Jornal dos Desportos

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Futebol

Dinheiro dos clubes dita qualidade de treinadores

Paulo Caculo - 01 de Agosto, 2019

Mercado de transferncia domina perodo de defeso

Fotografia: Foto cedida ao clube

A componente financeira, como é óbvio, é ainda o principal "calcanhar de Aquiles" que inviabiliza a pretensão dos clubes tidos como "financeiramente fragilizados", quanto à contratação de treinadores nacionais ou estrangeiros, quanto a jogadores, porém, outros  decidem investir na promoção de atletas ex-juniores. São os casos do Ferroviário do Huambo, Santa Rita de Cássia, Sporting de Cabinda, 1º de Maio de Benguela, Académica do Lobito e Benfica do Lubango.
O Sagrada Esperança e o Recreativo da Caál, contam  com as contratações de Paulo Torres, ex -Kabuscorp, e Hélder Teixeira, ex -Progresso, respectivamente. 
Na condição de clubes, há formações que perseguem objectivos modestos, equipas que ficam muito aquém dos patamares logrados pelos conhecidos "papões", ou habituais candidatos ao título, sempre dispostos a gastar cada vez mais, movidos da necessidade de justificarem os estatutos.
Em relação às equipas técnicas, dominam as preferências dos clubes pelos treinadores nacionais. Ao contrário de um passado recente, em que a aposta quase sempre recaía em treinadores estrangeiros, a nova realidade vigente no país (cuja crise financeira é uma realidade) demonstra um quadro inverso, em favor dos angolanos.
Como prova disso, os técnicos nacionais a evoluírem no Girabola Zap perfazem em 80 por cento, facto que deixa perceber, cada vez mais, a aposta na "prata da casa".
Para a época 2019/2020, partem com treinadores estrangeiros no comando das respectivas equipas técnicas, apenas o Interclube (Bruno Ribeiro/português), Petro de Luanda (Tony Cosano/espanhol), 1º de Agosto (Dragan Jovic/Bósnia) e Sagrada Esperança da Lunda - Norte (Paulo Torres/português).
Santa Rita, Recreativo da Caála, Ferrovia do Huambo, Cuando Cubango FC, Desportivo da Huíla, Bravos do Maquis, Progresso do Sambizanga, Benfica do Lubango, Sporting de Cabinda, Recreativo do Libolo, 1º de Maio de Benguela e Académica do Lobito serão orientados por técnicos angolanos.