Jornal dos Desportos

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Futebol

Desportivo sem jogadores activos

Morais Can?mua , na Hu?la - 27 de Janeiro, 2017

As saídas dos médios Cassinda e Dani Traça; do atacante Nandinho e do guarda-redes Nuno, pode provocar grande desgaste no plantel

Fotografia: Jornal dos Desportos

Estes jogadores constituíram na época passada a espinha dorsal da equipa comandada por Ivo Raimundo Traça. O médio ala Cassinda, que é dado como certo no Kabuscorp do Palanca teve grande influência na manobra da equipa tendo feito inclusive alguns golos decisivos.

Dotado de boa técnica, velocidade e um potente remate de meia distância, o jovem Cassinda, que conta com 26 anos, deixa um enorme vazio no miolo do terreno da equipa militar da Região Sul, onde fez a sua formação como atleta.

Já o médio trinco Danilson Traça, que foi igualmente um esteio da equipa comandada pelo seu próprio pai, as referências são as mesmas, se tivermos as grandes influências que tinham no plantel.

Cheiro de raça e competências técnicas e amplamente disciplinado  tecnicamente, Dani Traça era uma espécie da extensão do treinador dentro do campo.

O jogador evidencia uma larga experiência, acumulada com a sua passagem pelo futebol português e espanhol, onde esteve antes de ser contratado pelo 1º de Agosto, sendo uma época depois emprestado ao Desportivo da Huíla onde jogou três temporadas.

O seu destino agora é o Sagrada Esperança da Lunda-Norte, equipa para a qual, diga-se, Dani Trala  acabou por fazer uma contratação de vulto.

Não foi por acaso que o filho de Ivo Traça chegou a ser chamado aos trabalhos dos Palancas Negras, fruto de uma época em grande com a camisola do Clube Desportivo da Huíla.

Nandinho por seu turno, que trocou o Desportivo da Huíla pelo Petro de Luanda, a sua saída provoca igualmente alguns desequilíbrios na estrutura de equipa.

Assim como a de Nuno, o guarda-redes, preferiu regressar ao Atlético Sport Aviação.


Mário Soares
lamenta saídas

O técnico do Desportivo da Huíla, Mário Soares, em declarações à  imprensa há dias, reconheceu que "sofremos uma grande sangria e será difícil, montar no início uma equipa equilibrada e competitiva porém, tudo faremos para termos um começo  auspicioso".

Confiante no trabalho que vem desenvolvendo com as "caras novas" do plantel, o outro aspecto que Soares se queixa é o tecto de a sua equipa não livrar-se de  fazer jogos de controlo para testar a capacidade competitiva do seu conjunto.

"Não temos com quem jogar aqui ", disse, para acrescentar depois que, por esta razão, nos próximos dias o a equipa desloca-se a Benguela onde pensa efectuar pelo menos dois testes para melhor percepção dos níveis atingidos.

Dado o encurtar dos dias para o início da Prova, Mário Soares prevê apenas quatro jogos, tendo consciência que se manifestam "pouquíssimos" mas, segundo ele, "são os possíveis".