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Futebol

Dirigente do Porcelana FC assume objectivo de ascenso

Augusto Panzo - 03 de Outubro, 2012

Kwanza-Norte quer elevao da equipa na maior prova futebolstica nacional

Fotografia: Jornal dos Desportos

O vice-presidente do Porcelana FC, Adolfo Aparício, disse no último fim-de-semana ao Jornal dos Desportos que a sua equipa tem a obrigação de recolocar a província do Kwanza-Norte na alta roda futebolística nacional, na qual já esteve representada pelo extinto Grupo Desportivo da EKA, desaparecida a meio da década de 90.Tal intenção ficou evidente na primeira volta, em que essa formação acabou por se sagrar campeã, pela série A.

“O segredo do sucesso de todas as equipas reside apenas no trabalho, organização, dedicação e acima de tudo responsabilidade sobre aquilo que se pretende fazer. Estes elementos todos, aliados à vontade dos homens, leva a que se consiga produzir resultados maravilhosos em toda a espécie de trabalho”, disse o segundo homem forte da equipa do Kwanza-Norte.

No que toca à questão financeira do clube, Adolfo Aparício revelou que o Porcelana FC vive um período de bonança, pois encontra-se em boas mãos, refutando desde já uma possível crise financeira num curto espaço de tempo.“Felizmente, a equipa do Porcelana FC está em boas mãos no capítulo financeiro. Não tem razões de queixa neste momento, nem os terá num curto espaço de tempo, porque conta com um grupo de patrocinadores muito forte. O clube está em boas condições e não há reclamações neste capítulo”, revelou Adolfo Aparício.

Aparício assumiu um discurso positivo em relação aos compromissos para com os atletas, desde os salários, prémios de jogo e outras responsabilidades que um clube deve ter para com os jogadores.Os salários, subsídios, assistência médica, alimentação e outros incentivos inerentes à nossa responsabilidade para com os jogadores estão todos garantidos. Nestes aspectos, o Porcelana FC não reclama este ano, nem o fará em breve, porque tem um patrocinador que tem sabido responder no momento certo às necessidades do clube. Tudo está acautelado”, garantiu.

À pergunta sobre quem assegura os patrocínios do Porcelana FC, Adolfo Aparício não revelou nomes, mas referiu-se a um grupo de elementos congregados num mesmo objectivo, que é a ascensão ao Girabola do próximo ano.“Os principais patrocinadores do Porcelana FC são os associados. Temos uma gama de sócios que, quer estejamos na bonança ou em dificuldades, estão sempre presentes, para além de contarmos com o privilégio que nos é brindado pelos nossos empresários locais, que fazem também parte deste leque. Contamos com o envolvimento de todas as empresas situadas cá no Kwanza-Norte, sejam elas estatais ou privadas, pois querem ver a equipa no Girabola”, confessou Adolfo Aparício.

Juizes
Não gosto de falar da arbitragem”

Adolfo Aparício mostrou-se indignado com o que tem acompanhado, quanto à arbitragem de futebol a nível do mundo, facto que o leva a evitar falar sobre este assunto, devido à sua complexidade. Contudo, enalteceu a postura assumida pelo presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), quando este foi abordado para se pronunciar sobre os homens do apito no Girabola.

“Sinceramente, não gosto de falar sobre a arbitragem. É um assunto muito melindroso. Às vezes acompanhamos a nível do mundo e temos visto o que acontece nesse capítulo. Até agradeço a atitude do presidente da FAF, o senhor Pedro Neto, pela forma como foi claro na abordagem desse assunto, na entrevista que concedeu à Rádio Cinco, ao reconhecer que esta franja de membros ligados ao futebol tem problemas”, adiantou.

Adolfo Aparício solicita que haja uma conversa séria entre os dirigentes máximos do futebol angolano e a classe dos árbitros dessa modalidade, para que se encontre uma solução certa, pois, à parte a sua função, eles também são seres humanos.“Tem que se falar com os árbitros. Eles são humanos, e como se sabe, todo o ser humano está sujeito a cometer erros. Mas isso não quer dizer que eles possam cometer erros visíveis até a olho nu.

Todos nós falhamos, mas não pode ser da forma como estes homens o fazem. Eles devem saber cumprir de maneira limpa a sua tarefa, porque de contrário não há bom futebol, e a acontecer assim, quem fica prejudicado é o amante do futebol, porque acaba por não assistir a um bom espectáculo”, recomendou o vice-presidente do Porcelana FC.  Como que a confessar algo, o dirigente alegou ser difícil falar-se sobre a arbitragem do futebol nacional, revelando que todo o mundo ligado ao desporto anda metido nesse meandro de ocorrências. AP

EXIGÊNCIA
“Os adeptos só querem equipa no Girabola”


O vice da equipa ligada ao município do Cazengo realçou a postura da massa associativa desse clube, que de um tempo a esta parte não pára de pedir que o Porcelana FC suba ao Girabola, o que tem sido demonstrado na forma como estes se apresentam no estádio em todas as partidas em que a equipa joga na qualidade de anfitriã.

“Conforme se vê, os nossos adeptos são muito próximos a nós. Essa tem sido a reacção fundamental da nossa massa associativa. Só pedem que a equipa suba ao Girabola. Quando o Porcelana FC perde jogos, os adeptos vivem um profundo abalo, e quando acontece ao contrário, lógico, torna-se um momento de felicidade”, afirmou.Perante tal exigência dos apoiantes, Adolfo Aparício pede a estes que tenham um pouco mais de paciência, pois está-se quase a atingir os objectivos e os jogadores estão a fazer tudo para que esse sonho se concretize.“Quero pedir aos nossos adeptos para que tenham fé de que a equipa vai mesmo para o Girabola. Os jogadores estão a cumprir a missão que lhes foi orientada pela direcção do clube. Estamos a trabalhar e acredito que Deus depois vai compensar o nosso esforço.” AP