sr.ª do Monte bom e praticável para o campeonato. Adiantou que se houver essa possibilidade, melhor ainda.

“Melhoraremos para que esse campo seja utilizável. Aliás, o governador da Huíla disse na sua entrevista que este ano faria o possível de melhorar muita coisa, desde as infra-estruturas básicas da cidade, e acredito que vão evoluir para as estruturas sociais. E os campos devem estar inclusos”, perspectivou.

Aquele dirigente sustentou que se a pretensão do governo da província da Huíla acontecer, a agremiação militar da Região Sul, vai estar bem servida. “Isso tudo, nos vai impulsionar para uma melhoria na nossa posição na tabela classificativa”, perspectivou.


TRANSFERÊNCIA
"Não beneficiámos com a saída dos atletas"


Os jogadores formados pelo Desportivo da Huíla quando se transferem para outras agremiações, saem a custo zero, revelou ao Jornal dos Desportos, Carlos Manuel.O nosso interlocutor citou como exemplo recente, as saídas dos médios Cassinda para o Kabuscorp do Palanca e Nandinho para o Petro Atlético de Luanda, dois jovens formados nas hostes do clube, mas que não houve nenhum benefício para o clube.

“Infelizmente, não temos nenhuma recompensa com os jovens formados no clube. Será um benefício por conveniência, porque é para a progressão dos atletas. Temos tido muitos problemas neste aspecto, e parece-me ser a cultura da saída dos nossos jogadores  para outro clube”, recordou.

Comentou que “ quando solicitamos alguma coisa, tendo em conta às nossas carências, a condição imposta pelos interessados às vezes é de que se não quiserem liberar o atleta  para o nosso clube, fiquem vocês com o jogador”, explicou.

Carlos Manuel frisou que se o clube exigir da agremiação interessada, o atleta perde  a progressão e a possibilidade de evoluir, “e a nossa consciência fica pesada”, justificou. Por isso é que a direcção do Clube Desportivo da Huíla liberta o atleta sem contrapartida. “Esperemos que eles (outros clubes), não negoceiem o atleta a terceiros. Aí sim. Nós podemos reivindicar a nossa parte”, alertou.

“Enquanto isso, não acontecer, preferimos deixá-los a custo zero, para que tenham a possibilidade de melhorar a vida financeira também, e a sua evolução nos clubes grandes do campeonato”, destacou.