Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Domnio no apuramento ao CHAN

Jorge Neto - 01 de Janeiro, 2018

Angolanos realizaram uma campanha em que suplantaram os concorrentes nas duas eliminatria disputadas rumo Marrocos

Fotografia: Jos Cola| Edies Novembro

O apuramento da Selecção Nacional ao CHAN/2018, a disputar-se no Reino do Marrocos, de 13 de Janeiro à 4 de Fevereiro, foi o ponto mais alto do desempenho do conjunto orientado na altura pelo hispano-brasileiro, Beto Bianchi, na campanha de qualificação.
Num ano com prestações que em nada dignificou o futebol angolano, à qualificação para competições restrita aos atletas que jogam no continente africano marcou a prestação dos Palancas Negras.
Com uma prestação aceitável, os Palancas não tiveram grandes dificuldades para lograrem os objectivos que perseguiam. Envolvido em duas eliminatórias, diante das similares das Ilhas Maurícias e do Madagáscar, os angolanos deram o melhor de si para regressarem a prova.
Angola iniciou a caminhada rumo à fase final com dois resultados positivos diante de um opositor sem tradição em África. Fora de casa, com uma vitória, por 1-0. Na segunda mão em Luanda, o combinado nacional voltou a suplantar o adversário, por 3-2, uma vitória sofrível, que quase complicava a continuidade na competição.
Na eliminatória seguinte os pupilos de Beto Bianchi tiveram pela frente o Madagáscar, com quem empataram a zero bola, em Antananarivo. No desafio de resposta, no estádio 11 de Novembro, os Palancas Negras carimbaram o passe para qualificação com uma vitória apertada, por 1-0.
Para o CAN 2019, a disputar-se nos Camarões, a selecção nacional iniciou a campanha com uma derrota diante do Burkina Faso, por 3-1, numa partida em que deixou uma má impressão, mas nada alarmante.
Para manter o grupo coeso e realizarem o maior número de jogos tendo em vista os próximos compromissos, a selecção realizou uma partida amistosa diante de Moçambique e foi derrotada por duas a zero.
A participação na Taça Cosafa, na África do Sul, que decorreu de 25 de Junho a 9 de Julho, apesar de não passar à fase seguinte a participação não foi de todo má, embora o objectivo traçado não ter sido concretizado.
Sem qualquer golo sofrido, os Palancas Negras registaram uma vitória, diante das Ilhas Maurícias (1-0), e dois empates, frente aos anfitriões e a Tanzânia a zero bola. Falhando o apuramento aos quartos-de-final.
O técnico Beto Bianchi, emprestado pelo Petro de Luanda, assumiu o comando da Selecção Nacional no mês de Março, envolta de várias críticas por parte de muitos amantes do futebol, que não viram com \"bons olhos\" a escolha do timoneiro petrolífero, pela acumulação de funções.
Depois da celeuma em torno da continuidade ou não do seleccionador, a direcção da Federação Angola de Futebol  para amenizar o clima que tornava-se um tanto ou quanto tenso \"dispensou\" o treinador.  


PALANCAS NEGRAS
 Srdjan Vasiljevic é o novo “pastor”


Sérvio Srdjan Vasiljevic, 44 anos, foi apresentado no dia 8 do corrente mês pela direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) como o novo \"pastor\" dos Palancas Negras, substituindo no cargo o hispano-brasileiro Beto Bianchi.
A escolha do novo timoneiro do conjunto nacional aconteceu numa altura em que faltava cerca de um mês para o início da V edição do CHAN/2018, no Reino do Marrocos.
A necessidade de se encontrar um novo seleccionador levou o pelouro liderado por Artur Almeida e Silva a correr contra o tempo, para achar uma solução, de modos que não complicasse a preparação para à competição.
O sérvio que tem como adjuntos o seu compatriota Miroslav Maksimovic (já orientou a equipa principal do Petro de Luanda), Silvestre Pelé (ex-técnico da Académica do Lobito) e o ex-avançado Love Cabungula, pesa sobre si a responsabilidade de tornar a selecção um conjunto competitivo na prova.
Nascido a 1 de Abril de 1973, na cidade de Belgrado, Srdjan Vasiljevic é licenciado pela UEFA/FSSB desde 2005. Na sua folha de serviço constam passagens pela selecção nacional da sérvia, nos escalões de formação e, pelas equipas FC Cukaricki e FC FSB Borca, ambas da primeira liga do seu país.
O desafio do novo técnico dos Palancas Negras, de acordo com o presidente da FAF Artur Almeida e Silva, é voltar a colocar Angola no topo do continente, uma pretensão que em função do cenário que se vive pode não se concretizar.
No primeiro contacto com a selecção o seleccionador teve como principal adversário a indisponibilidade dos jogadores do 1º de Agosto e do Petro de Luanda, os dois maiores emblemas nacionais e os que mais atletas forneceram.  
JN