Jornal dos Desportos

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Futebol

Diplomacia do futebol angolano ganha com eleio de Rui Campos

22 de Março, 2017

Acreditamos, que com a eleio para o Comit Executivo da CAF do senhor Rui Campos, presidente de direco do Recreativo do Libolo

Fotografia: M. Machangongo

O presidente de direcção do Clube Desportivo da Huíla (CDH), Fabiano Hihepa, considerou que a inserção de quadros angolanos nos órgãos directivos da Confederação Africana de Futebol (CAF), constitui um factor impulsionador para o desenvolvimento e visibilidade do futebol dos países africanos de língua portuguesa, a nível de África e fora do continente.

Fabiano Hihepa, que reagiu em comunicado, à eleição do presidente do Recreativo do Libolo, Rui Campos, para o Comité Executivo da CAF, espera que a diplomacia desportiva angolana, em particular a do futebol, possa elevar-se à patamares capazes de proporcionar ao continente africano nova leitura, e abrangência da modalidade em prol dos países falantes da língua portuguesa, e de forma singular para Angola.

“Acreditamos, que com a eleição para o Comité Executivo da CAF do senhor Rui Campos, presidente de direcção do Recreativo do Libolo, a nossa diplomacia desportiva, em particular a do futebol, possa de facto guindar-se a outros patamares susceptíveis de propiciar de forma geral ao continente africano, uma outra leitura e abrangência ao futebol, também para os países falantes do português, assim como de forma singular  o nosso país”, considerou.

O dirigente indicou haver a nível da CAF projecções de financiamentos, que podem beneficiar o país no capítulo da reabilitação e construção de infra-estruturas desportivas. Referiu-se à necessária visibilidade do país, na qualidade de mundialista, com a participação inédita de Angola, em 2006, no Campeonato do Mundo, na Alemanha.

Precisou ser premente resgatar a mística do futebol angolano a nível do continente africano. “A par disso, existe algumas grandes projecções, quer a nível de financiamentos da FIFA e da CAF, ou inicialmente da CAF, e que nós na qualidade de angolanos podemos a nível de infra-estruturas beneficiar grandemente.

Também e ainda alguma visibilidade do nosso país, porque na qualidade de mundialista, estivemos uma primeira vez na prova, precisamos também de resgatar a mística a nível do continente africano”, sublinhou. Reforçou que a eleição de quadros angolanos para os órgãos da CAF, confere mais probabilidades de benefícios. Indicou neste sentido, a viabilidade de  conhecer melhor os meandros da CAF, e ao nível da arbitragem conferir um outro protagonismo dos juízes nacionais a nível do continente africano.
BN - LUBANGO