Jornal dos Desportos

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Futebol

Doze vítimas foram sepultadas

14 de Fevereiro, 2017

O governador do Uíge prestou homenagem às vítimas que ontem foram a enterrar

Fotografia: António Capitão

Os restos mortais das vítimas da tragédia do jogo inaugural, Santa Rita FC - Recreativo do Libolo, ocorrida na sexta-feira, no Estádio 4 de Janeiro, foram ontem a enterrar, antes teve lugar uma cerimónia fúnebre no Hospital Geral do Uíge.

De acordo a preferência dos familiares, alguns corpos das vítimas foram a enterrar no cemitério municipal, enquanto outros foram sepultados em diversos cemitérios da periferia da cidade do Uíge, e nos municípios do Songo e Mucaba.

Na homilia, o vigário judicial da diocese do Uíge, padre Dário Elias João Baptista, que orientou o acto religioso da bênção aos corpos, exortou aos presentes a primar pela prática de boas acções, porquanto, ninguém sabe o dia nem a hora da morte.

“Esta é a ironia da nossa vida. Ironia porque estes nossos irmãos viveram e conviveram connosco, andaram, comeram, e trabalharam como nós. Hoje, estão aqui para  serem encomendados ao Senhor", frisou.

O sacerdote apelou à necessidade de todos escolher o caminho da verdade e cumprir com os Mandamentos da lei de Deus, para serem exaltados no último dia. Participaram na cerimónia, além do governador da província, Paulo Pombolo, a Secretária do Estado para o Desporto, Ana Paula Sacramento, magistrados judiciais, membros do governo da província, representantes das FAA, da Polícia Nacional, entidades religiosas e tradicionais, das organizações não-governamentais, familiares e população em geral.

CUANZA NORTE

No dia em que as vítimas da tragédia foram a enterrar no Uíge, o governo provincial do Cuanza Norte manifestou-se consternado com a morte dos 17 adeptos de futebol, na cidade do Uíge.  Juntou-se à dor e ao luta das famílias, do governo e povo da província do Uíge.

 O governo provincial considerou os recintos desportivos, como locais de festa, onde se busca a honra e a glória, pela capacidade de superação e não lugar para provocar a dor e o luto, no seio das famílias. Os campos de futebol são lugares em que os adeptos vão aplaudir e incentivar as suas equipas e os seus ídolos, que demonstram as suas habilidades, e deste modo superar os adversários, lê-se na mensagem.

Adianta, que devem servir de espaços de exaltação de valores, como a ética, a disciplina e o respeito mútuo, observando-se sempre as regras estabelecidas.  No fatídico dia 10 de Fevereiro de 2017, precisou o documento, o lugar em que se busca a honra e a gloria deu lugar à dor e ao luto, num desfecho que consternou a nossa sociedade, precisou ainda.

Por isso, o governo e o povo do Cuanza norte, nesta hora e luto, endereçam às famílias das vítimas, ao governo e ao povo do Uíge as suas sentidas condolências. Por seu turno, o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) expressou no  domingo, em mensagem de condolências chegada à Angop, o seu pesar pela tragédia ocorrida na sexta-feira dia 10, no Estádio de futebol "4 de Janeiro", na cidade do Uíge.

 “Foi com elevada dor e consternação que o UNICEF tomou conhecimento do infausto acontecimento, ocorrido na passada sexta-feira, no Estádio 4 de Janeiro da província do Uíge, que ocasionou a morte de 17 pessoas, entre as quais algumas crianças e adolescentes”, lê-se.

Nesta hora de luto e de dor, o UNICEF endereça às famílias enlutadas e ao Governo do Uíge, os mais profundos sentimentos de pesar,  deseja rápidas melhoras para às vítimas que ainda se encontram em recuperação no hospital provincial local, acrescenta. Na nota, o UNICEF aproveita a ocasião para reiterar a necessidade de dar a devida atenção às crianças e garantir que beneficiem sempre de um ambiente protector e seguro.

Lembra que o UNICEF promove, juntamente com o seus parceiros, os direitos e bem-estar das crianças mais vulneráveis e marginalizadas, as acções para atingir este fim são desenvolvidas em 190 países.